Candidata a deputada federal por SP de direita, Marina Helena desponta em pesquisa no ABC para as eleições 2026.

Quem diria: São Bernardo do Campo, berço do sindicalismo em São Paulo, vira à direita

01 de outubro de 2026

Há alguns dias, recebi uma pesquisa mostrando que sou uma das candidatas de direita a deputada federal mais citadas em São Bernardo do Campo. A pesquisa, feita pelo instituto Realtime Big Data entre 23 e 26 de setembro com eleitores do Grande ABC, perguntou em quem eles pretendem votar para deputado federal sem apresentar nenhuma lista de nomes. Meu nome apareceu entre os lembrados espontaneamente.

Por Marina Helena 3007, candidata a deputada federal por São Paulo (NOVO)

Fiquei muito feliz com essa notícia, que revela a tendência, já diagnosticada anos atrás, de o berço do sindicalismo no Brasil, onde nasceu o PT, estar virando para a direita.

Não é pouca coisa. Foi em São Bernardo do Campo, nas greves dos metalúrgicos do fim dos anos 1970, que Lula surgiu como líder e que nasceu o partido que governaria o país por quatro mandatos.

Durante décadas, a cidade foi o coração do chamado “cinturão vermelho”. Mas o PT perdeu a prefeitura em 2016. Em 2024, nem chegou ao segundo turno, disputado entre dois candidatos de centro-direita.

E a mesma pesquisa que me cita mostra Tarcísio de Freitas com 52% das intenções de voto para governador na cidade, contra 42% de Fernando Haddad.

Confira: “NOVO Entrevista: Marina Helena, candidata a deputada federal por São Paulo”!

O trabalhador percebeu quem atrapalha e quem ajuda

Por que isso aconteceu? Porque o trabalhador do ABC percebeu que os sindicatos atrapalham.

Por muito tempo, eles funcionaram como máfias que queriam se apropriar do dinheiro do trabalhador.

O imposto sindical obrigatório tirava todo ano um dia de salário de cada empregado, fosse ele sindicalizado ou não. Quando a reforma trabalhista de 2017 acabou com essa cobrança, ficou claro quantos trabalhadores de fato queriam pagar para ser representados.

O cientista político Sidney Jard, professor da Universidade Federal do ABC e doutor em ciência política pela USP, assinala que quando “se abrem espaços para que parte dos trabalhadores negociem diretamente com os empresários, com os patrões, sem depender da negociação” feita pelos sindicatos, as demandas de até então desaparecem.

Essa é a diferença entre a direita e a esquerda.

A direita defende a liberdade de escolha: o trabalhador decide se quer pagar sindicato, negocia o que for melhor para ele e escolhe o próprio caminho.

A esquerda diz que ajuda o trabalhador, mas só o atrapalha. Cria intermediários, cobra pedágio sobre o salário e trata o cidadão como incapaz de decidir sozinho.

Marina Helena desponta em São Bernardo do Campo e no ABC: qualidade de vida vem da prosperidade, não do governo

Os moradores de São Bernardo do Campo percebem que a qualidade de vida surge da prosperidade, e não do governo.

E é a direita quem defende a melhor receita para a prosperidade.

A cientista política Maria do Socorro Braga defende que não só a região do ABC, mas o eleitorado nacional em sua maioria está mais preocupado com a sua mudança de vida do que com ideologias.

“A tendência é buscar aquelas forças, independente se é de esquerda, de direita e de centro, que mais apoie uma melhor qualidade de vida das pessoas.” A docente elucida que a identificação partidária é “uma construção de longo prazo”.

O que realmente beneficia o trabalhador é a economia crescendo.

É emprego sobrando, salário subindo e empresa investindo.

Nenhum sindicato e nenhum programa de governo substituem isso.

O governo Lula e a crise das montadoras

A ironia é que o governo de Lula, filho político de São Bernardo, é hoje o que mais prejudica a cidade.

Com os juros nas alturas, consequência de um governo que gasta sem controle, ficou caro financiar um carro, um caminhão ou um novo investimento.

O resultado aparece no polo automotivo do ABC: lay-offs, programas de demissão voluntária e férias coletivas nas montadoras que sustentam milhares de famílias da região.

O metalúrgico de São Bernardo sente isso no bolso. E está entendendo que o problema não se resolve com mais Estado, mais sindicato e mais discurso.

Resolve-se com responsabilidade fiscal, juros menores, menos impostos e mais liberdade para quem produz.

Marina Helena desponta em São Bernardo do Campo e no ABC: por que sou candidata a deputada federal de direita?

Sou economista e candidata a deputada federal por São Paulo pelo Novo.

Quero levar para Brasília a agenda que o eleitor de São Bernardo do Campo já começou a abraçar: menos gastos públicos, menos impostos, leis trabalhistas modernas e o fim dos privilégios.

Se você mora em São Bernardo do Campo e procura uma candidata a deputada federal de direita, que defenda o trabalhador de verdade, e não os sindicatos, meu número é 3007.

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