Felipe Camozzato, candidato a deputado federal pelo Rio Grande do Sul, tem um pacote sólido de propostas a serem apresentadas no Congresso, que incluem: prisão perpétua para crimes graves, fiscalização real dos recursos para a reconstrução do estado, viabilizar a expansão de ferrovias por todo país e fim do IOF sobre operações de crédito, que geraria um benefício para a população comum e pequenos negócios.
E mais, Camozzato já provou que fala e faz. Ele teve aprovado seu revogasso de leis de Porto Alegre quando foi vereador, extinguindo mais de 2 mil leis inúteis e prejudiciais.
Além disso, a fiscalização de Camozzato fez com que o MP voltasse atrás em sua decisão de barrar o investimento bilionário da CMPC no RS. São R$ 27 bilhões que agora serão investidos no estado e que vão gerar 12 mil empregos gaúchos.
Confira a entrevista exclusiva que fizemos com ele a seguir!
— Felipe Camozzato, candidato a deputado federal pelo Rio Grande do Sul: enchentes
— Felipe Camozzato, candidato a deputado federal pelo Rio Grande do Sul: saúde
— Felipe Camozzato, candidato a deputado federal pelo Rio Grande do Sul: ferrovias e infraestrutura
— 1ª – Você fez parte da primeira leva de vereadores eleitos pelo NOVO no Brasil, em 2016, se tornou o maior revogador de leis da história da Câmara de Porto Alegre e, na Assembleia, aprovou a PEC das Ferrovias e o Sandbox Regulatório. O que você pode nos contar sobre essas e outras conquistas dos seus mandatos?
Entrei na política para enfrentar a burocracia e fazer o Estado parar de atrapalhar quem trabalha e produz.
Como vereador, me tornei o maior revogador de leis da história de Porto Alegre.
Na Assembleia, levei essa mesma lógica adiante.
Fui autor da PEC das Ferrovias, abrindo espaço para investimentos privados no setor, e do Sandbox Regulatório, para facilitar a inovação e permitir que novas soluções sejam testadas com menos burocracia.
Minha atuação sempre teve uma linha muito clara.
Sempre fui contra aumento de impostos e privilégios, e defendo mais liberdade para quem quer empreender, investir e gerar empregos.
Agora em Brasília quero seguir os passos do Marcel van Hattem e continuar esse belíssimo trabalho que ele fez na Câmara dos Deputados.
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— 2ª – Muitos gaúchos sentem que, com a exceção de Marcel van Hattem, a bancada federal não fiscaliza com rigor os bilhões anunciados para a reconstrução do Estado. Como você, que teve vitória sobre abusos do MPF no caso da CMPC e processou o TCE por privilégios, pretende cobrar a aplicação efetiva desses recursos para a reconstrução do estado?
Dinheiro anunciado não reconstrói cidade. Dinheiro bem aplicado, sim.
Minha atuação sempre foi de fiscalização e enfrentamento, independentemente de quem esteja no governo.
Em Brasília, vou acompanhar de perto cada centavo destinado ao Rio Grande do Sul, cobrar transparência, cronograma e execução das obras.
O gaúcho não precisa de anúncio mascarado e marketing, como o governador Eduardo Leite aqui fez. Precisa de dique, drenagem, infraestrutura, proteção e prevenção funcionando.
— 3ª – A saúde é o principal problema apontado pelos gaúchos nas pesquisas, juntamente com as enchentes. A população enfrenta diariamente filas longas, falta de especialistas, equipamentos e leitos. Como deputado federal, qual será a sua prioridade para solucionar esse problema e cobrar resultados concretos do governo federal?
O problema da saúde não se resolve simplesmente colocando mais dinheiro em um sistema que não entrega resultado.
Minha prioridade será cobrar eficiência, transparência e metas objetivas para os recursos federais destinados ao SUS, além de ampliar parcerias com hospitais, entidades filantrópicas e iniciativa privada.
O SUS já é muito caro e precisam ser pensados modelos alternativos e concorrentes para isso.
O cidadão não quer saber qual esfera de governo é responsável, ele quer fazer o exame, consultar com o especialista e conseguir atendimento quando precisa. Isso hoje ele não tem.
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— 4ª – O Rio Grande do Sul tem um dos maiores custos logísticos do país. Você é autor da PEC das Ferrovias e defensor do modelo de autorização privada. Como pretende elevar essa pauta estadual à nível nacional na Câmara, para que o agro, a indústria e o comércio gaúchos deixem de pagar o preço de uma infraestrutura defasada?
O Rio Grande do Sul não pode continuar transportando praticamente tudo por rodovia e pagando uma conta logística enorme por isso.
A PEC das Ferrovias nasceu justamente da ideia de permitir que a iniciativa privada invista onde o Estado não consegue entregar.
Quero levar essa experiência para Brasília, trabalhando pela ampliação do modelo de autorizações, segurança jurídica para investimentos privados e menos burocracia para novos projetos ferroviários.
Infraestrutura melhor significa produto gaúcho mais competitivo dentro e fora do Brasil.
— 5ª – Você economizou quase R$ 750 mil da verba de gabinete nos três primeiros anos de mandato de deputado estadual e é um combatente ferrenho de privilégios estatais. Em Brasília, o gaúcho cobra mais transparência e menos desperdício com o dinheiro público. Quais serão as suas primeiras ações para atacar os privilégios da elite do funcionalismo?
Vou começar pelo básico que Brasília insiste em tratar como radical.
Ninguém no serviço público deveria receber acima do teto constitucional.
Vou trabalhar pelo fim dos supersalários, pelo fim do foro privilegiado e por mais transparência nos gastos públicos, inclusive acabando com sigilos injustificáveis sobre despesas de quem estiver na presidência.
Meu mandato também vai dar exemplo. Economizar dinheiro público não é favor, é obrigação.
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— 6ª – No seu livro “Dois Mundos”, você fala do abismo entre o público e o privado. O empreendedor gaúcho continua sofrendo com impostos altos, IOF, burocracia e insegurança jurídica. Quais projetos ou frentes você pretende liderar na Câmara para reduzir esse abismo e dar mais competitividade ao Rio Grande do Sul?
O Dois Mundos nasceu justamente dessa constatação: quem produz vive uma realidade completamente diferente de quem cria as regras.
O livro contou com a colaboração de nomes como Bernardinho, Marcel van Hattem, Romeu Zema, Renata Barreto, entre outros.
Em Brasília, quero liderar uma agenda de liberdade econômica com choque de desburocratização, para revisar e eliminar normas que atrasam a vida das pessoas, e por fim do IOF sobre operações de crédito.
Precisamos tornar mais fácil abrir, contratar, investir e produzir no Brasil. O empreendedor não precisa que Brasília o ajude. Precisa principalmente que parem de atrapalhar ele.
— 7ª – Você defende abertamente a prisão após condenação em segunda instância, a redução da maioridade penal e até a prisão perpétua. Em um Brasil que sofre com a impunidade constantemente, como você pretende transformar essas bandeiras em projetos concretos na Câmara Federal e enfrentar a resistência de setores que passam pano para bandidos?
Hoje o criminoso conhece as brechas do sistema melhor do que muita gente conhece as leis. Defendo prisão após condenação em segunda instância, redução da maioridade penal e prisão perpétua para crimes de extrema gravidade.
Na Câmara, pretendo trabalhar pelas mudanças legislativas e constitucionais necessárias para essas pautas avançarem, seguindo os passos do Marcel van Hattem.
Segurança pública precisa voltar a ter uma premissa simples, proteger quem respeita a lei e responsabilizar com rigor quem escolhe o crime. Lugar de bandido é na cadeia!