Doação de Vorcaro ao Partido Novo: a Verdade em 3 Pontos

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, aparece ao lado da frase “A verdade sobre a doação de Vorcaro ao Partido Novo”.
O Partido Novo é a legenda com mais ações contra os abusos no Caso Master (créditos: NOVO).
02 de junho de 2026

O Partido Novo tem sido alvo de tentativas claras de associá-lo ao escândalo do Banco Master por conta de uma doação feita em 2022 pelo pai de Daniel Vorcaro. Diante de narrativas distorcidas, vamos expor os fatos com transparência.

Porém, antes disso, vale lembrar: o NOVO é o Partido com mais ações na justiça e no Congresso contra os abusos do Caso Master.

Confira a verdade sobre a doação de Vorcaro ao Partido Novo em três pontos a seguir.

— 1º – A doação do pai de Vorcaro ao Partido Novo foi feita antes de qualquer suspeita

— 2º – A doação foi inútil: o NOVO nunca fez nenhuma ação para beneficiar Vorcaro, pelo contrário

— 3º – O NOVO é o Partido com mais ações contra os abusos do Caso Master

— Com ou sem doação: o Partido Novo segue cobrando a punição exemplar de Vorcaro

De 2018 a 2024, o Partido Novo recebeu mais de R$ 250 milhões em doações de mais de 111 mil pessoas. Mais especificamente, 111.791 pessoas doaram para nossas campanhas e diretórios.

Infográfico sobre as doações ao Partido Novo, incluindo a do pais de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, foi um desses 111.791. Ele doou R$ 1 milhão ao diretório estadual do NOVO em Minas Gerais no ano de 2022.

Na época, nem ele nem seu filho eram alvo de qualquer investigação ou suspeita relacionada ao Banco Master. A contribuição foi realizada de forma totalmente legal, registrada na Justiça Eleitoral e declarada conforme a legislação.

O NOVO sempre atuou com total transparência em suas contas. Diferentemente de outros partidos que recebem recursos de fontes duvidosas sem prestar contas claras, o NOVO é um dos mais fiscalizados e rigorosos no cumprimento das regras eleitorais.

A doação ocorreu em momento em que não existia qualquer sombra de irregularidade sobre a família Vorcaro. Tentativas de associar o partido ao escândalo atual ignoram deliberadamente essa linha do tempo.

2º – A doação não comprou qualquer benefício político: pelo contrário, o Partido Novo sempre agiu contra os interesses de Vorcaro

Se Vorcaro esperava benefícios ou blindagem política como contrapartida da doação ao NOVO, o que recebeu foi o contrário: diversas medidas propostas e apoiadas pelo Partido Novo vão no sentido oposto aos interesses do Banco Master.

Selecionamos três propostas que criamos ou apoiamos sobre o tema.

PEC 65/2023: mais autonomia ao Banco Central

Uma das principais iniciativas defendidas pela bancada do NOVO é a PEC 65/2023. O senador Eduardo Girão (NOVO-CE) assinou a proposta no fim de 2023, muito antes do escândalo do Master vir à público e antes mesmo do início da investigação da PF.

A PEC 65 busca conceder maior autonomia técnica, administrativa e financeira ao Banco Central. Girão tem atuado de forma intensa na CCJ e no Plenário do Senado em defesa da proposta.

Entre outras coisas, ela transformaria o BC em uma entidade pública de natureza especial com orçamento próprio, evitando possíveis cortes de recursos por interesse político do governo federal.

Para o NOVO, um Banco Central verdadeiramente independente é essencial para fiscalizar o sistema financeiro com rigor, sem sofrer pressões políticas.

Com a explosão do Caso Master, o Partido utilizou passou a reforçar a urgência da matéria: um regulador forte e blindado contra interferências é a melhor ferramenta para evitar fraudes bilionárias e proteger o contribuinte.

A PEC permite que o BC tenha mais agilidade nas intervenções e liquidações, além de maior poder de polícia sobre bancos irregulares.

A proposta também dá ao Congresso maior responsabilidade de supervisão contábil e orçamentária, fechando brechas para conluios entre bancos e poder público.

Confira: “Girão Pede Afastamento de Davi Alcolumbre por Barrar Impeachment de Ministros e CPI do Master”!

PLP 281/2019: contra dinheiro público para defender bancos

O NOVO também é protagonista na pressão pela votação do PLP 281/2019, o Novo Marco de Resolução Bancária.

O projeto, que estava engavetado desde 2019, ganhou força após a liquidação do Banco Master. A bancada do partido atuou para destravar a matéria e garantir sua aprovação urgente na Câmara.

O cerne do projeto é o mecanismo de “bail-in”, que obriga acionistas, controladores e grandes credores a arcarem primeiro com os prejuízos de um banco insolvente — e não o brasileiro comum via dinheiro público (bail-out).

Inclusive, o deputado Marcel van Hattem (NOVO-RS) é autor da Emenda nº 6 ao projeto.

A medida de Marcel exige comunicação detalhada ao Senado Federal sempre que o BC acionar as novas ferramentas de resolução, aumentando a transparência e o controle público sobre as intervenções.

Durante as discussões, Van Hattem criticou duramente o “capitalismo de compadrio” e defendeu que o risco da atividade bancária privada jamais seja socializado.

Pedidos de impeachment de Moraes, Toffoli e Gilmar Mendes

O Partido NOVO mostrou sua coerência com os pedidos de impeachment contra três ministros do Supremo Tribunal Federal: Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

Romeu Zema (NOVO) foi o primeiro governador a protocolar um pedido de impeachment contra um ministro do STF. Juntamente com diversas lideranças do NOVO, pediu o afastamento de Alexandre de Moraes.

A ação, apresentada no início de março, baseia-se nas mensagens trocadas entre o ministro e Daniel Vorcaro, reveladas pela Polícia Federal, que destroem qualquer aparência de imparcialidade. Zema também criticou duramente a conduta de Dias Toffoli no caso.

Em coletiva ao lado de líderes do partido, Zema declarou: “Tanto Moraes quanto Toffoli não têm moral para julgar nada”.

E completou: “Muitos partidos colocam panos quentes. O NOVO vai no sentido contrário: autoridades precisam ser investigadas e punidas. Castas existem na Índia, não no Brasil. Isso é afronta ao brasileiro honesto que paga a conta”.

O senador Eduardo Girão (NOVO-CE) e o deputado Marcel van Hattem (NOVO-RS) protocolaram o impeachment de Dias Toffoli no começo de fevereiro. Horas depois, Toffoli renunciou à relatoria do Caso Master.

Os motivos incluem mensagens de Vorcaro citando o ministro, vínculos familiares com fundos ligados ao banco, viagem em jato particular com advogado da defesa e a imposição de sigilo total aos autos.

Já o pedido de impeachment contra Gilmar Mendes foi protocolado pelo deputado Cabo Gilberto (PL-PB), com forte apoio da bancada do NOVO e outros parlamentares de oposição.

O motivo principal foi a tentativa de Gilmar Mendes de incluir Romeu Zema no Inquérito das Fake News após o pré-candidato publicar um vídeo satírico criticando os abusos do STF no Caso Master.

Confira: “NOVO exige que seus pré-candidatos a senador apoiem impeachment de ministros do STF”!

3º – O NOVO é o Partido com mais ações contra os abusos de Vorcaro e demais criminosos no Caso Master

Desde o primeiro momento em que o Caso explodiu, o NOVO não hesitou em agir com rigor contra as irregularidades envolvendo o Banco Master. Longe de qualquer proteção, o partido tem sido a principal força de cobrança por investigação e punição dos criminosos.

Confira as principais ações do NOVO no Caso Master:

Protocolo e coleta de assinaturas para a CPI do Master, liderada por Eduardo Girão

Diversas representações para pressionar pela instalação da CPI/CPMI do Master;

Ação para tirar Davi Alcolumbre, que se nega a pautar a CPI/CPMI, da presidência do Senado;

Pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli;

Notícia-crime protocolada contra parcialidade de Moraes e Toffoli à PGR;

Representação no TCU para investigar o socorro financeiro do BRB ao Banco Master;

Pedido de convocação de familiares de Moraes e Toffoli na CPMI do INSS;

Requerimento de devolução de provas contra Vorcaro à Polícia Federal;;

Representação assinada pelo NOVO para prorrogar a CPMI do INSS;

Ação pedindo investigação do diretor da PF, que fez viagem bancada pelo Master;

Requerimento de quebra de sigilo de Viviane Barci na CPI do Crime Organizado.

Além disso, figuras do NOVO, como o deputado estadual Leo Siqueira (NOVO-SP), foram responsáveis por expor a tentativa do Master “comprar” figuras públicas para defender que a liquidação do Banco pelo BC foi incorreta.

O Master chegou a oferecer milhões para influenciadores fazerem postagens a favor do Master. Leo foi contatado para isso e imediatamente se negou a participar, porque no NOVO, só aceitamos quem tem valores firmes.

E, novamente, o NOVO não apenas criticou o Master e seus aliados no judiciário e na política, como: cobrou, protocolou, articulou e expôs tudo. Enquanto outros partidos ficaram em silêncio ou fizeram críticas tímidas, o NOVO transformou indignação em ação concreta.

A doação não mudou nada: O Partido Novo segue cobrando punição exemplar de Vorcaro e demais criminosos do Caso Master

Daniel Vorcaro tentou influenciar Brasília de todas as formas, incluindo doações para diversos partidos e candidatos.

No caso do NOVO, ele (por meio do pai) fez mais um péssimo investimento: doou R$ 1 milhão para um partido que, desde o início do escândalo, tem cobrado dia e noite pela investigação e punição de Vorcaro e seus cúmplices.

Isso revela exatamente o que o NOVO é: um partido que não negocia seus princípios. Afinal, quem tem valores não tem preço.

Seguimos defendendo a autonomia do Banco Central, a punição exemplar de fraudes bilionárias e a proteção dos aposentados e contribuintes lesados.

A verdade é simples: quando alguém tenta usar uma doação antiga para questionar nossa integridade, o NOVO responde com fatos, ações e coerência. Não temos rabo preso com ninguém.

Temos compromisso apenas com o brasileiro brasileiro honesto e com os princípios que sempre defendemos: transparência, responsabilidade e justiça dura com o crime, seja de facções ou de bandidos de colarinho branco. E o NOVO, mesmo diante de tentativas de desgaste, não vai recuar. Quem realmente luta contra a corrupção não se intimida: continua fiscalizando, denunciando e agindo. É assim que o NOVO opera. É assim que o NOVO sempre vai agir.

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