Empresa privada, regras privadas. Mas, se por um lado a Uber tem o direito de proibir motoristas e passageiros armados, por outro, pode ser questionada sobre por que então ter admitido um policial militar como motorista, profissional cujo porte de arma – mesmo quando à paisana, fora de serviço – é uma questão de responsabilidade perante a sociedade. E, no episódio, o policial cumpriu a sua, ao reagir em legítima defesa.
O PM foi desligado da plataforma. Cabe aos usuários do serviço aprovarem ou não a regra e a medida. Nenhuma empresa é soberana; Uber, taxistas e qualquer outro aplicativo ou empresa de transporte devem estar submetidos ao crivo permanente dos consumidores – o que só a livre concorrência garante.
“Uber excluirá PM que trabalhava como motorista e matou 3 em SP”
