A reitora da UFGRS enviou, no dia 2 de setembro, um comunicado oficial orientando estudantes e servidores sobre como proceder ao identificar grupos de direita: em resposta, parlamentares do NOVO pedem afastamento da reitora e investigação do caso. O texto da universidade, veiculado por canal institucional da instituição, instrui a comunidade acadêmica a acionar a segurança, registrar ocorrências e enviar relatos à reitoria e à Procuradoria Federal.
Os candidatos do NOVO a deputado federal, Felipe Camozzato, e a deputado estadual, Ramiro Rosário, protocolaram representação no Ministério Público Federal contra a reitora nesta terça-feira (08).
O NOVO não aceita que as universidades públicas, mantidas com o dinheiro do brasileiro comum, vire instrumento de perseguição ideológica por parte da esquerda.
A mensagem da administração central da UFGRS orienta de forma clara e direcionada a identificação e notificação de grupos de direita.
Os candidatos solicitam:
— Apuração da conduta da administração central;
— Afastamento cautelar da reitora durante a investigação;
— Encaminhamento do caso à Procuradoria Regional Eleitoral para verificar uso da estrutura pública com finalidade político-eleitoral.
Camozzato classificou a medida como perseguição política:
“O que estamos denunciando é o uso da estrutura de uma universidade pública para perseguir quem pensa diferente da sua cúpula”.
Ramiro Rosário reforçou que a universidade não pode adotar tratamento institucional contra uma corrente política específica:
“Universidade pública não pode ter lado político nem perseguir quem pensa diferente em período eleitoral. Esse espaço é custeado pelo pagador de impostos e a reitora não pode cercear a democracia dessa forma”.
Eles alertam que o comunicado pode gerar constrangimentos e retaliações contra estudantes e servidores com posições políticas divergentes da cúpula da universidade. A representação será analisada pelos órgãos competentes.
As universidades públicas não são propriedade de nenhuma corrente ideológica. São espaços custeados pelo brasileiro que trabalha e paga impostos, e deve garantir liberdade de pensamento, de expressão e de associação a todos os estudantes e servidores sem exceção.
Quando a Reitoria de uma das maiores universidades do país orienta a comunidade a “identificar” e reportar grupos de direita, o recado é inequívoco: quem pensa diferente da cúpula está sob suspeita.
Isso não é neutralidade institucional. É perseguição política disfarçada de segurança.
O NOVO não tolera esse tipo de desvio. Especialmente em período eleitoral, o uso da estrutura pública para cercear ou constranger uma corrente política configura possível abuso e merece investigação rigorosa. As universidades federais devem ser espaços de debate aberto. O brasileiro honesto não aceita universidades capturadas por um lado só.
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