O impeachment de João Campos não é uma “opção”, é uma necessidade urgente na missão de tirar o Recife do buraco em que a capital pernambucana está hoje. Salvar a cidade passa por expulsar os coronéis do PSB, há mais de 10 anos no poder, da prefeitura. Nessa linha, sobram motivos para o impeachment de João Campos.
Temos que admitir: a gestão Campos, tão promissora nos discursos, é extremamente eficiente na hora de transformar o dinheiro do recifense em gasto na mão seus aliados políticos.
Os escândalos do prefeito tiktoker, que usou 3 vezes mais em propaganda e shows (609 milhões) do que em combate a enchentes, começaram desde antes de sua eleição em 2020 e são pelo menos nove nos últimos dois anos.
Motivado por esses casos e fundamentado na última manobra imoral do prefeito, tentando nomear um apadrinhado para o cargo de procurador municipal via vaga PCD ser o candidato sem PCD, o vereador Eduardo Moura (NOVO), com apoio de Felipe Alecrim (NOVO), protocolou em janeiro o pedido de impeachment de João Campos.
Convenhamos, o Recife já aguentou demais essa novela de corrupção disfarçada de gestão moderna. Curiosamente, este é o primeiro pedido de impeachment de um prefeito do Recife: é o começo de uma queda para ficar nos livros de história.
Aqui vão os 10 principais motivos para apoiar o impeachment de João Campos!
– 1º: convocação de servidores para campanha eleitoral
– 2º: Máfia das Creches com favorecimento com R$ 26 milhões
– 3º: superfaturamento no Hospital da Criança
– 4º: obstrução à fiscalização de obras públicas
– 5º: maquiação de obras inacabadas
– 6º: contratos com empresas proibidas de licitação
– 7º: superfaturamento em kits escolares
– 8º: superfaturamento de equipamentos da orla
– 9º: Operação Barriga de Aluguel com suspeita de R$ 0,5 BI em corrupção
– 10º: nomeação irregular para vaga PCD
Durante a campanha municipal de 2020, servidores comissionados da Prefeitura do Recife foram coagidos por chefes a participar de ações eleitorais para João Campos (PSB), apoiado pelo então prefeito Geraldo Julio (PSB).
Servidores convocados por WhatsApp para bandeiraços, panfletagem em semáforo e uso obrigatório da camiseta amarela da coligação. Tudo “voluntário”, claro… exceto pela coação velada e pelo capitão de grupo que cobrava presença com foto de comprovação.
Uma funcionária que chefiava os “voluntários” chegou a dizer, em depoimento repassado para a Folha de SP: “Pessoal, amanhã preciso do grupo inteiro. Vamos sair do posto às 17h de ônibus, pontualmente”.
Essa prática viola a lei eleitoral e configura abuso de poder, explorando cargos públicos para fins partidários.
Em 2024, João Campos aprovou o cadastro irregular de 28 creches na Prefeitura do Recife, destinando R$ 26 milhões a aliados políticos e gestores das unidades escolares. Estes, por sua vez, eram ligados a candidatos a vereador da base do governo Campos.
Um dos casos mais polêmicos (dentro da polêmica) foi a da gestora de creches parceiras da prefeitura, Jaciara de Melo, que foi condenada por estelionato e chegou a estar foragida.
Tudo em pleno ano de eleições municipais, em que Campos buscava a reeleição. As unidades, sem condições adequadas e criadas no mesmo ano, violavam o edital, que exigia pelo menos um ano de funcionamento.
Curiosamente, na mesma época a namorada do prefeito do Recife, Tabata Amaral, criticava “máfia das creches” em São Paulo. Faltou alinhar o discurso com o namorido?
Em 2024, um relatório técnico do TCE-PE identificou superfaturamento de R$ 7 milhões na obra do Hospital da Criança do Recife, promessa chave de João Campos.
Os superfaturamentos incluíam: transporte de resíduos inflado, demolições cobradas errado, estacas cotadas de forma duvidosa, gerador superdimensionado e R$ 5,8 milhões apenas em prejuízos por atrasos no cronograma.
Isso tudo com o relator do TCE-PE sendo primo de João Campos. Porque, né, quem melhor para julgar do que um parente? Zero conflito de interesse.
João Campos permitiu obstrução sistemática à fiscalização de obras pela oposição. Em janeiro de 2025, o vereador Thiago Medina (PL) foi barrado na Creche AeroClube, e Gilson Filho (PL) na Ponte Giratória e no Parque Eduardo Campos.
Em setembro, Moura foi impedido de fiscalizar uma obra habitacional em Boa Viagem, confrontando o secretário de Habitação, Felipe Cury, que se recusou a dar explicações.
Moura invocou a Lei Orgânica, que garante o acesso dos vereadores a obras municipais. A Agência Estadual de Meio Ambiente inclusive multou a gestão por irregularidades.
Fiscalizar? Só se for com permissão prévia da prefeitura. Porque transparência é ótimo, desde que não incomode o prefeito.
Em janeiro de 2026, o vereador Eduardo Moura (NOVO) fez uma fiscalização de barco embaixo da Ponte Giratória, mostrando que a construção estava caindo aos pedaços na parte inferior: um claro caso de obra maquiada e um risco à população e uma vergonha para um prefeito que se diz engenheiro civil.
Em tese, a prefeitura concluiu a obra um mês antes, em dezembro, após 45 meses de trabalho e um gasto de pelo menos R$ 23,4 milhões. Isso é três vezes mais tempo e quase três vezes mais caro do que foi previsto inicialmente.
Mais maquiagem: em novembro, Moura registrou crimes ambientais no Parque Eduardo Campos (outra obra atrasada), como o aterramento do mangue. Soma-se a isso o fato de que TCE-PE apontou irregularidades no espaço e indícios de superfaturamento.
Quem diria que o prefeito tiktoker e (suposto) engenheiro civil viveria de maquiar obras inacabadas e atrasadas?
A partir de maio de 2025, foi divulgado que o MPF e o TCE-PE investigam João Campos por irregularidades em contratos com empresas de engenharia para escolas e saúde.
Envolvidas: SINARCO, Max Construções e ALCA Engenharia.
Problemas: ausência de licitação própria, subcontratações, pagamentos duplicados e reajustes indevidos.
A SINARCO estava proibida de participar de licitações por um ano em MG por atrasos e falhas trabalhistas, firmou via atas de preços: R$ 20,4 mi (Secretaria de Educação, 2021); R$ 19,8 mi (Educação, 2022); R$ 29,7 mi (Saúde, 2023, elevado a R$ 43 mi em 2024).
A empresa de Minas faturou R$ 119 milhões sem ter sede ou funcionários no Recife. Porque contratar uma empresa local é tão… ultrapassado.
Em março de 2025, um relatório preliminar do TCE-PE apontou um superfaturamento de mais de R$ 600 mil na aquisição de material didático para professores do Recife.
A gestão de João Campos comprou 3.317 kits da MINDLAB por R$ 310,94 cada, quando o valor justo seria R$ 116/unidade. Isso é três vezes o preço e cinco vezes o custo por kit de aluno (R$ 58).
A criatividade orçamentária do PSB é diferenciada. Nós chamamos de violação de princípios constitucionais da economicidade e legalidade em compras públicas.
Clique aqui e confira: “NOVO no Recife Vota Contra Aumento de Cargos pela Gestão João Campos”!
A licitação da Prefeitura do Recife para mobiliário na Orla de Boa Viagem de 2025 foi claramente superfaturada.
Licitação para jardineiras, bicicletários e abrigos de ônibus na Orla de Boa Viagem: valores de referência subiram até 269% em poucos meses, consultando as mesmas empresas.
De R$ 6,4 milhões para R$ 12,4 milhões. A METALCO, empresa em fase de habilitação, tem os preços idênticos aos exigidos pela prefeitura. Coincidência? Deve ser. Dano ao bolso do recifense? Isso é certeza.
Em agosto de 2025, o MP-PE cumpriu 22 mandados de busca em operação contra esquema de desvios em contratos de manutenção predial da Prefeitura do Recife, somando R$ 500 milhões.
O modelo “barriga de aluguel” permitiu adesões sem licitação, subcontratações e pagamentos duplicados. Empresas como SINARCO (de novo? Sim) foram alvos em PE, MG e MA.
Investigação do GAECO revelou alta de “caronas” em atas de preços, violando orientação do TCU. O caso também inclui pagamentos a diferentes fornecedores pelo mesmo serviço.
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João Campos favoreceu Lucas Vieira da Silva (63º na ampla concorrência) para vaga PCD de procurador, ignorando negativas de três procuradoras concursadas.
O Procurador-geral (comissionado indicado por Campos) reverteu o caso em dezembro, com a nomeação de Lucas de fininho no dia 23.
A pressão popular forçou a reversão da indicação, mas o crime de responsabilidade, por violação da Lei Orgânica do município, do Código Penal e do Decreto 201 de 1997, foi consumado. Qual é a punição justa? Impeachment.
Lucas, inclusive, é filho de uma procuradora do TCE-PE e do juiz Rildo Vieira – que arquivou a Operação Barriga de Aluguel (R$ 0,5 BI) 3 horas após receber a documentação. Mais uma coincidência?
Eduardo Moura protocolou o pedido de impeachment do prefeito já nos primeiros dias de janeiro e destacou:
“Nós podemos estar falando aqui de um grande esquema para beneficiar a gestão João Campos. Um esquema banhado por favorecimento pessoal. Eu coloco o teu filho e você anula a investigação contra mim. Isso é pra ser investigado pela polícia”.
O NOVO segue na trincheira contra a corrupção: esses 9 motivos para o impeachment de João Campos mostram por que a cassação é urgente. Enquanto o PSB protege os esquemas, nós defendemos o povo. Participe da mudança do Recife.
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