
A Proposta de Reforma da Previdência apresentada pelo governador Romeu Zema (NOVO) que altera o sistema previdenciário dos servidores de Minas gerais, foi aprovada nesta sexta-feira (4) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) .
A Reforma da Previdência mineira foi dividida em 2 projetos: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 55/2020), aprovada em segundo turno, e o Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 46/2020 também aprovado na mesma sessão.
A PEC aprovada define a idade mínima de 60 anos para que as servidoras mulheres, já em exercício, se aposentem. Para aquelas que entrarem depois da reforma, a idade será de 62. Já homens poderão se aposentar com 65 anos, em ambos os casos.
Para professores, agentes penitenciários e socioeducativos, policiais civis e legislativos, há regras especiais.
Outra alteração na proposição do governo foi sobre a regra de transição, conhecida como pedágio, reduzida pela metade: Romeu Zema propôs 100%, mas os deputados fecharam em 50%. Esse pedágio é o período adicional de contribuição correspondente a 50% do tempo de contribuição que falta para o servidor se aposentar.
O PLC aprovado prevê alíquotas progressivas, com índices divididos em sete faixas salariais, que variam de 11% a 16%.
A PEC teve 52 votos a favor e 21, contra. Nenhum deputado votou em branco. Já o PLC teve 52 votos a favor e 20 contra.
Para o governo foi uma grande vitória. Minas é hoje o estado com o maior déficit previdenciário do país. Isso tudo porque a última reforma previdenciária foi em 2003. Hoje, o déficit previdenciário está perto de R$ 19 bilhões.
Com a aprovação da Reforma da Previdência, o Governo de Minas dá um passo fundamental para um sistema previdenciário com menos privilégios, mais justo e sustentável. Zema ainda precisa sancionar as novas alíquotas, ao contrário da nova idade mínima e do tempo de contribuição, já alteradas por terem sido enviados como Proposta de Emenda à Constituição (PEC).