Batista Ecrasante, candidato a deputado federal por MG e conhecido como o “gay de direita”, teve uma infância humilde, começou a trabalhar aos 8 anos, se tornou empreendedor de sucesso e viveu na Europa por anos. Foi lá que ele percebeu a diferença entre viver em países de 1º mundo e morar no Brasil. Suas propostas são: entregar serviços públicos de qualidade, endurecer o enfrentamento ao crime e à violência contra a mulher e combater o identitarismo.
Confira a entrevista exclusiva que fizemos com ele!
— Batista Ecrasante, gay de direita: combate ao identitarismo
— Batista Ecrasante, gay de direita: vivência e aprendizados em países de 1º mundo
— Batista Ecrasante, candidato a deputado federal por MG: propostas para Minas
— Batista Ecrasante, candidato a deputado federal por MG: combate a violência contra mulher
— Batista Ecrasante, candidato a deputado federal por MG: propostas para o Brasil e legado
— 1º – Você se declara abertamente gay e, ao mesmo tempo, defensor intransigente da família, da infância e crítico da ideologia de gênero: ideias de direita. Muitos na esquerda dizem que isso é uma contradição. Outros na direita, ainda estranham. Como você explica, na prática, que ser gay não te obriga a abraçar as pautas identitárias do movimento LGBT atual? E quais são seus principais valores políticos?
Primeiro, a família é a base de tudo, com isso não podemos deixar que essa instituição tão importante seja banalizada.
A infância de uma criança precisa ser vivida em sua plenitude e sua inocência deve ser respeitada, pois mesmo que não pareça uma criança absorve todo o tipo de vivência desse período tanto de bom quanto ruim e carrega isso por toda a vida podendo criar diversos traumas que influenciará toda a sua fase adulta.
A ideologia de gênero por sua vez, vem sendo tratada como uma imposição para a sociedade pregando que o sexo biologico nao seja relevante e que as pessoas poderiam escolher livremente seu genero.
Não sou contra as pessoas serem livres para serem o que quiserem, porém acho que o respeito deve prevalecer independente de suas escolhas, pois vivemos em sociedade.
Por isso eu sendo GAY acredito que não sou obrigado a concordar com essas pautas mas respeitá-las, e digo mais: Ser gay não me diferencia de ninguém, pois tenho os mesmos direitos e deveres que todos na sociedade.
Tenho direito à educação, saúde, igualdade, trabalho, liberdade de expressão, de ir e vir como todo e qualquer cidadão. O que eu não posso é querer impor minhas escolhas pessoais à todos.
Meus principais valores políticos, como dito anteriormente, são: liberdade, igualdade e justiça.
Sendo político, tenho o dever de lutar e defender os direitos de todos, pois um verdadeiro político não luta e defende uma classe apenas, mas defende uma sociedade sem distinção.
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— 2º – Você costuma dizer que “não é porque sou gay que vou defender coisas ligadas ao que as pessoas acham que um homem gay deve defender”. Essa frase incomoda muita gente. Quem são, na sua visão, os maiores inimigos da liberdade no Brasil, o Estado, o ativismo de esquerda ou ambos, e o que você pretende fazer como deputado federal para proteger o direito de qualquer cidadão, inclusive gays de direita, de falar o que pensa e viver como deseja sem ser cancelado?
Essa frase realmente incomoda muita gente, e sempre vou dizer isso, a minha sexualidade não me obriga a aceitar e concordar com as pautas impostas pela classe LGBT.
Tenho minhas próprias escolhas como cidadão e tomo minhas decisões por mim e não por imposições de uma classe.
Acredito que o maior inimigo da liberdade seja o ativismo de esquerda, porém como o Estado está sendo governado pela esquerda, seja ambos nesse caso.
Como deputado, desejo criar leis que garantam de verdade a liberdade de cada indivíduo se expressar desde que respeitosamente claro.
As pessoas podem viver como quiserem, o que precisamos entender é que todos têm o direito de viver como querem, mas também tem o dever de respeitar quem não concorda com essas escolhas.
Confira: “O que é ser de direita?”!
— 3º – Quem te vê hoje como uma voz firme da direita, enfrentando as narrativas da esquerda e se posicionando sem filtro, muitas vezes não imagina de onde você veio. Você tem raízes no interior de Minas, passou por experiências no exterior e construiu uma trajetória própria. Muitos mineiros também migraram para outros países, buscando uma vida melhor em nações onde a moeda é forte, existe menos burocracia e leis trabalhistas mais flexíveis. Olhando para o caminho que percorreu até se tornar candidato a deputado federal, o que essa vivência te ensinou sobre a realidade do povo mineiro? E o que você aprendeu com os países de 1º mundo que visitou?
Acredito que o fato de eu ter vindo do interior de Minas, e ter tido uma vida simples e humilde contribuiu bastante para essa busca de uma vida melhor fora do Brasil, não que o país fosse ruim, mas estava mal administrado como ainda hoje está.
Nessa minha caminhada fora do Brasil, pude viver em países em que realmente as leis funcionam, a saúde é para todos com a mesma qualidade, existe segurança, dando liberdade das pessoas poderem circular sem medo.
São países em que a educação também é de um nível ímpar dando aos alunos uma garantia de um aprendizado de qualidade e preparo para o mercado de trabalho, sem falar da qualidade de vida que acredito ser o que mais faz os mineiros migrarem.
Minha trajetória fora do país mostrou que o Brasil tem potencial, o que impede é a velha política e a corrupção. Com isso aprendi que com honestidade e respeito pelo cidadão, podemos construir um país digno para todos.
— 4º – Minas Gerais tem uma base forte no agronegócio, na mineração e na produção de riqueza, mas também enfrenta problemas consideráveis em segurança, educação e infraestrutura, apesar dos grandes avanços do governo Zema. Como deputado federal, quais serão suas prioridades concretas para o estado, especialmente na defesa do produtor rural e no combate às ideologias que, na sua avaliação, enfraquecem a família e a formação das crianças?
Um dos grandes problemas enfrentados pelo Agro mineiro é a falta de financiamento e apoio.
Fortalecer o agronegócio mineiro significa facilitar o crédito, ampliar o seguro rural, melhorar estradas e infraestrutura, investir em irrigação e tecnologia, reduzir a burocracia, apoiar o pequeno produtor, fortalecer a produção de leite e outras cadeias.
Além de incentivar a agroindústria para agregar valor aos produtos e gerar mais emprego e renda em Minas Gerais.
No combate às ideologias que enfraquecem a família e a formação das crianças, pretendo fortalecer o conceito familiar, respeitar a liberdade dos pais na educação dos filhos, garantir uma educação baseada em conhecimento e evidências, promover valores como respeito, responsabilidade e cidadania.
E, especialmente, assegurar que a escola complemente e não substitua o papel da família. Sempre respeitando a Constituição, a liberdade de consciência e os direitos das crianças deixando a criança ser criança.
— 5º – Muitas mulheres de direita e conservadoras se sentem traídas pelo feminismo atual, que elas veem como hostil à família, à maternidade e à feminilidade. Como você enxerga o papel da mulher na sociedade e o que pretende defender na Câmara para que essas mulheres se sintam representadas, e não atacadas, pelas políticas públicas?
Para mim a mulher é o ser mais importante na sociedade. As mulheres têm uma força enorme e muitas das vezes não são compreendidas. A mulher é capaz de gerar uma vida, passar por um trabalho de parto que muitas vezes leva horas.
Com isso eu acredito que o papel da mulher é o que ela quiser ser e fazer. Ela é capaz de fazer tudo a que se propõe com perfeição, seja ser CEO de uma empresa, ou até mesmo dona de casa, ela fará isso com o maior empenho do mundo.
Na Câmara, vou defender leis mais rigorosas contra a violência, saúde de qualidade, proteção à maternidade, igualdade de oportunidades e condições para que a mulher possa trabalhar, empreender ou se dedicar à sua família.
Quero representar a mulher que quer liberdade para escolher seus valores e seu próprio caminho, sem ser atacada por suas escolhas. Meu compromisso é trabalhar por políticas públicas que garantam proteção, dignidade, liberdade e respeito a todas as mulheres.
Confira: “Propostas NOVO para segurança: prisão perpétua e esmagar facções”!
— 6º – Qual ou quais serão seus primeiros projetos que você vai protocolar como deputado federal por Minas Gerais?
Meus primeiros projetos serão:
– 1. Saúde: criar mecanismos para reduzir filas de exames, consultas e cirurgias no SUS, com transparência sobre o tempo de espera;
– 2. Proteção da mulher: fortalecer a resposta do Estado às mulheres sob medida protetiva, especialmente nos casos de maior risco, e proteger também os filhos;
– 3. Agronegócio: facilitar o acesso do pequeno e médio produtor ao crédito e ao seguro rural, além de incentivar armazenagem, irrigação e tecnologia;
– 4. Educação e trabalho: ampliar a formação técnica e profissional dos jovens, aproximando a escola das oportunidades reais de emprego;
– 5. Impostos e empreendedorismo: trabalhar pela simplificação tributária e pela redução da burocracia para quem produz, trabalha e empreende.
E não quero ficar apenas no discurso. Vou acompanhar o dinheiro público, fiscalizar a execução dos programas federais e lutar para que os recursos destinados a Minas realmente cheguem aos municípios e à população.
Minha proposta é simples: menos promessa, mais projeto, fiscalização e resultado.
— 7º – O Brasil vive um momento em que a direita precisa se renovar e ocupar espaços que a esquerda monopolizou por décadas, inclusive o debate sobre sexualidade e família. O que o resto do país poderia aprender com a postura de um gay de direita como você, e qual legado você quer deixar depois de trabalhar como deputado federal por Minas Gerais?
Eu não preciso deixar de ser gay para ser de direita, e não preciso deixar de ser de direita para ser gay. Essa é uma das mensagens que quero levar para o Brasil: ninguém tem o direito de colocar uma pessoa dentro de uma caixa por causa da sua orientação sexual.
Minha orientação sexual não define minha ideologia, meus valores nem a minha capacidade de defender aquilo em que acredito.
Eu quero mostrar que a direita também pode dialogar com as diferenças, defender a liberdade, respeitar a família e combater o preconceito sem abrir mão dos seus princípios.
Se eu chegar à Câmara, quero ser lembrado não pelo rótulo de “gay de direita”, mas pelo trabalho que fiz por Minas Gerais: pela saúde, pela segurança, pela educação, pela liberdade e por uma política mais próxima do cidadão.
Meu legado será mostrar, através do trabalho, que ninguém precisa escolher entre ser quem é e defender aquilo em que acredita.
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