Camozzato e Schilling processam presidente da TRENSURB por coação eleitoral

Felipe Camozzato e Matheus Schilling, do NOVO, formalizaram denúncia contra o presidente da TRENSURB por coação eleitoral.
O deputado federal eleito Felipe Camozzato e o advogado Matheus Schilling, ambos do NOVO, formalizaram denúncia contra o presidente da TRENSURB por coação eleitoral. (Foto: divulgação)
23 de outubro de 2026

O deputado federal eleito Felipe Camozzato (NOVO) e o advogado Matheus Schilling (NOVO) protocolaram uma denúncia contra o diretor-presidente da TRENSURB, Nazur Telles Garcia, por indícios de coação eleitoral. O alvo é um vídeo em que o dirigente pede votos a Lula no 2º turno e associa o resultado das urnas ao futuro dos funcionários da estatal.

Na gravação, Garcia se apresenta pelo cargo, utiliza imagens de trens e estações com a identidade visual da empresa pública e cita dados institucionais. Entre eles, o repasse de R$ 260 milhões, o quadro de 983 metroviários e o valor da tarifa.

O material termina com a frase “Se Flávio ganhar, você perde”.

O próprio presidente teria distribuído o vídeo por WhatsApp aos empregados, ação também atribuída ao diretor de operações da companhia.

A ação do NOVO contra o presidente da TRENSURB por coação eleitoral

O episódio configura uso da hierarquia e de informações oficiais para vincular o destino profissional dos trabalhadores ao resultado eleitoral, como destaca Felipe Camozzato:

“Há indícios claros de que a estrutura da empresa pública foi mobilizada para pressionar os servidores”.

A representação aponta afronta ao Código Eleitoral e pede a instauração de procedimento investigatório, a requisição de documentos à Trensurb e a oitiva dos envolvidos.

Também solicita a apuração de eventual uso indevido de canais e dados da estatal, com base nos artigos 346 e 377 do Código Eleitoral.

O documento requer ainda o envio de cópias à Procuradoria-Geral do Estado, à Procuradoria da República no Rio Grande do Sul, ao Ministério Público do Trabalho e à Comissão de Ética Pública, para que cada esfera avalie as responsabilidades cabíveis.

Schilling destacou o pedido de tramitação prioritária em razão da proximidade do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

“Não se pode admitir que gestores de empresas públicas usem a estrutura estatal para interferir no processo eleitoral”, destacou.

Confira: “13 motivos para não votar em Lula”!

O NOVO é o partido que mais enfrenta o uso político da máquina pública

Enquanto outras legendas relativizam ou se calam diante de abusos cometidos por dirigentes de estatais, o NOVO transforma denúncia em ação concreta.

A coação de servidores, o uso de símbolos e dados institucionais e a tentativa de amarrar o emprego ao resultado das urnas são práticas que o partido combate de forma sistemática.

A defesa da lisura eleitoral e do princípio de que ninguém pode se valer do cargo público para pressionar subordinados faz parte da identidade do NOVO.

Empresas estatais não são palanques. Servidores não são massa de manobra. E gestores que tratam a estrutura pública como instrumento de campanha precisam responder em todas as instâncias competentes.

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