O senador Eduardo Girão (NOVO-CE) entrou com uma ação no Conselho de Ética do Senado pedindo o afastamento imediato do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (UB-AP), por bloquear pedidos de impeachment contra ministros do STF e impedir a instalação de qualquer CPI ou CPMI do Master.
A representação foi protocolada nesta terça-feira (09) pelo senador do NOVO. A ação foi anunciada ontem durante coletiva de imprensa em Brasília com diversas lideranças do Partido.
No mesmo evento, o pré-candidato à presidência do NOVO e governador de Minas Gerais, Romeu Zema, anunciou o novo pedido de impeachment de Alexandre de Moraes, que foca nos abusos do ministro para blindar o Banco Master.
O documento de Girão pede o afastamento imediato de Alcolumbre por impedir que o Senado exerça sua função constitucional mais importante: fiscalizar os poderes e, especialmente, o STF.
Girão destacou que a atual presidência da Casa transformou o Senado em um verdadeiro cemitério de pedidos de impeachment contra ministros do STF:
“Estamos entrando pela primeira vez nesta legislatura com uma representação no Conselho de Ética do Senado para afastamento imediato do presidente Davi Alcolumbre. Infelizmente todo esse caos que estamos vivendo, essa insegurança jurídica, é decorrente da omissão da presidência do Senado”.
— Girão busca afastar Alcolumbre: Senado virou cemitério de pedidos de impeachment
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Hoje existem pelo menos 46 requerimentos protocolados no sistema da Casa aguardando análise. A maioria deles está travado há anos.
O ministro Alexandre de Moraes concentra a maior parte deles: são 29 pedidos de impeachment apresentados por parlamentares e cidadãos. Em segundo lugar aparece o ministro Gilmar Mendes, com nove pedidos.
Na sequência está o ministro Dias Toffoli, com sete requerimentos, sendo seis deles apenas no último semestre. Todos esses ministros do STF cometeram abusos e devem ter sua conduta investigada devidamente pelo Senado.
Para Girão, a situação que Alcolumbre causou é inaceitável e transforma o Senado em cúmplice da crise institucional que o país enfrenta:
“O presidente Davi Alcolumbre é o campeão de engavetamentos de pedidos de impeachment. Há dezenas de pedidos com documentação robusta e nada foi feito”.
Confira: “Caso Alexandre de Moraes e Master: as Ações do NOVO Contra os Abusos”!
No Senado, Girão também apresentou um pedido de CPI para investigar o Caso Master. Mesmo tendo as assinaturas necessárias desde o fim de 2025, o requerimento está parado. Hoje, a CPI de Girão tem mais da metade das assinaturas de todos os senadores e é a proposta de investigação com mais apoio na Casa.
O NOVO também é o Partido com mais ações contra os abusos do STF no Caso Master e, desde 2024, é a sigla com mais ações contra os desmandos de Moraes em geral.
A CPMI da oposição, proposta na pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também já possui o apoio parlamentar necessário, mas não foi instalada. Naturalmente, há suspeita de que Alcolumbre e aliados estejam envolvidos no Caso Master.
Na prática, a decisão de não instalar as comissões impede que o Congresso investigue o maior escândalo bancário da história brasileira, estimado em pelo menos cerca de R$ 40 bilhões.
Confira: “CPI do Master: Eduardo Girão Consegue a Maioria das Assinaturas no Senado”!
O Senado tem uma função constitucional clara: fiscalizar o STF e julgar ministros do Supremo em casos de crime de responsabilidade (crimes esses que diversos ministros cometeram nos últimos anos).
Quando Davi Alcolumbre simplesmente ignora pedidos de impeachment e bloqueia investigações parlamentares, o sistema de freios e contrapesos da democracia deixa de funcionar.
A representação do NOVO busca justamente romper esse bloqueio que protege autoridades poderosas e impede que a justiça seja como deve ser: igual para todos.
Enquanto grande parte da classe política prefere se omitir ou passar pano para os abusos do STF, o NOVO mantém a postura que tem marcado sua atuação: enfrentar privilégios, cobrar responsabilidade e exigir que todos os criminosos, poderosos ou não, sofram as consequências por seus delitos. Em uma democracia de verdade não existem autoridades intocáveis. E quem abusa do poder precisa pagar por isso.
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