Diante de mais uma investida autoritária no STF, o Partido Novo protocolou uma ação exigindo o arquivamento imediato da investigação que Alexandre de Moraes tentou abrir contra o ministro André Mendonça. O motivo? Mendonça cumpriu seu papel e expôs a relação criminosa de Moraes com o Banco Master.
Protocolamos a representação nesta sexta-feira (04).
O NOVO continua sendo a legenda com o maior número de ações concretas contra os abusos do STF no escândalo do Master.
Além disso, somos o único partido que exige de todos os seus candidatos a senador o compromisso formal de votar pelo impeachment de ministros que cometam abusos.
— Ministro abusador x ministro investigador: entenda o caso
— Moraes x Mendonça: a ação do NOVO pelo arquivamento da investigação
— Fachin permite investigação a pedido de Moraes contra Mendonça: a ação do NOVO continua valendo
— Vote em candidatos do NOVO: nós defendemos Mendonça e os poucos bons ministros do STF
Alexandre de Moraes está acuado pelas revelações que ligam ele a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Por isso, ele encaminhou ao presidente do STF, Edson Fachin, um pedido de abertura de investigação contra o colega André Mendonça.
A base do pedido são relatórios internos da Polícia Federal. Moraes atribui a Mendonça abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade: tudo por ter exposto a relação do próprio Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro.
E tudo o que Moraes faz sistematicamente desde 2019, quando passou a comandar o ilegal Inquérito das Fake News, o instrumento que há anos usa para perseguir adversários.
É o velho ditado, atribuído à Vladimir Lênin, sendo aplicado com perfeição: “Acuse-os do que você faz, chame-os do que você é”.
Moraes tentou enfiar a acusação contra Mendonça no próprio Inquérito das Fake News.
Fachin, no entanto, determinou o desentranhamento do pedido e o autuou em procedimento separado (Pet 16.704), abrindo um prazo de cinco dias (a partir do dia 04/09) para a PGR e para o próprio Mendonça se manifestarem sobre a admissibilidade.
O quadro é claro: o ministro que mais acumula denúncias de abuso agora tenta transformar o colega que o investiga em réu. É a inversão completa da lógica institucional.
Na petição protocolada no STF, o NOVO pede o arquivamento imediato do requerimento de Moraes e a concessão de habeas corpus de ofício para impedir a abertura do procedimento.
A peça desmonta a validade do Ofício 40/2026/GAB/PF, assinado pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e aponta irregularidades graves:
— Relatórios da PF foram recebidos em agosto, antes de qualquer decisão formal de Moraes (que só ocorreu em 1º de setembro);
— Dos seis relatórios citados, apenas quatro foram entregues ao Supremo, e os textos carecem de assinatura, data ou identificação oficial;
— Há fortes indícios de coleta de dados sem respaldo judicial e uso irregular de inteligência artificial.
Invocando o artigo 157 do Código de Processo Penal e a teoria dos frutos da árvore envenenada, o NOVO sustenta que um Estado de Direito não pode validar investigações nascidas da ilegalidade.
A iniciativa se soma à PEC da Independência da Polícia Federal, de autoria do senador Eduardo Girão, que busca exatamente impedir que a cúpula da corporação continue vulnerável a pressões políticas.
Confira: “NOVO pede a prisão de Andrei Rodrigues, diretor da PF”!
A determinação de Edson Fachin de reautuar o caso na Pet 16.704 não torna a ação do NOVO inócua.
Como a investigação contra Mendonça, solicitada por Moraes, continua ativa e apenas mudou de autuação, o pedido de arquivamento mantém integralmente o seu objeto.
A tese sustentada pelo partido atinge o centro da questão: a nulidade absoluta das provas apresentadas por Moraes.
Como Fachin abriu prazo para análise de admissibilidade do feito, a manifestação do NOVO pressiona o Tribunal a rejeitar o procedimento integralmente, impedindo que apurações viciadas e perseguições políticas estabeleçam um precedente perigoso na Corte.
Confira: “Manifestação 7 de setembro ‘Fora Moraes’: NOVO convoca ato na Paulista”!
Você pode estar se perguntando: “O que votar em candidatos do NOVO tem a ver com apoiar o ministro André Mendonça?“.
A resposta é simples: ao contrário dos outros partidos, o NOVO não está de braços cruzados enquanto o STF está tentando destruir o Brasil. Só no contexto do Caso Master, nós já promovemos mais de 30 ações judiciais, legislativas e em órgãos de controle, contra os desmandos do Supremo e de outras autoridades.
Nós somos o partido que é a linha de frente do Brasil Honesto contra a baixaria do STF. Enquanto isso, a maioria das outras legendas se cala e faz acordos de bastidores.
Nós defendemos publicamente os membros do poder público que ainda cumprem seu dever legal, como o ministro André Mendonça, e cobramos o impeachment de quem abusa do cargo.
Confira algumas de nossas iniciativas contra os abusos do Caso Master:
— Ação formal pela prisão de Andrei Rodrigues, diretor da PF;
— Pedido de impeachment e exoneração do PGR Paulo Gonet;
— Propomos e articulamos para instalar a CPI do Master no Senado;
— Pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes;
— PEC do Código de Conduta do STF, com regras contra conflito de interesses.
Não assistimos calados ao desmonte da lei. O Brasil não precisa de mais um capítulo de perseguição política disfarçada de investigação. Precisa de coragem, de transparência e do fim definitivo do foro de impunidade. E isso o Partido Novo tem de sobra.
Por isso, votar em candidatos do NOVO é decisivo. Somos a legenda que defende os poucos que ainda fazem um trabalho decente no STF e que exige o afastamento daqueles que transformaram a Corte em escudos contra os próprios crimes. Nas urnas, o brasileiro honesto tem a chance de eleger parlamentares do NOVO, o único partido que exige que seus candidatos ao Senado apoiem o impeachment de ministros abusadores. Vote NOVO: nós defendemos o brasileiro honesto contra o sistema dos intocáveis.