O deputado federal eleito Felipe Camozzato (NOVO) e o advogado Matheus Schilling (NOVO) protocolaram uma denúncia contra o diretor-presidente da TRENSURB, Nazur Telles Garcia, por indícios de coação eleitoral. O alvo é um vídeo em que o dirigente pede votos a Lula no 2º turno e associa o resultado das urnas ao futuro dos funcionários da estatal.
Na gravação, Garcia se apresenta pelo cargo, utiliza imagens de trens e estações com a identidade visual da empresa pública e cita dados institucionais. Entre eles, o repasse de R$ 260 milhões, o quadro de 983 metroviários e o valor da tarifa.
O material termina com a frase “Se Flávio ganhar, você perde”.
O próprio presidente teria distribuído o vídeo por WhatsApp aos empregados, ação também atribuída ao diretor de operações da companhia.
O episódio configura uso da hierarquia e de informações oficiais para vincular o destino profissional dos trabalhadores ao resultado eleitoral, como destaca Felipe Camozzato:
“Há indícios claros de que a estrutura da empresa pública foi mobilizada para pressionar os servidores”.
A representação aponta afronta ao Código Eleitoral e pede a instauração de procedimento investigatório, a requisição de documentos à Trensurb e a oitiva dos envolvidos.
Também solicita a apuração de eventual uso indevido de canais e dados da estatal, com base nos artigos 346 e 377 do Código Eleitoral.
O documento requer ainda o envio de cópias à Procuradoria-Geral do Estado, à Procuradoria da República no Rio Grande do Sul, ao Ministério Público do Trabalho e à Comissão de Ética Pública, para que cada esfera avalie as responsabilidades cabíveis.
Schilling destacou o pedido de tramitação prioritária em razão da proximidade do segundo turno, marcado para 25 de outubro.
“Não se pode admitir que gestores de empresas públicas usem a estrutura estatal para interferir no processo eleitoral”, destacou.
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Enquanto outras legendas relativizam ou se calam diante de abusos cometidos por dirigentes de estatais, o NOVO transforma denúncia em ação concreta.
A coação de servidores, o uso de símbolos e dados institucionais e a tentativa de amarrar o emprego ao resultado das urnas são práticas que o partido combate de forma sistemática.
A defesa da lisura eleitoral e do princípio de que ninguém pode se valer do cargo público para pressionar subordinados faz parte da identidade do NOVO.
Empresas estatais não são palanques. Servidores não são massa de manobra. E gestores que tratam a estrutura pública como instrumento de campanha precisam responder em todas as instâncias competentes.
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