Conheça Braulio Lara, candidato a deputado federal por Minas Gerais

A imagem mostra a frase “NOVO Entrevista: Braulio Lara” e o candidato a deputado federal por Minas Gerais, Braulio Lara.
Braulio Lara, candidato a deputado federal por Minas Gerais, foi reeleito vereador de BH com cerca de 10 mil votos em 2024 (créditos: NOVO).
25 de agosto de 2026

Projeto de internação involuntária de dependentes químicos, PL de armamento de 100% da Guarda Municipal e relatoria da CPI da Pampulha: essas são algumas das iniciativas promovidas por Braulio Lara, candidato a deputado federal por Minas Gerais, como vereador da capital mineira.

Com trajetória como empreendedor imobiliário, professor universitário e três graduações, Braulio fez bom proveito do mandato no legislativo municipal e agora quer ampliar sua capacidade de mudar a vida do mineiro, sendo congressista pelo estado.

Confira a entrevista exclusiva que fizemos com ele a seguir!

— Braulio Lara, candidato a deputado federal por Minas Gerais: trabalho como vereador

— Braulio Lara, candidato a deputado federal por Minas Gerais: trajetória e dica para candidatos

— Braulio Lara, candidato a deputado federal por Minas Gerais: propostas e por que votar nele

Braulio Lara, candidato a deputado federal por Minas Gerais: trabalho como vereador e continuidade das bandeiras no Congresso

— 1ª – Como vereador de BH, você teve diversas propostas de reorganização do trânsito, melhorias em vias da capital e debates sobre transporte coletivo e mobilidade ativa. Falando do estado de Minas, um dos grandes problemas são as rodovias, que apesar de terem melhorado durante o governo Zema, ainda tem grandes problemas com buracos, muitos trechos de pista simples e estradas de terra. Tudo isso é agravado pelo fato de que o estado tem poucas ferrovias e boa parte da produção é escoada por caminhões. Como você pretende agilizar a solução desses problemas como deputado federal?

Como deputado federal, acredito que uma das principais formas de contribuir para mudar essa realidade é trabalhar diretamente no orçamento da União.

Muitas das grandes obras de infraestrutura que Minas precisa dependem de recursos federais.

Por isso, quero atuar na discussão do orçamento, buscando garantir recursos para obras estratégicas, especialmente na recuperação e duplicação de rodovias, na pavimentação de trechos importantes e em investimentos que melhorem a logística e o escoamento da produção mineira.

O orçamento não pode ser tratado apenas como uma questão técnica ou burocrática. É ali que muitas prioridades realmente são definidas. Um deputado federal precisa saber onde estão os gargalos, quais obras são mais importantes para cada região e trabalhar para que Minas Gerais tenha os recursos necessários para executá-las.

Além de buscar recursos, outro papel fundamental será fiscalizar.

Temos diversas rodovias federais concedidas à iniciativa privada, e a população precisa ter a garantia de que aquilo que foi prometido nos contratos será efetivamente entregue.

Não basta cobrar pedágio e assinar contratos. É preciso acompanhar de perto se as concessionárias estão cumprindo os investimentos, as obras, os prazos e as melhorias previstas.

Como deputado federal, quero trabalhar fiscalizando essas concessões e cobrando dos órgãos responsáveis e das concessionárias o cumprimento daquilo que foi estabelecido.

Se um contrato prevê duplicação, recuperação, manutenção ou outras melhorias, a população precisa receber aquilo pelo qual está pagando.

Também precisamos olhar para a infraestrutura de forma mais ampla. Minas não pode depender apenas dos caminhões para transportar toda a sua produção.

Precisamos discutir e buscar investimentos em ferrovias e em outras alternativas logísticas que reduzam custos, aumentem a competitividade da economia mineira e retirem parte da pressão das nossas rodovias.

Minha atuação em Brasília será, portanto, muito focada em três frentes: colocar as prioridades de Minas no orçamento da União, acompanhar para que os recursos se transformem efetivamente em obras e fiscalizar as concessões para garantir que os contratos sejam cumpridos.

Infraestrutura não é apenas uma questão de asfalto. Uma boa rodovia significa mais segurança para quem viaja, menos acidentes, redução do custo do transporte, mais competitividade para as empresas e melhores condições para que Minas Gerais produza e cresça.

— 2ª – BH tem grandes problemas associados aos moradores de rua e você teve dois projetos aprovados para solucionar parte disso: a proposta que permite a internação involuntária de dependentes químicos e o projeto de desobstrução de espaços públicos, frequentemente ocupados por barracas e entulho. Como você pode contribuir para a solução desses e outros problemas nesse contexto como congressista?

A experiência que tivemos em Belo Horizonte mostra uma realidade muito clara: os municípios estão na linha de frente dos problemas, mas muitas vezes não têm liberdade suficiente para construir e executar as soluções.

Quando falamos da população em situação de rua, estamos diante de um problema complexo, que envolve dependência química, saúde mental, assistência social, segurança, emprego, moradia e ocupação dos espaços públicos.

Não existe uma solução simples. Mas também não podemos simplesmente aceitar que as pessoas permaneçam indefinidamente nas ruas, em situação de abandono, enquanto o poder público fica de mãos atadas.

Por isso, apresentei propostas como a regulamentação da internação involuntária de dependentes químicos e a desobstrução de vias e espaços públicos.

São iniciativas que buscam enfrentar problemas concretos, mas que, durante sua elaboração e aplicação, também deixam evidente como muitas decisões municipais esbarram em regras, limites e interpretações definidos em âmbito nacional.

A própria legislação federal estabelece parâmetros que os municípios precisam observar na regulamentação da internação involuntária. É justamente aí que acredito que posso contribuir como deputado federal.

Em Brasília, quero trabalhar para revisar e modernizar legislações que hoje acabam travando a atuação dos municípios.

Não defendo retirar direitos ou deixar as pessoas sem proteção. Defendo dar aos municípios mais instrumentos e mais segurança jurídica para agir, sempre com responsabilidade e respeitando a dignidade das pessoas.

Quem vive o problema no dia a dia é a cidade. É o prefeito, é a assistência social, são os profissionais de saúde, são as forças de segurança e, principalmente, é a população que convive diariamente com essa realidade.

Muitas vezes, porém, quem está mais próximo do problema não tem os instrumentos legais necessários para enfrentá-lo.

A experiência como vereador me mostrou que não basta identificar o problema e aprovar uma boa lei municipal. Muitas vezes, é preciso mudar a legislação nacional que estabelece os limites dentro dos quais os municípios podem atuar.

É por isso que quero levar essa experiência para a Câmara dos Deputados: para defender mudanças que deem mais autonomia e melhores instrumentos aos municípios, permitindo que cada cidade possa agir de forma responsável e eficaz diante da sua própria realidade.

O objetivo precisa ser sempre o mesmo: não abandonar quem precisa de ajuda, mas também não abandonar as cidades e os cidadãos que precisam de segurança, mobilidade, ordem e espaços públicos que possam ser utilizados por todos.

— 3ª – Um dos seus principais projetos foi o PL150/2025, que tem a meta de ter 100% da Guarda Municipal de BH armada. Como foi lutar por essa demanda tão evidente? E como podemos mudar a lei federal para que as guardas municipais tenham um trabalho mais eficaz em prol da segurança pública?

O projeto foi aprovado em primeiro turno, mas infelizmente acabou sendo rejeitado na votação final.  Ainda assim, considero importante termos levado esse debate para a Câmara de Belo Horizonte.

A nossa proposta era clara: fortalecer a Guarda Municipal para que ela pudesse exercer plenamente o seu papel na segurança pública, com treinamento, estrutura e condições adequadas para atuar.

Eu acredito que segurança pública não se faz com uma única instituição. É preciso integrar e fortalecer todas as forças que trabalham para proteger a população.

É por isso que, como deputado federal, quero defender uma mudança mais ampla: que cidades com mais de 50 mil habitantes possam ter uma Guarda Municipal estruturada e plenamente preparada, inclusive com armamento para todo o efetivo, dentro de critérios rigorosos de seleção, treinamento e controle.

A Guarda Municipal não existe para substituir a Polícia Militar, a Polícia Civil ou qualquer outra força de segurança. Pelo contrário. Ela vem para complementar esse trabalho.

Quanto mais profissionais qualificados e bem preparados estiverem nas ruas, maior será a capacidade do Estado de prevenir crimes, realizar o policiamento ostensivo e dar uma resposta rápida à população.

O que precisamos entender é que a segurança pública exige presença. A população quer poder andar na rua, levar os filhos à escola, trabalhar e voltar para casa com tranquilidade. E, para isso, precisamos ampliar a capacidade de proteção das cidades.

Não existe uma solução única para combater a criminalidade. Mas existe uma certeza: não vamos melhorar a segurança pública enfraquecendo quem está nas ruas. Precisamos de mais integração, mais preparo, mais presença e mais apoio às forças de segurança.

É isso que quero defender em Brasília: uma legislação federal que dê aos municípios condições para estruturar suas Guardas e ampliar a proteção da população, sempre com responsabilidade, treinamento e integração entre as instituições.

Confira: “Segurança em Minas Gerais com Zema: Confira os 3 Principais Resultados da Gestão”!

— 4ª – Em setembro de 2025, a operação da PF contra a estrutura que investigava crimes ambientais na Lagoa da Pampulha partiu da CPI que você relatou em outubro de 2024. O relatório da Comissão contou com 11 indiciamentos, incluindo gestores e servidores responsáveis por contratos que em 20 anos torraram R$ 1,4 bilhão em “limpeza” sem resultado visível. A primeira CPI foi sabotada pela própria prefeitura de BH em 2023, que articulou para que os vereadores puxassem o seu tapete, e a segunda só andou depois de o TJMG derrubar a liminar que suspendia seus trabalhos. O que cabe a um deputado federal fazer em Brasília para evitar que CPIs sejam sabotadas pela máquina, como vemos ocorrer com a CPMI do INSS e do Crime Organizado?

A minha experiência na CPI da Lagoa da Pampulha me ensinou uma coisa muito clara: uma CPI pode ter todos os instrumentos necessários para investigar, mas, no fim das contas, ela depende das pessoas que a compõem.

Nós enfrentamos dificuldades desde o início. A primeira CPI terminou sem que o relatório que apresentamos fosse aprovado. Depois, a nova investigação ainda enfrentou tentativas de interrupção, até que conseguimos seguir com os trabalhos e fazer uma investigação profunda, baseada em documentos, depoimentos, visitas técnicas e informações concretas.

O resultado foi um relatório robusto, com pedidos de indiciamento e encaminhamentos para os órgãos competentes. Posteriormente, os mesmos contratos investigados pela CPI foram alvo de uma operação da Polícia Federal.

Por isso, acredito que a principal resposta para evitar que uma CPI seja capturada ou esvaziada pela pressão política é eleger as pessoas certas para o parlamento.

Não adianta criar uma comissão com grandes poderes de investigação se os seus integrantes estiverem mais preocupados em proteger aliados, obedecer interesses políticos ou evitar que determinados fatos venham à tona.

Uma CPI precisa ser composta por parlamentares que tenham independência, coragem e compromisso com os fatos. Pessoas que não mudem de posição porque receberam uma ligação, sofreram pressão ou porque a investigação começou a atingir alguém politicamente poderoso.

É claro que, como deputado federal, também cabe defender regras e instrumentos que garantam o funcionamento das CPIs e a preservação de suas prerrogativas. Mas nenhuma mudança legislativa substitui a postura individual de quem está ali investigando.

A grande lição que tiro da CPI da Pampulha é justamente essa: a pressão política sempre vai existir. O que define o resultado de uma investigação é se os parlamentares vão ceder a ela ou se vão cumprir até o fim a responsabilidade que receberam da população.

Por isso, mais do que discutir apenas como criar CPIs mais fortes, precisamos eleger deputados que sejam fortes o suficiente para não se curvar à máquina política e para levar qualquer investigação até às últimas consequências, independentemente de quem esteja do outro lado.

Confira: “Após Relatoria de Braulio Lara na CPI da Pampulha, PF Deflagra Operação contra Fraudes”!

Braulio Lara, candidato a deputado federal por Minas Gerais: trajetória e dica para candidatos

— 5ª – Você foi empreendedor imobiliário por mais de 10 anos, além de ter graduação em ciência da computação, engenharia civil e comunicação. Como esses conhecimentos ajudaram você a se eleger pela primeira vez e como sugere que outros candidatos de primeira viagem usem isso a seu favor?

Eu sempre acreditei que conhecimento nunca é demais. Quanto mais a gente estuda e conhece diferentes áreas, mais preparado está para compreender o mundo, dialogar com pessoas diferentes e enfrentar problemas complexos.

Minha trajetória acadêmica e profissional me proporcionou exatamente isso. Estudei bastante e cada um dos cursos que eu fiz contribuiu bastante para a forma como eu enxergo os desafios da sociedade.

A tecnologia me ensinou a importância da inovação e da busca por soluções.

Dar aula para o curso de engenharia me deu uma visão prática sobre planejamento, infraestrutura e resolução de problemas.

Mais recentemente dando aula para os cursos de comunicação social, pude perceber que aprender a ouvir, dialogar e transformar ideias em uma mensagem que as pessoas compreendam é de suma importância.

E o empreendedorismo me colocou diante dos desafios reais de quem precisa tomar decisões, assumir responsabilidades, lidar com burocracia e gerar oportunidades.

Acredito que essa formação diversa me ajudou muito na minha primeira eleição porque eu não cheguei à política olhando apenas para um único assunto. Eu trazia experiências diferentes e uma visão mais ampla dos problemas que as pessoas enfrentam no dia a dia.

E essa seria a minha principal sugestão para quem está entrando na política pela primeira vez: estude. Conheça assuntos diferentes. Não fique limitado apenas àquilo que você já domina ou à sua área de formação.

A política trata de educação, saúde, segurança, economia, tecnologia, mobilidade, habitação e tantos outros temas. É impossível conhecer profundamente tudo, mas é fundamental ter curiosidade, disposição para aprender e humildade para ouvir quem entende de cada assunto.

No fim das contas, acredito que o conhecimento é uma das ferramentas mais importantes para quem quer servir bem à população. Quanto mais preparado você está, maior é a sua capacidade de entender os problemas e contribuir para encontrar boas soluções.

Braulio Lara: lista de propostas e por que votar nele

— 6ª – Você diz que tem uma lista de coisas que vai propor em Brasília. Quais são as principais propostas que você vai apresentar logo que assumir como deputado federal por Minas Gerais?

Separo as minhas propostas em 10 áreas:

1. Segurança pública

— Criação da Guarda Municipal em todos os municípios com mais de 50 mil habitantes;

— Acabar com a progressão de regime dos presos após apenas 1/6 da pena cumprida;

— Tolerância zero ao tráfico de drogas nas proximidades das escolas;

— Revisão da Lei de Improbidade. Político corrupto tem que ficar na cadeia.

2. Menos estado, mais eficiência e defesa dos municípios

— Redução da burocracia e simplificação tributária para quem produz;

— Reforma tributária desonerando cidadão, agro e empresariado;

— Menos Brasília, Mais Minas Gerais. Mais recursos para os municípios.

3. Desenvolvimento econômico

— Menos impostos para pequenos negócios;

— Incentivos para inovação e tecnologia;

— Incentivo ao empreendedorismo jovem.

4. Infraestrutura e logística

— Fiscalizar as rodovias federais concedidas, como as BRs 381, 040, 262, exigindo cumprimento rigoroso do contrato.

5. Educação

— Educação sem doutrinação, garantindo mais transparência no ambiente escolar e fortalecendo o direito do pai de acompanhar o conteúdo pedagógico;

— Incentivo ao ensino técnico desde o ensino médio, pois hoje o Brasil forma muitos jovens sem profissão.

6. Liberdade

— Contínua defesa da liberdade de expressão, da liberdade religiosa e da propriedade privada;

— Combate ao ativismo judicial que ultrapassa as competências constitucionais;

— Regras específicas para Impeachment de ministros do STF (não dá para aceitar distorções jurídicas em desrespeito às próprias leis).

7. Família

— Defender as famílias atípicas e as crianças com doenças raras.

8. Tecnologia

— Incentivos à pesquisa e ao desenvolvimento.

9. Mobilidade urbana

— Mais recursos para mobilidade nas grandes cidades;

— Expansão de novas linhas do metrô na Região Metropolitana de BH.

10. Meio ambiente

— Incentivo à reciclagem e logística reversa;

— Aumento das multas de maus-tratos e obrigação do agressor de custear o atendimento.

Clique aqui e acompanhe Braulio Lara, candidato a deputado federal por Minas Gerais, nas redes sociais!

— 7ª – Por que o eleitor mineiro deveria votar em você para deputado federal?

Acredito que o eleitor mineiro deve votar em mim porque eu não estou chegando à política agora e nem construí minha vida exclusivamente dentro dela.

Trago comigo a experiência de seis anos como vereador, mas também a vivência de quem é professor e empreendedor, de quem conhece os desafios de educar, gerar oportunidades, administrar recursos e fazer as coisas acontecerem.

Na Câmara Municipal de Belo Horizonte, tive a oportunidade de mostrar que política séria se faz com trabalho, fiscalização e resultados.

Foram anos acompanhando de perto problemas que afetam a vida das pessoas, cobrando o poder público, participando de investigações importantes e apresentando soluções concretas.

Mas acredito que Minas precisa, em Brasília, de representantes que levem também a experiência da vida real.

Como professor, aprendi a importância da educação e da formação para transformar vidas.

Como empreendedor do ramo imobiliário, conheço os desafios de quem trabalha, investe, gera empregos e enfrenta diariamente a burocracia e os custos de um país que muitas vezes dificulta a vida de quem produz.

Quero levar essa experiência para a Câmara dos Deputados. Conheço a realidade da política municipal e sei que muitas das soluções que precisamos dependem de decisões tomadas em Brasília.

Minha missão é ser uma voz de Minas Gerais: fiscalizar com independência, defender o bom uso do dinheiro público e trabalhar por um país que ofereça mais oportunidades para quem quer estudar, trabalhar, empreender e construir uma vida melhor.

Depois de seis anos de mandato, acredito que posso apresentar algo fundamental ao eleitor: experiência, preparo e resultados. Agora quero colocar tudo isso a serviço não apenas de Belo Horizonte, mas de todo o povo mineiro.

Confira: “30 motivos para votar em candidatos do Partido Novo”!

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