NOVO Entrevista: Eduardo Moura, candidato a deputado federal por Pernambuco

A imagem da matéria “NOVO Entrevista - Eduardo Moura” ao lado do candidato a deputado federal por Pernambuco, Eduardo Moura.
O candidato a deputado federal por Pernambuco, Eduardo Moura, é um dos vereadores que mais fiscaliza os abusos da prefeitura do Recife (créditos: NOVO).
28 de setembro de 2026

Eduardo Moura, candidato a deputado federal por Pernambuco, é um dos vereadores da capital que mais fiscaliza a prefeitura, suas obras malfeitas, inacabadas, contratos irregulares e os péssimos serviços públicos locais, especialmente na saúde. Além disso, ele é o autor do primeiro pedido de impeachment de um prefeito na história do Recife, que foi aberto contra João Campos.

Eduardo é jornalista e apresentou diversos programas de destaque no estado, como o Bora Pernambuco, Ronda Geral e Agora na Nova.

Confira a entrevista exclusiva que fizemos com ele!

— Eduardo Moura, candidato a deputado federal por Pernambuco: trabalho como vereador

— Eduardo Moura, candidato a deputado federal por PB: a salvação do bebê Heitor

— Eduardo Moura, candidato a deputado federal por Pernambuco: o péssimo desempenho dos deputados pernambucanos

— Eduardo Moura, candidato a deputado federal por PB: propostas como congressista

— Eduardo Moura, candidato a deputado federal por Pernambuco: o espírito brigador do pernambucano precisa exigir melhorias

Eduardo Moura, candidato a deputado federal por Pernambuco: trabalho como vereador e impeachment de João Campos

— 1º – Você foi um dos jornalistas mais conhecidos de Pernambuco, com programas de grande audiência na TV. A maioria das pessoas que conhece você, te conhece pelo microfone. O que te fez trocar o microfone pelo mandato? E o que você descobriu, quando sentou na cadeira de vereador, que a televisão não tinha te mostrado da política do Recife?

O que descobri quando assumi a cadeira de vereador é que, em primeiro lugar, não existe só gente ruim na política. O meu colega de partido, Felipe Alecrim, por exemplo, é uma pessoa extremamente íntegra, honesta e comprometida com a boa política.

Só que até 2024, ele estava sozinho na Câmara Municipal. Acredito que esse seja o grande problema e a razão pela qual devemos lutar: há pessoas corretas isoladas e que precisam de apoio para conseguir avançar.

Também percebi que o bem contagia, da mesma forma que o mal. E fazermos um bom trabalho, começamos a constranger os errados e a pressionar eles a votar e agir da forma correta.

Confira: “Eduardo Moura entra com ação para suspender transferência de R$ 24,5 milhões da previdência do Recife para eventos do São João”!

— 2º – Você foi o primeiro vereador na história do Recife a protocolar um pedido de impeachment de um prefeito, e foi justamente contra o João Campos, que até então era bem avaliado por 64% da população. Apesar disso, o prefeito tiktoker tem dezenas de irregularidades e indícios de corrupção associados a sua gestão. Por que a aprovação dele estava tão alta, mesmo ele fazendo um governo vergonhoso? E o que a votação de uma matéria como essa e com apoio do NOVO representa para o seu mandato como vereador?

O prefeito TikToker mantinha uma alta aprovação porque ele escondia a realidade. Ele não enfrentava oposição e ocultava os problemas da gestão, distraindo a população com festas e com a política do pão e circo.

Não havia quem fizesse o papel que o NOVO desempenha hoje. E o que o NOVO faz? O NOVO fiscaliza, aponta as falhas e expõe os fatos. Foi isso que fez toda a diferença.

A nossa apresentação do pedido de impeachment foi fundamental para expor a sujeira da prefeitura do Recife. Se não fosse pelo NOVO, o processo não teria sequer ido a votação.

Tentaram de todas as formas travar o pedido na Procuradoria da Casa, mas o documento estava tão bem fundamentado e nossa intransigência contra qualquer negociação foi tão grande, que a Câmara foi obrigada a colocar o pedido em votação.

Eduardo Moura, candidato por PB: a salvação do bebê Heitor e a importância da fiscalização

— 3º – Existe uma história que você conta que resume o que deveria ser a função de um vereador, de um deputado e de qualquer autoridade pública: a fiscalização na prática. E isso aconteceu na história de Heitor. Um recém-nascido que não recebeu o atendimento adequado na rede municipal de saúde, e que exigiu que você acionasse pessoalmente a secretária de Saúde para resolver. Conta essa história do Heitor pra gente e, a partir dela, o que está errado na saúde pública de Pernambuco, e por que casos assim não podem depender de um vereador ligar para uma secretária?

A história de Heitor me tocou profundamente. Eu estava fiscalizando uma policlínica municipal quando vi a sua situação: um bebé de apenas 12 dias de vida, com o pulmão gravemente comprometido, sem oxigênio e em risco iminente de morte.

A unidade não dispunha de infraestrutura nem de oxigénio básico. Por isso, acionamos a Secretaria Estadual de Saúde e solicitamos a sua transferência urgente para uma UTI, o que felizmente aconteceu e salvou a vida do menino.

Apesar do desfecho ter sido positivo, a gente não pode achar que esse tipo de situação é normal.

Um vereador não deveria precisar de intervir para garantir o básico numa maternidade. O ideal seria que todas as unidades tivessem a estrutura necessária sem depender da ação direta de um parlamentar.

Mas enquanto não houver estrutura decente, é o nosso dever atuar.

Eduardo Moura, candidato a deputado federal por Pernambuco: o péssimo desempenho dos deputados federais pernambucanos

— 4º – Pernambuco aparece em 22º lugar no Ranking dos Políticos, com nota 5,42, classificando entre os piores estados do país em qualidade legislativa no Congresso. E o próprio João Campos, nos dois anos em que foi deputado federal antes de virar prefeito, não teve nenhum projeto relevante proposto, aprovado, nem realizou alguma articulação que tenha melhorado a vida do Pernambuco. O que o pernambucano pode fazer concretamente para virar esse jogo, e como a sua eleição para a Câmara Federal ajuda nisso?

Em relação à fiscalização da bancada federal, não é à toa que Pernambuco tem essa pontuação péssima de 5,42. Se fosse uma avaliação escolar, o Estado estaria reprovado.

O João Campos foi pífio como deputado federal. A única coisa que ele fez foi votar contra o Marco do Saneamento Básico, o que foi um desserviço ao pernambucano. Felizmente, o Marco do Saneamento passou e hoje toda a população brasileira é beneficiada por essa medida.

Muitos políticos locais mantêm a cultura do coronelismo, da compra de votos e do voto de cabresto. Quando chegam à Câmara dos Deputados, priorizam esquemas de emendas em vez de trabalhar para melhorar a vida da população. Essa é a realidade.

Para mudar este cenário, precisamos renovar a bancada. Substituir os parlamentares ineficientes por pessoas comprometidas gera um padrão de comparação que força os demais a agir de forma correta.

Foi exatamente isso que aconteceu na Câmara do Recife e é o que acontecerá em Brasília.

Confira: “NOVO É o Melhor Partido Político no Ranking dos Políticos”!

— 5º – Pernambuco tem um problema histórico que todo pernambucano conhece: a política local é dominada por coronéis que se revezam no poder há décadas, e o eleitor acaba votando no mesmo grupo disfarçado de oposição. Você, que não é de família política tradicional e construiu sua carreira como jornalista, conhece de perto esse jogo. Como você vai fazer para se eleger, mesmo com toda essa dificuldade, e qual é o seu conselho para os outros candidatos pernambucanos do NOVO em 2026?

Pernambuco tem mesmo um histórico marcado pelo coronelismo. Famílias como Campos Arraes, Lyra e Porto dominam a política local, além da família Coelho, que controla outras regiões do Estado.

A oligarquia Campos Arraes é a principal, por estar no poder há mais de 50 anos, e precisamos de quebrar esse ciclo.

Consegui me eleger conversando diretamente com a população, sem me intimidar com adversários que tinham mais poder, dinheiro ou influência.

O voto pertence às pessoas, e é isso que os candidatos precisam entender: o voto é conquistado através do diálogo direto com a população comum.

O nosso objetivo é combater essas oligarquias.

Com o NOVO elegendo dois deputados federais, que é o que vai acontecer aqui, e pelo menos dois deputados estaduais, a gente vai ter uma bancada com seis parlamentares: dois federais, dois estaduais e dois vereadores, que são suplentes que vão assumir o restante do meu mandato e de Felipe Alecrim.

Isso já é uma grande mudança. Se o NOVO com nós dois já fez uma mudança em Pernambuco, imagine a bancada federal do NOVO, contando todos os estados. 

Confira: “30 motivos para votar em candidatos do Partido Novo”!

Eduardo Moura, candidato por PB: propostas como congressista

— 6º – Pernambuco está quebrado em quase tudo ao mesmo tempo: crise hídrica e saneamento básico, segurança pública que não controla a violência, saúde que depende de vereador ligar para secretária e educação que forma jovens sem perspectiva. O pernambucano comum que acorda em Casa Forte, em Boa Viagem, no Cordeiro ou em Paulista sofre diariamente com essa realidade. Como deputado federal, qual dessas pautas você acha que a Câmara pode ajudar a mudar em 4 anos?

Embora seja possível atuar em várias frentes, eu considero que a saúde e, especialmente, o saneamento básico, são causas prioritárias. E vou tomar medidas para contribuir nesse sentido assim que assumir como deputado.

É desumano ver idosos à espera durante horas em postos de saúde sem acesso a medicamentos, exames ou atendimento médico decente. Esta realidade é inaceitável.

Por isso, o foco principal do meu mandato e das minhas emendas será a construção e o fortalecimento de postos de saúde, garantindo um atendimento digno e completo à população mais pobre.

Confira: “O NOVO é o partido que mais luta contra impostos”!

Eduardo Moura, candidato a deputado federal por Pernambuco: o espírito brigador do pernambucano precisa exigir melhorias, não servir a um bairrismo vazio

— 7º – Pernambuco tem uma história que o resto do Brasil esqueceu: foi daqui que saiu a Revolução de 1817, foi daqui que saiu a Confederação do Equador em 1824, rebeliões contra a Coroa Portuguesa e contra o Império. Tudo isso liderado por gente comum que se recusou a aceitar o que estava errado. Foi daqui também que saiu o frevo, o maracatu, o humor de Chico Science e do Lula Vassourinha. Você, que fez o que quase ninguém teve coragem de fazer, lutar pelo impeachment de um prefeito, e que ligou pessoalmente para a secretária de Saúde para salvar o Joaquim, carrega exatamente esse DNA pernambucano coragem. O que você acha que essa irreverência pernambucana pode ensinar ao Brasil?

O povo pernambucano tem um histórico de lutas e de resistência, como na época da expulsão dos holandeses.

A gente tem que ter essa veia de luta sim, mas precisamos usar isso para brigar por melhorias no nosso estado.

Quando o pernambucano fala “Pernambuco é o meu país”, ele muitas vezes esquece como nosso estado está ruim e fica numa inércia, achando que tá tudo bem. Não, não está tudo bem. 

A situação de Pernambuco está péssima. Não é momento para se acomodar.

Precisamos de exigir mudanças reais para melhor. Tenho esse espírito combatente e a consciência de que é necessário cobrar e trabalhar por melhorias reais, porque a realidade atual do nosso estado é inaceitável.

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