Eduardo Girão Pede Convocação de Família Toffoli para Depor sobre Caso Master na CPI do Crime

Do lado esquerdo, o ministro Dias Toffoli, do direito, o senador Eduardo Girão, que pede a convocação de Toffoli e seus familiares para depor sobre o Caso Master na CPI do Crime.
Eduardo Girão (à direita) é o senador com mais ações contra os abusos do STF, especialmente dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, no Caso Master (créditos: NOVO).
20 de fevereiro de 2026

Se há suspeita de relação entre alta cúpula do Judiciário, negócios privados e um banco investigado por lavagem de dinheiro, não pode haver silêncio. É exatamente por isso que o senador Eduardo Girão (NOVO-CE) pediu a convocação de membros da família Toffoli, do ministro do STF, Dias Toffoli, na CPI do Crime Organizado para prestar esclarecimentos sobre o Caso Banco Master.

A comissão retoma os trabalhos após o Carnaval, com reunião deliberativa marcada para o dia 25, e deve votar uma série de requerimentos que ampliam o foco das investigações envolvendo o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro.

Antes das deliberações, os senadores ouvirão o ex-deputado estadual do Rio de Janeiro Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como “TH Joias”, investigado por supostas conexões com organizações criminosas.

Mas o ponto central da nova reunião é outro: esclarecer possíveis vínculos entre integrantes do STF, seus familiares e negócios ligados ao banco Master.

— Família Toffoli, envolvida no Caso Master, no centro dos requerimentos da CPI

— Tayayá Resort e conexões financeiras

— Além da família Toffoli, há executivos do Master na mira da CPI

— O NOVO é o Partido com mais ações contra os abusos do STF no Caso Master

Família Toffoli, envolvida no Caso Master, no centro dos requerimentos da CPI

Entre os pedidos apresentados por Girão está a convocação dos irmãos de Toffoli, José Eugênio e José Carlos, sócios do ministro em empresa que negociou participação no Tayayá Resort, no Paraná, que teve negócios com fundos ligados ao Banco Master.

Toffoli chegou a relatar investigações no STF relacionadas ao caso, mas recentemente deixou a condução do processo após forte pressão do NOVO e da sociedade. Agora o ministro André Mendonça atua pelo STF no caso.

Para o NOVO, quando há suspeita de conflito de interesses ou de vínculos financeiros indiretos com investigados, o mínimo que se espera é transparência total. Convocar para depor não é ataque institucional, é dever básico de fiscalização.

Girão também propôs ouvir a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Afinal, ela tem um contrato de R$ 129 milhões com o Master sem qualquer evidência de ter prestado assessoria jurídica para o Banco.

Confira: “Impeachment Toffoli e Caso Master: 7 Abusos que Nem o Jurídico Consegue Defender”!

Tayayá Resort e conexões financeiras

A CPI pretende aprofundar a análise das operações envolvendo o Tayayá Resort, empreendimento no Paraná que teve participação de familiares de Toffoli e relação comercial com fundos vinculados ao Banco Master.

Há requerimentos para convocar nomes envolvidos nas negociações, incluindo Paulo Humberto Barbosa e Mario Umberto Degani, primo de Toffoli e fundador do Resort.

O objetivo é esclarecer os vínculos societários e financeiros entre o empreendimento e o Banco, especialmente diante das suspeitas levantadas pelo Ministério Público de São Paulo na Operação Carbono Oculto.

Confira: “Alexandre de Moraes e Master: Confira as Ações do NOVO Contra os Abusos”!

Além da família Toffoli, há executivos do Master na mira da CPI

Os senadores também pediram a convocação de executivos e ex-dirigentes do Banco Master, entre eles:

— Daniel Vorcaro, controlador da instituição;

— Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio;

— Alberto Félix de Oliveira Neto, ex-superintendente de Tesouraria;

— Luiz Antônio Bull, ex-diretor de áreas estratégicas;

— Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio.

Os requerimentos são assinados por Eduardo Girão e pelo senador Marcos do Val (PL-ES).

Os parlamentares destacam que há indícios de que estruturas financeiras ligadas ao Banco foram utilizadas para lavagem de dinheiro, uso de empresas de fachada e triangulações com operadores do mercado.

Também são mencionadas suspeitas de conexão com o PCC e a participação de Vorcaro na SAF do Atlético-MG por meio de fundo de investimento.

A CPI deve votar ainda pedidos para:

— Solicitação de Relatório de Inteligência Financeira (RIF) ao COAF;

— Transferência de sigilos bancários do Banco Master entre 2022 e 2026;

— Dados à ANAC sobre ativos aeronáuticos ligados a Vorcaro e empresas associadas;

— Levantamento de registros de acesso ao Senado de Augusto Ferreira Lima.

Confira: “Filiação Partido Novo: 9 Motivos para Fazer Parte desse Time pelo Brasil”!

O NOVO não recua: somos o Partido com mais ações contra os abusos do STF no Caso Master

Se você está indignado com o escândalo do Banco Master, saiba que não está sozinho. Estamos presenciando uma atuação vergonhosa do STF no Caso, custeada pelo dinheiro do brasileiro honesto, enquanto prejuízos bilionários acabam socializados via FGC, recaindo, mais uma vez, sobre o bolso do cidadão.

Diante disso, o NOVO não se omitiu nem por um segundo. Somos o Partido com mais iniciativas concretas contra os abusos do STF em favor do Banco Master.

Confira o que já fizemos:

— Eduardo Girão propôs a CPI do Master e reuniu assinaturas da maioria do Senado;

— Girão assinou pedido de impeachment de Dias Toffoli;

— O deputado Marcel van Hattem (NOVO-RS) e Girão apresentaram notícia-crime e novo pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes por interferência no caso;

— A deputada Adriana Ventura (NOVO-SP) está coletando apoio para sua PEC do Código de Conduta do STF;

— A bancada acionou PF e PGR pedindo o afastamento de Toffoli do Caso Master;

— O NOVO, na CPMI do INSS, exigiu a devolução das provas contra o Master à PF;

— O Partido cobrou explicações de Lula sobre o encontro com Daniel Vorcaro;

— Lideranças do NOVO, Leo Siqueira e Julie Milk, denunciaram tentativa de cooptação e recusaram acordo milionário para defender o banco nas redes sociais.

Se você sente que o Brasil ainda não reagiu à altura dos abusos no Caso Master, nós concordamos. E lutamos para mudar isso. Apoie, compartilhe, cobre. Democracia não se defende com medo, mas com coragem. E é isso que o guia o NOVO todos os dias.

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