Você indicaria um esquerdista altamente ideológico para comandar o órgão estatístico mais importante do Brasil? Foi isso o que o governo fez. Resultado: os dados oficiais cada vez mais parecem peças de propaganda. Diante desse cenário assustador, a deputada federal Adriana Ventura (NOVO-SP) acionou a Controladoria-Geral da União (CGU) para investigar a crise do IBGE sob a presidência de Márcio Pochmann.
Nesta quarta-feira (04), a congressista do NOVO enviou um requerimento cobrando explicações sobre denúncias de perseguição a servidores, interferência política em estudos técnicos e uso de publicações oficiais para difundir narrativas alinhadas ao governo federal.
Para o NOVO, o instituto responsável por medir a realidade brasileira não pode virar instrumento para “maquiar” números a serviço de Lula, especialmente em ano eleitoral. Adriana destaca a importância de investigar as suspeitas de interferência no Instituto:
“O IBGE é peça central para o planejamento de políticas públicas, para a avaliação de programas governamentais e para decisões de investimento público e privado”.
“Por isso, a robustez da sua governança, a proteção da autonomia técnica e a transparência na nomeação e exoneração de dirigentes são condições fundamentais para a credibilidade do país como um todo”, conclui.
Márcio Pochmann não chegou ao comando do IBGE por acaso — chegou por afinidade política.
Economista ligado à UNICAMP, tradicionalmente conhecida por suas teses intervencionistas e retrógradas de esquerda, Pochmann construiu sua trajetória defendendo mais Estado, mais gasto público e menos liberdade econômica.
Cada dia que se passa a frase de Roberto Campos, “Ou o Brasil acaba com os economistas da Unicamp, ou os economistas da Unicamp acabam com o Brasil”, parece mais lúcida.
O atual dirigente do IBGE presidiu o IPEA nos governos Lula e Dilma, período marcado por denúncias de aparelhamento, afastamento de pesquisadores críticos e engavetamento de estudos técnicos. Ou seja: o roteiro não é novo. Apenas mudou de cenário.
Detalhe: recentemente, Pochmann também comandou o Instituto Lula, o que ajuda a entender por que foi “o nome ideal” para assumir um órgão que deveria ser independente.
Nada mais conveniente do que colocar um aliado fiel para cuidar dos números que avaliam o próprio governo: jogada de mestre para destruir a credibilidade dos dados econômicos do país.
Nas redes sociais, o professor da UNICAMP já:
— Criticou o PIX (que revolucionou as finanças do cidadão brasileiro);
— Defendeu aumento pesado de impostos;
— Relativizou os perigos da inflação;
— Chegou a sugerir investimentos estatais em áreas sem prioridade, como exploração espacial;
Tudo isso enquanto o brasileiro comum mal consegue fechar as contas no fim do mês. Esse é o nível dos “grandes” acadêmicos da esquerda.
Márcio Pochmann foi pessoalmente indicado por Lula, mesmo diante da resistência dentro do próprio governo. Integrantes da equipe econômica e do Ministério do Planejamento alertaram para o risco de desgaste institucional.
A ministra Simone Tebet, por exemplo, chegou a afirmar que a troca no comando do IBGE para dar mais um carguinho para Pochmann seria desrespeitosa e inadequada. Mas, como de costume, o alerta técnico perdeu para conveniência política.
Nos bastidores, relatos apontam que servidores experientes deixaram cargos estratégicos após a posse do novo presidente, temendo interferências e pressões.
Setores responsáveis por divulgar dados como PIB e inflação passaram por mudanças sucessivas, levantando ainda mais suspeitas.
Para muitos especialistas, o recado foi claro: na gestão Pochmann quem não se alinha ao esquerdismo econômico heterodoxo, sai.
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No documento enviado à CGU, a deputada Adriana Ventura pede informações detalhadas sobre auditorias, apurações e relatórios envolvendo a crise na gestão do IBGE.
A deputada questiona, por exemplo, o uso de materiais institucionais com viés ideológico, como o anuário “Brasil em Números 2024”, além de denúncias de retaliação contra técnicos que se posicionaram de forma independente.
Entre os principais questionamentos estão:
— Foram conduzidas auditorias internas sobre interferência política?
— Houve apuração das denúncias de perseguição a servidores?
— Qual é o impacto das exonerações em cargos estratégicos?
— Qual é a avaliação da CGU sobre riscos à credibilidade das estatísticas do IBGE?
— Quais medidas foram tomadas para preservar a autonomia técnica do órgão?
O requerimento exige respostas documentadas, transparentes e em formato auditável — justamente o oposto da “caixa-preta” que parece se formar no instituto.
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Para o NOVO, o que está em jogo vai além de um nome ou de uma gestão: trata-se da tentativa recorrente do PT de transformar instituições técnicas em extensões do marketing governamental.
Controlar narrativas é importante. Mas, quando o governo tenta controlar os números que orientam as políticas do país, a democracia entra em risco real.
Sem dados confiáveis, investidores recuam, políticas públicas fracassam e o cidadão paga a conta. Estatística manipulada não combate pobreza, não gera emprego e não reduz inflação — apenas disfarça incompetência.
A atuação de Adriana Ventura reafirma o compromisso do NOVO com a fiscalização séria, a defesa da transparência e o respeito às instituições.
Enquanto o governo Lula insiste em aparelhar órgãos estratégicos, o NOVO segue fazendo o que o sistema prefere evitar: jogar luz onde há sombra. Porque, no fim das contas, democracia não se sustenta com propaganda: se sustenta com informações reais, que indicam medidas governamentais que melhorem a vida do brasileiro honesto no mudo real.