Censura e imposto, imposto e censura. As palavras preferidas do governo Lula agora terão uma nova companheira: propaganda. Propaganda eleitoral antecipada. Propaganda mentirosa, como toda a narrativa que a esquerda constrói sobre si e sobre seus adversários. O governo está desesperado com a possibilidade de derrota nas próximas eleições e já acionou as máquinas para tentar se manter no poder.
O desfile da Acadêmicos do Niterói no Rio de Janeiro em homenagem a Lula, regado a dinheiro público, é o exemplo mais óbvio de propaganda eleitoral antes da hora. Pior: com os indícios da participação direta de Lula e Janja, incluindo na busca de patrocínios e no convite de atores para o desfile, estamos diante de abuso de poder econômico e político. Mas eles não se importam, afinal, a lei é só um instrumento para perseguir os adversários, nunca para limitar seus poderes.
Não é só de samba que vive a máquina de propaganda do governo. Na semana que passou, milhões de brasileiros receberam por whatsapp e outros aplicativos uma enxurrada de mensagens a respeito da nova faixa de isenção do imposto de renda. A abordagem individual, que vai muito além do dever informativo e tem por objetivo vincular um ganho financeiro a um “presente” do governo, é uma escandalosa maneira de desequilibrar a disputa política e atribuir ao Executivo, ou seja, a Lula, uma mudança promovida pelo Legislativo.
O desfile em si foi um desavergonhado culto à personalidade para servir de palanque ao maior episódio de propaganda eleitoral antecipada da história brasileira, repleto de mentiras, de trezes e estrelas vermelhas.
O evento provou uma vez mais a arrogância e o desprezo que Lula e seus puxa-sacos têm em relação àqueles que não dizem “amém” ao “painho”, como no triste episódio da ala dedicada a ridicularizar os conservadores e evangélicos. Também sobrou menosprezo ao agronegócio e outros grupos. Tudo visto e aprovado por Lula, que aplaudiu efusivamente o desfile. Um desavergonhado culto à personalidade para servir de palanque ao maior episódio de propaganda eleitoral antecipada da história brasileira.
O NOVO cumpriu seu papel e foi ao TSE denunciar a propaganda eleitoral antecipada. Também entraremos com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) pedindo que Lula fique inelegível por abuso de poder. Sabemos que, no jogo entre os três poderes, Lula conta desde o dia 1 com a fiel parceria do Judiciário. Ainda assim, exigimos que o TSE mostre se a lei se aplica mesmo para todos.
Lula pode até querer sambar na cara do povo. Se depender do NOVO, sua reeleição vai virar cinzas.