Dívida de Minas Gerais no governo Zema: a verdade em 7 pontos

A imagem mostra a frase “Por que a dívida de Minas Gerais aumentou com o governo Zema” na parte inferior, com o ex-governador, Romeu Zema, ao lado de um mapa do estado com um “$” no meio.
Os críticos do ex-governador e presidenciável do NOVO adoram dizer que ele aumentou a dívida do estado, mas eles nunca conseguem dizer a verdade quando são perguntados “Por que a dívida de Minas Gerais aumentou com o governo Zema?” (créditos: NOVO).
26 de agosto de 2026

A narrativa se repete: “A dívida de Minas Gerais aumentou no governo Zema”. Olhando o número isolado, é verdade. Mas o número só conta uma parte da história, e o que fica de fora é importante. Essa dívida já existia há mais de 30 anos, e Zema não contraiu um centavo sequer de dívida nova: todo o aumento se deu devido aos juros extorsivos cobrados pelo governo federal. Zema pagou parte da dívida, ao mesmo tempo em que regularizou outras contas que herdou do governo passado, como o salário de servidores e pendências do estado com os municípios. Ao final do seu segundo mandato, Zema entregou um estado que cresce a passos largos e que tem capacidade de honrar seus compromissos. 

Outra verdade (menos divulgada), é que a dívida também teria crescido com qualquer outro governante que tivesse assumido em 2019.

E mais, Zema fez o que nenhum dos outros governantes do estado conseguiu fazer: um acordo para que Minas pague de forma definitiva a sua dívida com o governo federal nos próximos anos.

Neste texto, explicamos de onde veio essa dívida, por que ela cresceu e o que Romeu Zema (NOVO) fez com as contas do estado enquanto a União tentava dificultar a situação e com o governo anterior de Minas, do PT, deixando uma hecatombe financeira.

A seguir, apresentamos os fatos em 7 pontos. Confira.

— 1. A dívida de Minas não nasceu com Zema: mais de 30 anos de herança

— 2. Zema é o principal culpado pelo aumento da dívida de Minas? Não, é a União

— 3. A dívida de Minas aumentou com Zema? A falência herdada de Pimentel em 2019

— 4. A dívida de Minas aumentou com Zema? A Liminar permitiu quitar R$ 35 bilhões

— 5. A dívida de Minas aumentou com Zema? A métrica que mais importa melhorou

— 6. Zema é caloteiro por suspender judicialmente o pagamento da dívida? Não

— 7. Zema fez o que achavam impossível: firmou condições para quitar 100% da dívida

1. A dívida de Minas não nasceu com Zema: mais de 30 anos de herança

A dívida de Minas existe muito antes do governo Zema, sendo que as pendências com a União correspondem a 89% da dívida total.

O restante se trata de empréstimos com bancos privados ou organismos internacionais (como o Banco Mundial), precatórios judiciais e valores com fornecedores ou estatais.

A dívida com o governo federal tem mais de 30 anos e surgiu a partir da extinção de bancos públicos do estado, como BEMGE, CREDIREAL e MinasCaixa, e da emissão de títulos públicos para captação de recursos nos anos 1990.

Na época, o governo estadual fez empréstimos junto à União para, supostamente, custear os rombos que esses bancos tinham antes de serem vendidos à iniciativa privada.

Minas pagou boa parte dessa dívida, que já era grande (cerca de R$ 15 bilhões em 1998), mas, mesmo assim, por conta dos juros, o valor aumentou consideravelmente.

Isso porque os juros são compostos pela correção da inflação mais 4% ao ano. O governo federal não é um banco. Então, por que cobrar juros tão altos? Não há justificativa real, mas, no Brasil, argumentos não são necessários quando se tem o poder.

Nessas condições, só seria viável zerar a dívida se a economia brasileira crescesse mais de 4% ao ano de forma consistente, o que não acontece. Hoje, a dívida de Minas com a União é de cerca de R$ 156 bilhões.

2. Zema é o principal culpado pelo aumento da dívida de Minas? Não, é o governo federal

Lei Kandir: a pedra no sapato de Minas

Minas é um dos estados mais prejudicados pelo descumprimento da Lei Kandir, de 1996.

A norma previa a redução da arrecadação do ICMS (tributo estadual) nas exportações de itens primários e semielaborados, como minérios e agropecuária, que são a base da economia mineira. A promessa era de que os estados seriam ressarcidos futuramente.

Esse ressarcimento nunca veio. Segundo a economista Eulália Alvarenga, especializada em dívida e gestão pública, Minas perdeu R$ 135 bilhões por causa disso (valor próximo ao total da dívida).

A economista destaca que, por isso, a dívida com a União nem deveria existir.

Apesar disso, Minas decidiu, em 2020, firmar um acordo com o governo federal para receber R$ 8,7 bilhões até 2037 como forma de reembolso.

Insistir em um valor mais próximo do que o estado perdeu com a desoneração do ICMS exigiria um conflito judicial sem prazo para acabar e com poucas chances de vitória.

O pacto federativo insustentável

A lógica torta do pacto federativo também foi um dos principais motivos para o crescimento da dívida de Minas com a União.

Por conta dele, Minas recebe menos da metade dos recursos que envia à União: em 2023, o estado arrecadou R$ 153 bilhões em tributos federais, mas recebeu pouco mais de R$ 70 bilhões.

O modelo, estabelecido pela Constituição de 1988, prioriza enviar recursos aos estados que arrecadam menos (geralmente por má gestão pública) com a promessa de melhorar seus indicadores sociais.

Quase 40 anos depois, esses estados seguem com basicamente os mesmos indicadores: mandar mais recursos não resolveu e não vai resolver o problema.

Como consequência, os estados que mais arrecadam do que recebem (Minas, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Goiás) são justamente os que têm as maiores dívidas com a União.

3. A dívida de Minas aumentou com Zema? A falência herdada de Pimentel em 2019

Quando assumiu o governo de Minas, em 2019, Zema encontrou um estado totalmente falido pela gestão de Fernando Pimentel (PT).

O estrago foi tão grande que Pimentel sequer conseguiu se eleger deputado em 2022, e o ex-ministro lulista, Fernando Haddad, precisou lhe garantir uma ‘boquinha’ na presidência da EMGEA (Empresa Gestora de Ativos).

Ao longo da gestão petista, além de não receberem salários em dia, cerca de 240 mil funcionários públicos foram parar no SPC/Serasa porque o governo não pagava os empréstimos consignados.

O dinheiro era descontado dos salários, mas não era repassado aos bancos: um verdadeiro crime contra os servidores, mas que segue impune.

O cenário quando Zema assumiu em 2019 era devastador: Minas tinha R$ 35 bilhões em contas de curto prazo, um déficit previsto de R$ 15 bilhões para aquele ano e uma dívida de R$ 105 bilhões com a União. Além de desemprego elevado e péssimos serviços públicos.

O passivo de cerca de R$ 35 bilhões em contas a curto prazo era dividido em quatro grandes frentes:

Retenção indevida de R$ 12-13 bilhões em repasses aos municípios com ICMS, IPVA e FUNDEB;

Pendência de R$ 6-7 bilhões com servidores estaduais em 13º, férias e salários atrasados;

Atraso de R$ 6-8 bilhões no pagamento de fornecedores essenciais (como merenda, presídios e rodovias) e consórcios de saúde;

Restos a pagar de R$ 6-8 bilhões a órgãos estaduais, como judiciário e legislativo.

4. A dívida de Minas aumentou com Zema? A liminar permitiu quitar R$ 35 bilhões de herança petista

Foi para pagar essa conta de R$ 35 bilhões, e não para fugir de compromissos, que Minas recorreu à suspensão da dívida com a União. O STF concedeu uma liminar permitindo ao estado não pagar as parcelas até 2022.

Essa foi uma medida emergencial para que o governo pudesse quitar as dívidas deixadas pela gestão petista, com prefeituras, servidores, Tribunal de Justiça e fornecedores, além de manter os serviços públicos essenciais aos mineiros.

Com o fôlego, Zema reverteu todos esses problemas. Com medidas de controle de gastos, desburocratização e dinamização da economia, governador do NOVO:

Quitou a dívida com os municípios;

Passou a pagar o salário dos servidores em dia e com todos os benefícios legais;

Levou Minas a ter a maior participação na história do PIB brasileiro, com 9,3% (na gestão Pimentel, o índice caiu de 8,94% para 8,78%);

Encerrou o primeiro mandato com R$ 274,4 bilhões em investimentos, 9x mais que a gestão petista;

Fechou 2023 com o menor desemprego da história do estado, de 5,8%, abaixo da média nacional;

Crescimento da renda per capta estadual em 22%, sendo que no Brasil a média foi de 16% (2019-2025).

Confira: “Romeu Zema foi um bom governador de Minas? Veja os resultados até 2026”!

5. A dívida de Minas aumentou com Zema? A métrica que mais importa melhorou

Apesar do crescimento nominal da dívida com a União, o que de fato que mais importa, a taxa de endividamento, diminuiu com a política de corte de gastos e aumento de eficiência da gestão Zema.

Quando se analisa o valor total da dívida pela receita corrente líquida, a taxa caiu de 189%, em 2018, para 158% no início de 2026, quando Zema deixou o governo estadual para concorrer à presidência.

Essa métrica indica a capacidade do estado de pagar suas dívidas: quanto menor a porcentagem, melhor.

Para efeito de comparação, a taxa de endividamento do Brasil sob o governo Lula aumentou consideravelmente de 2022 para o início de 2026, indo de 414% para 530%.

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), métrica-padrão para “dívida pública” em % do PIB, saiu de 71,7% do PIB em dezembro de 2022 para 81,9% em junho de 2026.

De cerca de R$ 7,2 trilhões ao fim de 2022 para R$ 10,8 trilhões em junho de 2026. Um aumento de aproximadamente R$ 3,6 trilhões em termos nominais. 

Ou seja: enquanto Minas melhorou sua capacidade de pagamento da dívida com Zema, o Brasil sob a gestão federal petista piorou drasticamente nesse sentido.

6. Zema é caloteiro por suspender judicialmente o pagamento da dívida? Não

Muitos críticos dizem que Zema é caloteiro porque não pagou a dívida com a União. Isso é pura e simplesmente mentira.

O não pagamento da dívida apenas ocorreu porque o STF concedeu uma liminar permitindo esse direito a Minas até 2022.

Isso, infelizmente, não impediu que o valor aumentasse consideravelmente.

Porém, a medida foi emergencial para que o governo do estado pudesse quitar a dívida deixada pela gestão petista, de mais de R$ 35 bilhões em contas de curto prazo, e paralelamente impedisse as finanças e os serviços públicos de colapsar.

Tratar como “calote” uma decisão judicial que salvou as contas do estado, e que permitiu a Zema pagar o que os governos anteriores, inclusive o do PT, deixaram de pagar, é muita desonestidade.

Por que não exigem respostas dos governos passados, que criaram o problema?

7. Zema fez o que achavam impossível: negociou condições para quitar a dívida de Minas de forma definitiva

Enquanto a oposição atacava, Zema trabalhava em Brasília para resolver o problema de forma definitiva.

A aposta era clara: sem uma negociação da dívida de Minas com a União, os juros reais (IPCA + 4%) continuariam a fazer o estoque crescer para sempre, e Minas jamais conseguiria quitar o que devia.

Minas chegou a entrar, em 2024, no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), um paliativo que limitava salários, engessava investimentos e não resolvia a dívida no longo prazo. Mas o governador sempre tratou esse caminho como provisório, enquanto buscava algo melhor.

E o que era tratado como impossível aconteceu. Em dezembro de 2025, a União autorizou em definitivo a adesão de Minas ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (PROPAG).

O acordo muda a matemática da dívida de forma favorável para Minas:

Juros reais zerados: o indexador passa a ser apenas o IPCA, com juros reais de 0% ao ano (antes, IPCA + 4%);

Prazo de até 30 anos: a dívida, estimada entre R$ 165 e R$ 180 bilhões, será parcelada em 360 prestações a serem quitadas até 2056;

Abatimento com ativos: Minas pode reduzir até 20% do saldo cedendo ativos à União, como participações em estatais, royalties e recebíveis, o que diminui o “miolo” da dívida sem gasto direto de caixa;

Pagamento escalonado: parcelas mensais de cerca de R$ 100 milhões e que já começaram a ser quitadas.

Embora muitos critiquem o tempo que o governo Zema levou para aderir ao RRF e, depois, ao PROPAG, esse período foi essencial para negociar condições que de fato permitissem pagar a dívida de Minas com o governo federal.

Depois de quase 30 anos, com a dívida só aumentando e sem nenhum governo estadual conseguir uma solução concreta, Zema fez o que nenhum dos 9 governadores anteriores conseguiu: firmar um acordo para que Minas acabe de forma definitiva com sua dívida, até então impagável, com a União. Zema não só saneou as contas que o PT quebrou: ele deixou Minas no caminho para zerar a dívida mais antiga e mais pesada da história do estado.

Confira: “30 motivos para votar em candidatos do Partido Novo”!

Compartilhe

VEJA TAMBÉM

Confira mais notícias do NOVO