Se há suspeita de relação entre alta cúpula do Judiciário, negócios privados e um banco investigado por lavagem de dinheiro, não pode haver silêncio. É exatamente por isso que o senador Eduardo Girão (NOVO-CE) pediu a convocação de membros da família Toffoli, do ministro do STF, Dias Toffoli, na CPI do Crime Organizado para prestar esclarecimentos sobre o Caso Banco Master.
A comissão retoma os trabalhos após o Carnaval, com reunião deliberativa marcada para o dia 25, e deve votar uma série de requerimentos que ampliam o foco das investigações envolvendo o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro.
Antes das deliberações, os senadores ouvirão o ex-deputado estadual do Rio de Janeiro Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como “TH Joias”, investigado por supostas conexões com organizações criminosas.
Mas o ponto central da nova ofensiva é outro: esclarecer possíveis vínculos entre integrantes do STF, seus familiares e negócios ligados ao banco Master.
Entre os pedidos apresentados por Girão está a convocação dos irmãos de Toffoli — José Eugênio e José Carlos — sócios do ministro em empresa que negociou participação no Tayayá Resort, no Paraná, empreendimento que teve negócios com fundos ligados ao Banco Master.
Toffoli chegou a relatar investigações no STF relacionadas ao caso, mas posteriormente deixou a condução do processo, que passou ao ministro André Mendonça.
Para o NOVO, quando há suspeita de conflito de interesses ou de vínculos financeiros indiretos com investigados, o mínimo que se espera é transparência total. Convocar para depor não é ataque institucional — é dever de fiscalização.
Girão também propôs ouvir a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, sob o argumento de que ela teria mantido contrato de alto valor com o Banco Master.
Confira: “Impeachment Toffoli e Caso Master: 7 Abusos que Nem o Jurídico Consegue Defender”!
A CPI pretende aprofundar a análise das operações envolvendo o Tayayá Resort, empreendimento no Paraná que teve participação de familiares de Toffoli e relação comercial com fundos vinculados ao Banco Master.
Há requerimentos para convocar nomes envolvidos nas negociações, incluindo Paulo Humberto Barbosa e Mario Umberto Degani, primo de Toffoli e fundador do resort.
O objetivo é esclarecer eventuais vínculos societários e financeiros entre o empreendimento e o grupo investigado, especialmente diante das suspeitas levantadas pelo Ministério Público de São Paulo na Operação Carbono Oculto.
Os senadores também pediram a convocação de executivos e ex-dirigentes do Banco Master, entre eles:
— Daniel Vorcaro, controlador da instituição;
— Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio;
— Alberto Félix de Oliveira Neto, ex-superintendente de Tesouraria;
— Luiz Antônio Bull, ex-diretor de áreas estratégicas;
— Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio.
Os requerimentos são assinados por Eduardo Girão e pelo senador Marcos do Val.
Segundo os parlamentares, há indícios de que estruturas financeiras ligadas ao banco teriam sido utilizadas para lavagem de dinheiro, uso de empresas de fachada e triangulações com operadores do mercado.
Também são mencionadas suspeitas de conexão com o PCC e a participação de Vorcaro na SAF do Atlético-MG por meio de fundo de investimento.
A CPI deve votar ainda pedidos para:
— Solicitação de Relatório de Inteligência Financeira (RIF) ao Coaf;
— Transferência de sigilos bancários do Banco Master entre 2022 e 2026;
— Informações à Anac sobre ativos aeronáuticos ligados a Vorcaro e empresas associadas;
— Levantamento de registros de acesso ao Senado de Augusto Ferreira Lima.
Se você está indignado com o escândalo do Banco Master, saiba que não está sozinho. Há uma atuação vergonhosa de ministros do Supremo Tribunal Federal custeada pelo dinheiro do contribuinte, enquanto prejuízos bilionários acabam socializados via FGC, recaindo, mais uma vez, sobre o bolso do brasileiro honesto.
Diante disso, o NOVO não se omitiu nem por um segundo. Somos o partido com mais iniciativas concretas contra os abusos do STF em favor do Banco Master. Não ficamos em discurso: partimos para a ação.
Confira o que já fizemos:
— O senador Eduardo Girão (NOVO-CE) propôs a CPI do Master e reuniu assinaturas da maioria do Senado;
— Girão assinou pedido de impeachment de Dias Toffoli;
— O deputado Marcel van Hattem (NOVO-RS) e Girão apresentaram notícia-crime e novo pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes por interferência no caso;
— A deputada Adriana Ventura (NOVO-SP) protocolou PEC criando um Código de Conduta para o STF;
— A bancada acionou PF e PGR pedindo o afastamento de Toffoli do Caso Master;
— O NOVO, na CPMI do INSS, acionou André Mendonça para devolver provas contra o Master à Polícia Federal;
— O partido cobrou explicações do governo Luiz Inácio Lula da Silva sobre encontro com Daniel Vorcaro;
— Lideranças do NOVO, Leo Siqueira e Julie Milk, denunciaram tentativa de cooptação e recusaram acordo milionário para defender o banco.
Enquanto muitos preferem o silêncio conveniente, o NOVO enfrenta o sistema. Enquanto tentam empurrar o escândalo para debaixo do tapete, ampliamos a pressão institucional.
Se você sente que o Brasil ainda não reagiu à altura dos abusos no Caso Master, nós concordamos — e estamos lutando para mudar isso. Apoie, compartilhe, cobre. Democracia não se defende com medo, mas com coragem. E é isso que o NOVO tem demonstrado, todos os dias.
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