O acesso rápido ao diagnóstico representa a diferença entre a vida e a morte no combate ao câncer de mama. Em Santa Maria, uma emenda do vereador Luiz Meneghetti (NOVO) ajudou a enfrentar um problema grave que afetava milhares de mulheres há anos: a falta de recursos para exames de câncer de mama.
Dados recentes do Instituto Nacional do Câncer (Inca) estimam 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil entre 2026 e 2028. Apenas no Rio Grande do Sul, a previsão é de 3.790 diagnósticos em 2026.
O câncer de mama continua sendo a principal causa de morte por tumores entre mulheres no país, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do acesso rápido ao tratamento.
Em Santa Maria, cerca de 4 mil mulheres aguardavam desde 2022 por um ultrassom de mama pelo SUS. O exame é fundamental para complementar a mamografia e acelerar o encaminhamento para investigação, cirurgia ou tratamento quando necessário.
A situação começou a mudar após Meneghetti destinar uma emenda impositiva de R$ 338 mil à Secretaria Municipal de Saúde. O recurso permitiu a contratação de clínicas privadas para ampliar os atendimentos e reduzir drasticamente a fila de espera.
Meneghetti destacou que decidiu priorizar a pauta após acompanhar de perto o impacto do câncer de mama:
“As pessoas fazem a consulta na unidade básica e saem com as requisições de exames. Porém, sem o exame, não conseguem avançar na consulta com o especialista e posteriormente, com o tratamento. Então, buscamos dentro dos recursos que tínhamos para fazer essa orientação no Orçamento, dar vazão a essa demanda que existia na cidade e conseguir que essas mulheres tivessem acesso ao ultrassom. Já acompanhei o processo dessa doença e sei da importância do diagnóstico precoce”.
A emenda destinada por Luiz Meneghetti já começou a produzir resultados concretos. Segundo a Secretaria de Saúde, somente em fevereiro foram realizados 378 agendamentos para ultrassom de mama.
Desses, 284 exames efetivamente aconteceram e 20 mulheres receberam indicação para biópsia, permitindo o início rápido da investigação médica.
Na prática, isso significa que centenas de pacientes que aguardavam há anos finalmente passaram a ter acesso ao diagnóstico necessário para seguir o tratamento.
A enfermeira Bruna Dedavid da Rocha, responsável pela política de Saúde da Mulher no município, explicou que a fila de aproximadamente 4 mil mulheres preocupava a secretaria justamente porque o ultrassom é essencial em casos de mamografia alterada, mamas densas, histórico familiar ou suspeita clínica.
Segundo ela, antes da emenda, o Estado fornecia apenas cerca de 20 exames mensais para a cidade, o que faria a espera durar muitos anos.
Com os recursos enviados pelo vereador do NOVO, a prefeitura conseguiu contratar seis clínicas privadas para ampliar rapidamente a capacidade de atendimento. As empresas passaram a disponibilizar entre 10 e 30 vagas por semana, permitindo acelerar significativamente os exames.
A própria Secretaria de Saúde reconhece que a fila já caiu aproximadamente 67,5% em relação ao volume inicial de pacientes aguardando atendimento.
A iniciativa liderada por Luiz Meneghetti mostra como a boa política produz resultado concreto na vida das pessoas.
Enquanto muitos usam emendas para comprar compra de voto, apoio e outros tipos de corrupção, ações objetivas como essa ajudam mulheres reais a terem acesso mais rápido ao diagnóstico e aumentarem suas chances de sobrevivência.
O trabalho realizado em Santa Maria reforça um princípio que o NOVO defende há anos: o recurso público deve servir ao cidadão e gerar resultado prático. Neste caso, o impacto vai muito além de números ou estatísticas. São mães, filhas, esposas e trabalhadoras que agora têm mais esperança, mais dignidade e mais chances de vencer uma das doenças que mais matam mulheres no Brasil.