A vacina mais rápida desenvolvida na história

17 de janeiro de 2021

A vacina mais rápida já desenvolvida.

Entenda como foi possível iniciar a vacinação em tempo recorde, com segurança e eficácia.

Menos de um ano após o início da pandemia, o mundo já está produzindo e aplicando vacinas contra a covid-19. Até então, a vacina mais rápida já desenvolvida havia sido a contra a caxumba na década de 1960, produzida em 4 anos.

Como as vacinas contra a covid-19 já estão sendo licenciadas e aplicadas em quase 50 países, incluindo toda a União Europeia, EUA, Reino Unido e Canadá?

O rápido desenvolvimento das vacinas contra a covid-19 foi possível por 3 principais razões:

▪Avanço científico
▪Colaboração global
▪Financiamento bilionário

▶Avanço científico

Em 11 de janeiro de 2020, cientistas publicaram, em Xangai, a sequência genética do coronavírus. Algumas horas depois, na Alemanha, a BioNTech, já havia desenhado as 10 possíveis candidatas à vacina de RNA. Uma delas se tornou a vacina da Pfizer.

Há 30 anos, era necessário solicitar um artigo científico pelo correio, que podia levar semanas para chegar. O mundo, e a ciência, funcionam em um ritmo cada vez mais dinâmico.

▶A colaboração global

O impacto econômico e social da pandemia afetou todos os países. Vivemos a maior recessão global desde a grande depressão, milhões de vidas foram perdidas, muitas empresas fecharam e o desemprego quebrou recordes históricos. Isso mobilizou países e a comunidade acadêmica, que tem cooperado no compartilhamento de estudos, testes e resultados.

▶Financiamento bilionário

O custo de desenvolvimento de uma vacina é muito alto. A corrida requer grandes investimentos, e não estar entre os primeiros produtores pode levar a um grande prejuízo. Por isso, doações e cooperações entre diversos setores da sociedade estão sendo fundamentais, tornando possível reduzir os riscos para os desenvolvedores das vacinas e realizar testes em larga escala em voluntários, acelerando o processo.

▶Os testes

Fase exploratória e pré-clínica: São avaliadas quais moléculas irão compor a vacina e testadas em animais. (roedores e primatas)

Fases clínicas (testes em humanos):

1 – Testes em dezenas de voluntários para testar a segurança e possíveis efeitos adversos.

2 – Testes em centenas de voluntários para testar em mais detalhes a segurança e verificar se a vacina funciona (eficácia).

3 – Testes em milhares de voluntários para avaliar a segurança e eficácia em diferentes grupos.

Após os testes, a vacina é monitorada por anos, em busca de eventuais reações adversas.

▶Como garantir a segurança e a eficácia

Para acelerar o processo, as agências reguladoras acompanharam os resultados das fases nos laboratórios.

Após o fim das 3 fases, a vacina precisa ser licenciada pelos órgãos reguladores dos países. O licenciamento atesta a segurança, eficácia e confiabilidade do processo de produção.

Nenhuma vacina deve ser disponibilizada ao público sem passar por todos estes processos.

As vacinas contra a covid-19 já estão salvando milhões de vidas no mundo.
A Anvisa autorizou o uso emergencial das vacinas do Butantan e da Oxford. Quando estiver disponível em sua cidade, vacine-se!

Receba nossas

novidades por

email!







    Visão geral de privacidade

    Este site usa cookies para melhorar sua experiência enquanto você navega pelo site. Destes, os cookies categorizados conforme necessário são armazenados no seu navegador, pois são essenciais para o funcionamento das funcionalidades básicas do site. Também usamos cookies de terceiros que nos ajudam a analisar e entender como você usa este site. Esses cookies serão armazenados no seu navegador apenas com o seu consentimento. Você também tem a opção de desativar esses cookies. Mas a desativação de alguns desses cookies pode afetar sua experiência de navegação.