Em toda nossa história republicana, a ditadura de Getúlio Vargas foi a mais longeva do país com um único governante: foram 15 anos no poder. Vargas foi o ditador que mais matou no Brasil: foram pelo menos 2 mil mortos (considerando apenas a Revolução de 1932).
Apesar disso, a esquerda não cansa de fazer vista grossa para ele e deixar de lado os atos abomináveis que o autocrata cometeu.
Como não poderia deixar de ser, o maior passapanista pra ditador da “história desse país”, o presidente Lula, é um dos que relativiza o fato inegável de que Vargas era um ditador.
Em conversa com jornalistas em janeiro de 2025, Lula disse: “O Getúlio, diziam que ele era ditador, mas foi ele quem fez a CLT”. Essa é uma falácia muito repetida sobre o ditador gaúcho.
Não é porque Getúlio fez algo supostamente positivo que isso isenta ele das dezenas de barbaridades que cometeu contra o Brasil. E não “diziam” que ele era ditador. Ele foi ditador, e dos piores.
Confira a seguir 7 absurdos cometidos pela ditadura de Getúlio Vargas que os defensores do “pai dos pobres” ignoram!
— 1º absurdo da ditadura de Getúlio Vargas: representação do fascismo à brasileira
— 2º absurdo da ditadura de Getúlio Vargas: mais mortos do que em toda ditadura de 64
— 3º absurdo da ditadura de Getúlio Vargas: censura e propaganda getulista
— 4º absurdo da ditadura de Getúlio Vargas: racismo e repressão de culturas estrangeiras
— 5º absurdo da ditadura de Getúlio Vargas: criação da CLT, um atraso para o Brasil
— 6º absurdo da ditadura de Getúlio Vargas: o fim do federalismo de fato
— 7º absurdo da ditadura de Getúlio Vargas: estatização da economia
— A esquerda se diz contra ditadores, mas Getúlio Vargas é o mais citado em nomes de ruas
Vargas era um grande admirador dos regimes fascistas na Itália e na Alemanha. Em 1940, durante discurso no navio “Minas Gerais”, Getúlio Vargas elogia as virtudes dos regimes fortes, “com disposição viril”, e critica as democracias e os “liberalismos imprevidentes”.
Naquele momento, o ditador também reforça a posição de neutralidade do Brasil em relação à 2ª Guerra Mundial, mesmo com todo o horror promovido pelos nazistas.
Quanto às liberdades individuais, um discurso de 1938 revela bem o perfil coletivista e autoritário do presidente.
Disse ele: “O Estado Novo não reconhece direitos de indivíduos contra a coletividade. Os indivíduos não têm direitos, têm deveres. Os direitos pertencem à coletividade. O Estado, sobrepondo-se à luta de interesses, garante os direitos da coletividade e faz cumprir os deveres para com ela”.
Esse pensamento se assemelha ao do ditador fascista italiano, Benito Mussolini, que dizia: “Tudo no Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado”.
Outra característica fascista de Vargas foi o aparelhamento do movimento sindical, medida idêntica à vista na Itália.
Assim, os dirigentes do movimento sindical, cooptados pelo governo Vargas, sufocavam os conflitos trabalhistas em favor da ordem. A lógica por trás disso era que o Estado deveria controlar a sociedade, e não o oposto.
Vargas ascendeu ao poder em 1930 por meio de um golpe de Estado. A partir desse momento, o autocrata suspendeu a Constituição de 1891, fechou o Congresso Nacional, acabou com os partidos políticos e passou a governar por meio de decretos.
Não havia em qualquer abertura para a participação popular.
Além disso, Vargas depôs os governadores e nomeou interventores estaduais. Esses eram pessoas do círculo pessoal do ditador e governavam de acordo com seus interesses. Mas o autoritarismo varguista escalou consideravelmente entre 1937 e 1945.
Em 1937, o ditador criou uma justificativa para expandir o seu poder: o Plano Cohen, que supostamente provaria a tentativa da oposição de derrubar o governo getulista. Pura mentira.
Vargas havia prometido eleições gerais para 1938, mas queria ficar no cargo a qualquer custo.
O Plano Cohen foi o instrumento que o autocrata encontrou para concentrar ainda mais poderes, dar um novo golpe e iniciar um triste período da história brasileira, a ditadura do Estado Novo.
Em nome da “segurança nacional”, os direitos civis foram suspensos. Importantes intelectuais, como os escritores Graciliano Ramos e Monteiro Lobato, foram presos.
Foi outorgada a Constituição de 1937, conhecida como “Polaca”. No âmbito do Estado Novo, Vargas mete o pé no acelerador do autoritarismo.
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Contando apenas os mortos durante a Revolução Constitucionalista de 1932, houve oficialmente 934 falecidos nos 87 dias de combate.
Porém, o historiador Hernâni Donato aponta para 2.000 a 2.500 mil mortes entre manifestantes, soldados constitucionalistas (sendo pelo menos 800 revoltosos paulistas) e do exército getulista.
Ou seja: considerando somente o número de rebeldes mortos neste conflito específico, a quantidade de mortos foi de quase o dobro do número de mortos pela ditadura militar de 1964.
Durante toda a ditadura militar de 1964 a 1985, 434 pessoas foram confirmadas mortas ou desaparecidas, de acordo com a Comissão Nacional da Verdade (CNV).
No conflito de 1932, os revoltosos se opunham ao autoritarismo de Vargas, seus interventores federais e defendiam uma nova Constituição.
Porém, além dos mortos na Revolução Constitucionalista, inúmeras pessoas morreram por supostamente conspirar contra o governo varguista em outras ocasiões. Houve diversas execuções extrajudiciais e decorrentes de tortura.
Após 1936, Vargas intensificou a perseguição aos comunistas a partir da criação do Tribunal de Segurança Nacional (TSN), que processou mais de 10 mil pessoas e condenou cerca de 4.020. Eram julgamentos sumários e sem direito à ampla defesa.
O TSN inclusive inspirou a repressão da ditadura militar de 1964, especialmente com a publicação do AI-5. Entre os casos mais emblemáticos está o de Olga Benário, militante deportada para a Alemanha nazista, onde morreu em um campo de concentração.
Além disso, o comunista alemão sob o pseudônimo de Harry Berger foi brutalmente torturado.
Esse caso foi especialmente marcante, porque seu advogado de defesa, Sobral Pinto, após utilizar todos os recursos possíveis, defendeu a Lei de Proteção aos Animais para tentar interromper os ataques desumanos a Berger.
Após voltar para a Alemanha, o militante passou o resto da vida em um hospital psiquiátrico por conta das sequelas da tortura.
Posteriormente, o governo substituiu as funções do TSN pelo Departamento de Ordem e Política e Social (DOPS), que até hoje é lembrado como instrumento de repressão do regime de 64, mas foi amplamente utilizado pelo “pai dos pobres”, exaltado pela esquerda.
O DOPS foi uma verdadeira polícia política de Vargas. O órgão existia desde 1924, mas serviu para fins especialmente malignos durante os períodos ditatoriais no país.
Na Era Vargas, ele era comandado por um sujeito chamado Filinto Müller. Milhares sofreram nas mãos dele.
Müller compunha uma ala do governo Vargas chamada de “germanófilos”, um grupo de políticos, militares e intelectuais que simpatizava com o regime nazista.
Eles defendiam estreitamento dos laços com a Alemanha de Hitler, pois o país seria um modelo para o Brasil seguir. Não é à toa que a Gestapo, polícia secreta nazista, serviu de inspiração para as ações de Filinto Müller no DOPS.
As torturas incluíam maçaricos, estiletes nas unhas, queimaduras com cigarros, a “cadeira americana”, que impedia que a vítima dormisse, e alicates para esmagar testículos e mamilos.
Tentativas institucionais de apurar os crimes cometidos pela ditadura de Vargas falharam.
Em 1946, após o regime varguista, o deputado Euclides Figueiredo, que foi preso por supostamente conspirar contra o governo, pediu a criação de uma comissão para investigar os abusos, mas o órgão não foi capaz de gerar nenhuma consequência concreta.
Em seguida, uma nova comissão colheu depoimentos dos comunistas Luiz Carlos Prestes e Carlos Marighela, que eram congressistas na época.
Eles relataram torturas extremas, mas as denúncias acabaram arquivadas. Afinal, muitos dos responsáveis continuavam no poder.
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Desde 1934, Vargas iniciou um processo generalizado de censura na imprensa.
Isso ocorre com o advento do Departamento de Propaganda e Difusão Cultural (DPDC), responsável por monitorar e restringir o conteúdo de jornais e revistas, peças teatrais, filmes e formas artísticas variadas.
Além disso, o DPDC também difundia a propaganda para exaltar o próprio Vargas, como todo bom ditador adora. Tudo isso piorou bastante a partir de 1938, com a criação do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda).
Vargas considerava que o Estado, ou seja, ele mesmo, era um norte moral, e só sob suas ordens o país poderia organizar-se. Para garantir essa imagem de protetor e “pai dos pobres”, foi criado, em 1939, o DIP.
Suas funções principais eram censurar opositores e promover a imagem de Getúlio, criando um verdadeiro culto à personalidade do ditador. Novamente, Vargas copiou o que já ocorria nos países fascistas como parte basilar destes regimes.
A foto oficial de Getúlio passou a ser obrigatória, de forma destacada, em todos os estabelecimentos comerciais do país.
A abrangência do DIP foi muito maior do que os instrumentos anteriores de censura. Um dos episódios mais marcantes dessa atuação foi a intervenção executada no jornal O Estado de São Paulo, em 1940.
A polícia getulista invadiu a sede do jornal, sob a acusação de que o veículo guardava armamento, o que nunca ficou comprovado. Tratava-se apenas de um pretexto para calar os jornalistas. O Estadão permaneceu sob controle de Vargas até sua queda, em 1945.
No Estado Novo (1937-1945), Vargas promoveu uma campanha de nacionalização e repressão de culturas estrangeiras, forçando a integração dos imigrantes ao que o governo considerava ser a cultura brasileira.
Inicialmente, em 1938, o regime passou a exigir que apenas brasileiros natos ocupassem cargos de direção em escolas, apenas brasileiros natos ou naturalizados poderiam ser professores e proibiu-se o ensino de línguas estrangeiras para menores de 14 anos.
Em seguida, em 1939, o regime proibiu o uso de línguas estrangeiras em público, inclusive em cerimônias religiosas, e a realização de atividades culturais estrangeiras.
Naturalmente, na mídia houve censura cultural também. Primeiramente, jornais estrangeiros foram obrigados a contratar redatores brasileiros, que atuavam como censores. Os veículos deveriam ter textos “patrióticos” de autores brasileiros.
Além disso, tornaram-se ilegais as edições bilíngues para depois os jornais estrangeiros serem totalmente extintos. Nomes de associações, clubes, lojas e ruas também foram nacionalizados.
Durante a Era Vargas, o ditador gaúcho implementou uma política de imigração racista, que vetava, com base em argumentos raciais, vistos a judeus, ciganos, negros e japoneses. O discurso era de que essas eram minorias indesejáveis.
Especialmente, busca-se proibir a entrada de judeus que fugiam do nazifascismo. Segundo o governo Vargas, esse grupo representava um risco ao processo de construção da raça brasileira.
A imagem dos judeus era estereotipada como sendo pessoas que não se assimilavam com a cultura brasileira, eram comunistas e parasitas avessos ao trabalho.
Assim, os diplomatas brasileiros recebiam a orientação de impedir a saída de membros da cultura judaica da Europa para o Brasil.
A tática do Ministério das Relações Exteriores, comandado por Mário de Pimentel Brandão, era dificultar a entrada de judeus e outros grupos mal vistos por meio de circulares secretas.
Essas normas eram contrárias à Constituição e funcionam como diretrizes informais desde 1937 até 1953.
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Já foi amplamente demonstrado: as leis trabalhistas brasileiras, regidas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), paradoxalmente prejudicam os trabalhadores, dificultando a conquista do emprego, especialmente para os mais jovens e menos qualificados.
Como consequência, em 2025 havia mais de 7 milhões de cidadãos que estão desempregados. Além disso, 10,3 milhões de jovens brasileiros nem estudam nem trabalham, segundo um dado do IBGE de 2023.
Por isso mesmo, desde o século passado, Roberto Campos defendia a flexibilização das leis trabalhistas para que houvesse maior possibilidade de negociação entre empregado e empregador.
Até porque, se a lei trabalhista atual fosse tão boa, a ampla maioria dos brasileiros trabalharia sob a CLT, o que não é o caso.
Em fevereiro de 2025, o número de trabalhadores formais foi de 39,6 milhões e o de informais, 39,1 milhões, de acordo com o IBGE.
O jurista Arion Sayão Romita destaca que a CLT, inspirada na Carta del Lavoro da Itália fascista, é incompatível com o regime democrático.
“O regime corporativo desapareceu da Itália, em Portugal, na Espanha (…) A nova organização democrática desses países revogou toda a legislação corporativa e eliminou todos os institutos criados pelo regime anterior. Todavia, isto não se deu no Brasil, apesar da alteração dos rumos políticos, ocorrida em 1945. Sem dúvida, o regime corporativo é incompatível com a democracia”, destaca.
Empresas sob o Simples Nacional gastam 39,4% das despesas empregatícias com encargos trabalhistas. No regime de lucro real ou presumido, esse valor é de até 68,2%. Os dados são da Treasy.
Um levantamento de José Pastore indica que esse valor pode chegar a 102% por conta de custos variáveis, como acidentes e rescisões.
Por outro lado, relações trabalhistas mais flexíveis, respeitando escolhas individuais, poderiam facilitar a manutenção de empregos e o crescimento econômico, incentivando a criação e a sustentabilidade de negócios.
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Para deixar ainda mais clara as mudanças autoritárias implementadas por Vargas, vale lembrar alguns dos pontos previstos na Constituição de 1891, que vigia até Getúlio chegar ao poder e rasgá-la.
A Constituição de 1891 promoveu enorme descentralização de poder, configurando um verdadeiro federalismo, com ampla autonomia aos estados:
— Governadores passaram a ser eleitos diretamente;
— Estados foram autorizados a tomar empréstimo no exterior sem a necessidade de aval do governo federal;
— Cada estado pôde criar uma força pública militar estadual (equivalente a um “exército estadual”, sem subordinação ao poder federal);
— Receitas oriundas de impostos sobre exportação iam direto para o caixa dos governos estaduais.
Vargas desmontou tudo isso, centralizando o poder político, econômico e militar no governo federal. Seria o fim do modelo federativo liberal. E nós nunca mais teríamos algo parecido novamente. Até hoje, o poder no país é concentrado na União, em Brasília.
As coisas só pioraram com a outorgação da Constituição de 1937. Pelo novo texto constitucional, os estados foram proibidos de terem bandeira própria ou qualquer símbolo de identificação.
Em dezembro de 1937, o governo inclusive organizou uma cerimônia na então capital federal do Rio de Janeiro para queimar as bandeiras de todos os estados.
As políticas econômicas de Vargas tinham como objetivo o crescimento econômico e a industrialização, buscando a autonomia nacional no setor.
Ações como a CLT, congelamento de aluguéis e aumento do salário mínimo visavam atrair o apoio de trabalhadores, mas a inflação e a queda do poder aquisitivo geraram insatisfação generalizada.
A política fiscal foi expansiva e gerou déficits. O Plano de Obras Públicas, com projetos como a Usina de Volta Redonda e a Vale do Rio Doce, buscavam aumentar a oferta de emprego, mas enfrentaram atrasos e aumentaram o endividamento público.
Enquanto isso, o imposto sobre lucros extraordinários (1944) tentou conter a liquidez, mas prejudicou o setor produtivo.
A política monetária expansiva e o câmbio fixo alimentaram a inflação. Controles de preços e racionamento foram ineficientes.
O governo atuava segundo a ideia de “Estado Inovador”, criando instituições como o Ministério do Trabalho, o Conselho Nacional do Petróleo e a Carteira de Crédito Agrícola.
Mais uma influência do ideal fascista, que colocava o Estado como responsável por coordenar a economia.
A Era Vargas também foi notória por realizar a substituição de importações, com o intuito de tornar o país autossuficiente. Assim, o ditador elevou tarifas de importação.
Não podemos deixar de fora a criação de estatais: mais um dos fundamentos de regimes fascistas.
Entre 1930 e 1945, criou-se: a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) (1942), a Companhia Vale do Rio Doce (1942) e a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF) (1945).
Essas companhias supostamente deveriam contribuir para formação de indústrias estratégicas nacionais. Na realidade, funcionaram muito mais como para criar monopólios e fontes de cabides de emprego.
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Todas essas medidas, especialmente o protecionismo com uso de tarifas de importação e a criação de estatais, deixaram um legado de retrocesso. Essas políticas foram repetidas à exaustão pela maioria dos governos brasileiros, especialmente o regime militar de 64.
O resultado, no longo prazo foi sempre o mesmo: aumento gigantesco da dívida pública e desvalorização da moeda, corroendo o poder de compra da população.
O protecionismo, por sua vez, criou empresas nacionais fraquíssimas em relação ao mercado internacional e que não eram capazes sequer de abastecer a demanda interna. Além de encarecer imensamente a compra de material no exterior.
Excluindo as homenagens a santos católicos, o ditador Getúlio Vargas é o homem mais presente em nomes de ruas: pelo menos 2,7 mil endereços brasileiros levam o seu nome.
A esquerda, de forma correta (até relógio parado acerta a hora duas vezes ao dia), critica a homenagem a ditadores do regime militar de 1964.
Porém, fecha os olhos para a indicação de locais públicos com o nome de Vargas: o ditador, que sozinho, matou mais que todos os presidentes do governo militar de 64 somados.
Em 2013, a Câmara de São Paulo aprovou um projeto para mudar o nome de uma via, a antiga Avenida Castelo Branco, no bairro de Perus.
Segundo o autor da proposta, o vereador Jamir Murad (PCdoB), o nome de Castelo Branco, primeiro presidente do regime militar instaurado após o golpe de 1964, está vinculado à censura, perseguição política, prisões, torturas e assassinatos.
O vereador argumentou, ainda, que cidades democráticas não devem homenagear líderes autoritários. Em outros municípios, propostas semelhantes foram aprovadas.
Por qual motivo eliminamos da vida pública as homenagens aos presidentes militares, mas mantivemos aquelas a Vargas, um dos piores ditadores da nossa história? Porque a esquerda, em geral, não é capaz de reconhecer que Vargas era ditador.
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