O Partido Novo e parlamentares da oposição apresentaram uma notícia-crime contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e mais um pedido de impeachment contra o mesmo: a ofensiva ocorre após a Polícia Federal identificar novas mensagens entre Moraes e Vorcaro, em que o banqueiro pede proteção e intervenção do ministro junto à PF e à PGR.
As ações foram protocoladas no fim de tarde desta terça-feita (01). O NOVO é o partido com mais ações concretas contra os abusos do STF no Caso Master.
É também a única legenda que exige de seus candidatos a senador o compromisso formal de apoiar o impeachment de ministros que cometam abusos. Enquanto outros preferem o silêncio ou o conchavo, o NOVO age.
O presidente do NOVO, Eduardo Ribeiro foi direto:
“Alexandre de Moraes não pode ser juiz e, ao mesmo tempo, aparecer nas mensagens de um banqueiro investigado pedindo ajuda para enfrentar a Polícia Federal e a Justiça. Isso não é normal e não pode ser tratado como normal”.
“O Novo quer que os fatos sejam investigados até o fim, com independência e transparência. Quem não deve, não teme investigação. O Estado de Direito vale para todos. Quem ocupa uma cadeira no Supremo não pode ser intocável”, cravou.
A notícia-crime, assinada pelo presidente do NOVO, Eduardo Ribeiro, pelos deputados Marcel van Hattem (NOVO-RS) e Cabo Gilberto (PL-PB) e pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), entre outras lideranças, pede a investigação de possíveis crimes de tráfico de influência e obstrução de investigação.
As mensagens foram trocadas pelo menos desde outubro de 2025. Nelas, Daniel Vorcaro solicita que Moraes atue junto ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Em novembro, o banqueiro teria pedido novamente a intervenção do ministro para adiar o cumprimento de medidas cautelares da Operação Compliance Zero.
Uma das mensagens registra Vorcaro afirmando que não faria “nenhum movimento” que Moraes não considerasse produtivo. Dessa forma, o ministro passou a orientar os passos do então controlador do Banco Master diante das investigações.
A peça também relaciona os diálogos ao contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. O acordo, de janeiro de 2024, previa honorários líquidos de R$ 3 milhões mensais por 36 meses.
Segundo da PF, Moraes teria utilizado seu próprio login e senha para alterar termos do contrato, inclusive a cláusula de honorários. Cerca de R$ 80 milhões chegaram a ser pagos. O contrato estava vigente exatamente no período das conversas.
Os signatários das ações pedem ao ministro André Mendonça, relator da PET 15.556/DF, o processamento da notícia-crime e a instauração do procedimento investigatório competente.
Esse é o 54º pedido de impeachment contra Moraes. Em março, o NOVO já havia protocolado outro, com Romeu Zema como um dos porta-vozes. Marcel van Hattem também protocolou notícia-crime anterior na PGR contra o ministro e sua esposa.
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O NOVO não aceita intocáveis. No Caso Master, a legenda transformou indignação em ação concreta e permanente. Entre as principais iniciativas estão:
— Protocolo e coleta de assinaturas para a CPI do Banco Master, já com apoio de mais da metade do Senado;
— Múltiplos pedidos de impeachment de Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli;
— Pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal do escritório da esposa de Moraes;
— Requerimento exigindo transparência sobre a reunião secreta entre Lula, Moraes, PF e Receita;
— PEC do Código de Conduta do STF, proibindo viagens com investigados, julgamentos de casos de parentes e declarações públicas sobre processos em andamento;
— Exigência formal de que todos os candidatos a senador pelo partido apoiem o impeachment de ministros que cometam abusos.
O brasileiro honesto não tolera ministros que orientam investigados, contratos milionários com familiares e pedidos de proteção a autoridades de persecução. O Estado de Direito ou vale para todos, ou não vale para ninguém. O NOVO seguirá na linha de frente. Porque o Brasil Honesto exige investigação completa, independência e punição a quem abusa do poder.
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