Guilherme Kilter, candidato a deputado federal pelo PR, cresceu pautado em valores do NOVO durante seu mandato de vereador: fiscalizou tanto em nível municipal quanto federal, especialmente contra o gabinete paralelo e os gastos absurdos de Janja; assinou e aprovou o projeto das escolas cívico-militares em Curitiba; e projetos pela profissionalização da educação municipal, intercâmbio para docentes e contra violência a professores.
Com mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais, ele é uma liderança de peso no NOVO Paraná.
Confira mais sobre esse jovem em ascensão na entrevista exclusiva que fizemos!
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— 1ª – Tendo quase 2400 requerimentos enviados à prefeitura de Curitiba, você diz que dá para andar 200 metros em Curitiba e achar uma demanda atendida pelo mandato, em todos os 75 bairros da cidade. Esse contato direto com o bairro é o que mais costuma se perder quando o vereador vira deputado federal e passa a representar o estado inteiro. Como manter esse contato com o nível local? E quais demandas atendidas pelo mandato mais te marcaram?
Mesmo quando eu for eleito deputado federal, o NOVO continuará tendo um vereador no meu lugar. Eu tenho uma relação muito boa com todos os suplentes, e sei que eles me trarão as dores locais dos bairros, assim como eu vou poder oferecer mais caminhos e soluções a eles.
Mas isso só é possível em um partido como o NOVO, onde todos trabalham pela causa comum de mudar o Brasil ao invés de sabotarem uns aos outros por ego, votos ou vaidade. Grande parte das demandas que atendemos é de zeladoria urbana: limpeza de calçadas, poda de árvores, manutenção de asfalto, melhoria de sinalização em ruas, etc.
Mas as que mais me marcaram foram sempre as das escolas de educação infantil. Como presidente da Comissão de Educação, visitei dezenas de escolas, e sempre é uma alegria poder ajudar a cuidar um pouco mais das nossas crianças, que tanto precisam de estrutura, atenção e carinho.
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— 2ª – Enquanto muita gente só discursa contra corrupção, você agiu: foi à justiça contra o navio de 250 milhões da COP30 que Lula e Janja usaram, os descontos criminosos do INSS em aposentados, a intervenção de Gilmar Mendes na CBF, as diversas viagens da Janja com dinheiro público e seu gabinete ilegal. Por que essas ações populares são raras entre vereadores?
Porque a maioria dos vereadores faz acordos com seu prefeito e partido para trazer recursos, cargos e obras para o seu gabinete e região eleitoral, deixando de fiscalizar com rigor e propor mudanças reais na cidade, estado e país. Enquanto a maioria dos vereadores ocupam seu gabinete com “lideranças de bairro”, que só servem para trazer votos durante as eleições, ao invés de montar uma equipe técnica e fiscalizadora, como eu fiz.
Assim, a maioria dos vereadores usa o gabinete só de cabide de empregos, que serve de correio da prefeitura, desperdiçando o potencial de se transformar numa unidade real de transformação do Brasil. Eu escolhi fazer diferente, cuidar do dinheiro público e fiscalizar tudo, não me preocupando só com as eleições.
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— 3ª – Foi o chamado de Deltan Dallagnol e a pauta lava-jatista que te levaram para a política. Hoje você propõe cassar o título de cidadão honorário do Gilmar Mendes e declarar Curitiba berço do combate à corrupção no Brasil. Quais propostas contra a corrupção você pretende apresentar como deputado federal em Brasília?
Precisamos resgatar os dispositivos que permitiram que a Lava Jato acontecesse e colocasse criminosos e políticos corruptos na cadeia. A prisão em 2ª instância e a volta da delação premiada são essenciais, e não podem continuar sendo esvaziadas pelo STF.
Também vou propor limite ao uso dos acordos de não persecução penal do Ministério Público, que livrou o Janones da cadeia no caso da rachadinha, por exemplo. E crimes eleitorais como caixa dois e compra de voto têm que ser efetivamente punidos com prisão, e não apenas com multa e cassação, porque hoje é raro haver prisão nesses casos.
Isso tudo passa por uma reforma do processo penal, que é datado e tem muitas falhas, além de uma reforma no judiciário, para acabar com decisões monocráticas e com os abusos cometidos por juízes de tribunais superiores, que se veem superiores à lei que os limita. Essas são apenas algumas das medidas necessárias.
— 4ª – Você criou a comissão para superação da situação de rua e defende internação involuntária como parte da solução, indo contra o discurso de acolhimento incondicional. Pela mesma lógica, faria sentido condicionar o Bolsa Família à comprovação de não uso de drogas? O que poderia mudar com isso?
Com certeza, mas o governo Lula fez o oposto, ao colocar pessoas em situação de rua na lista prioritária do Bolsa Família e aumentar os recursos disponibilizados a esse grupo. Na prática, é dar bilhões de dinheiro público na mão do tráfico, já que a maioria dessas pessoas possui forte dependência química, e muitas vezes o cartão do Bolsa Família fica em posse do próprio traficante, sendo trocado por drogas todos os meses.
Não quero acabar com o Bolsa Família, mas colocar um limitador temporal nele, para que seja uma porta de saída da pobreza, e não de dependência eterna. Hoje o benefício impede que esse público se torne mão de obra capacitada, pois alimenta o tráfico e mantém ainda mais pessoas na rua. Não é por acaso que o número de pessoas em situação de rua dobrou durante o governo Lula. É um projeto.
— 5ª – O Paraná tem índices de emprego relativamente aquecidos para os padrões nacionais, mas o desenho atual do Bolsa Família ainda desestimula quem quer trabalhar formalmente. Com a Reforma Tributária em curso, você reduziria impostos ou aprofundaria a reforma como está, e como isso impacta no benefício social? E que mudança faria na regra de transição do Bolsa Família para o jovem conseguir seu primeiro emprego?
Sempre vou ser favorável a reduzir imposto, o máximo possível. Do jeito que a Reforma Tributária foi feita, gerou insegurança jurídica e imprevisibilidade contábil para todo empreendedor brasileiro, que até hoje não sabe quanto vai pagar de imposto ano que vem. As alíquotas precisam ser revistas, e cada vez mais transparentes para a população.
Sobre o Bolsa Família, existem várias formas de garantir que ele seja porta de saída do assistencialismo, e não só de entrada. Por exemplo, fixar em lei o prazo e o percentual de manutenção do benefício para o jovem que consegue seu primeiro emprego formal. A mudança é importante para que a opção mais benéfica para quem está no Bolsa Família seja conseguir um emprego, o que hoje, a penalizaria com o corte do programa.
— 6ª – Você foi expulso de forma violenta por militantes ao tentar palestrar na UFPR no ano passado, e precisou de liminar da Justiça até para conseguir as imagens da confusão naquele dia. Se nem uma figura pública consegue ser respeitada no espaço universitário, obviamente o estudante é muito mais vulnerável à violência da esquerda nesses espaços. Inclusive, já ocorreram diversas agressões registradas contra jovens de direita nesse contexto. O que você fará como deputado federal para coibir esse tipo de comportamento? E o que você proporá para combater a doutrinação nas instituições de ensino?
É inadmissível que nossas universidades, pagas com dinheiro de impostos e que deveriam ser ambiente de ensino, respeito e aprendizado, sirvam de palco para militância partidária, violência, drogas e vandalismo. Vou propor uma PEC para que a autonomia universitária não sirva de escudo para blindar alunos e deixá-los impunes.
Atos de indisciplina cometidos dentro das universidades deverão ser punidos disciplinarmente pelas instituições, e vamos poder cobrar isso (ou a CGU poderá fazer). Quero um ambiente seguro e respeitoso para alunos e professores, com foco em ensino de qualidade e livre de doutrinação.
Também vou propor que o financiamento público de pesquisa em ciências humanas priorize projetos com aplicação prática e retorno social claro, na mesma linha do que já se cobra das exatas e biológicas, para combater o uso da universidade para a produção de mera propaganda ideológica.
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— 7ª – O Paraná é um estado de heróis: desde os combatentes do Cerco da Lapa, que lutaram até a morte; o Barão do Cerro Azul, que deu a vida para impedir que Curitiba fosse saqueada; passando por abolicionistas, como Rocha Pombo; o veterano da 2ª Guerra nascido em Rio Negrinho, Max Wolff Filho, que por muitos é considerado o maior herói brasileiro da 2ª Guerra; até os servidores da Lava Jato, que ousaram desafiar os corruptos mais poderosos do Brasil e prenderam Lula. Por que você acha que essa é a terra de pessoas tão combativas? E o que isso tem a ensinar para o restante do Brasil?
O Paraná não é terra de gente covarde. É terra de gente que entendeu, cedo, que liberdade não se herda, se conquista, se defende, e às vezes se paga com sangue.
Olha a linha que você traçou: os combatentes do Cerco da Lapa resistindo até o fim contra um exército que os superava em número; o Barão do Cerro Azul dando a própria vida pra proteger Curitiba do saque; Rocha Pombo lutando contra a escravidão numa época em que isso custava caro socialmente; Max Wolff Filho enfrentando o nazismo na Itália, longe de casa, num dos capítulos mais duros da nossa história militar; e, mais recentemente, os procuradores e juízes da Lava Jato, que tiveram a coragem de prender quem “não podia ser preso” neste país.
O que une tudo isso? Gente que não terceirizou a própria consciência. Paranaense combativo é aquele que, diante da escolha entre o conforto da omissão e o risco do enfrentamento, escolhe o risco, porque entendeu que existe algo maior que a própria segurança: princípio, pátria e, para muitos desses heróis, a fé. Combatividade sem propósito é só briga. A nossa, quando é boa, é combatividade a serviço de algo maior, e é isso que eu carregarei pra Brasília, se Deus quiser, em 2027.
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