Eduardo Moura Anuncia Pedido de Impeachment Contra João Campos por Nomeação Irregular de Procurador no Recife

O vereador Eduardo Moura com o pedido de impeachment do prefeito do Recife, João Campos, em mãos.
O vereador Eduardo Moura (NOVO), na Câmara Municipal do Recife, é uma das vozes mais firmes contra o descaso administrativo e o favorecimento na gestão pública (créditos: reprodução).
05 de janeiro de 2026

O ano de 2026 começou com uma medida contundente no Recife: o vereador Eduardo Moura (NOVO) anunciou o pedido de impeachment do prefeito João Campos (PSB), que favoreceu um candidato sem deficiência para o cargo de procurador do município, classificando-o como PCD.

Após enorme repercussão negativa – inclusive em âmbito nacional – e forte pressão da sociedade, João Campos recuou e cancelou a nomeação de Lucas Vieira da Silva.

A nomeação havia sido publicada no Diário Oficial em 23 de dezembro de 2025, mesmo após pareceres técnicos contrários da própria Procuradoria do Município.

Lucas Vieira, que ficou em 63º lugar na classificação geral, foi beneficiado por requalificação como PCD rejeitada inicialmente por três procuradoras concursadas.

Apenas o procurador-geral Pedro Pontes – cargo comissionado indicado diretamente pelo prefeito – reverteu as decisões e autorizou a nomeação.

“Quando ele descumpre o edital, praticou um ato contra a expressa disposição da lei”, cravou Moura.

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João Campos cometeu crime de responsabilidade

O parlamentar do NOVO aponta que João Campos cometeu crime de responsabilidade e infração político-administrativa, violando artigos da Lei Orgânica Municipal.

A vaga estava aberta desde outubro de 2025, mas a nomeação só ocorreu no apagar das luzes de dezembro, logo após a reversão polêmica. Curiosamente, Lucas Vieira da Silva é filho da procuradora do TCE-PE, Maria Nilda Silva, e do juiz Rildo Vieira.

O magistrado, em novembro de 2025, arquivou em poucas horas a Operação Barriga de Aluguel, investigação que apurava suspeitas de corrupção de R$ 500 milhões na gestão João Campos, após o processo ser redistribuído para sua vara.

“Nós podemos estar falando aqui de um grande esquema para beneficiar a gestão João Campos. Um esquema banhado por favorecimento pessoal. Eu coloco o teu filho e você anula a investigação contra mim. Isso é pra ser investigado pela polícia”, diz Moura.

O vereador ainda alerta para possível enquadramento no crime de prevaricação, previsto no artigo 319 do Código Penal, por ato praticado contra disposição expressa de lei para satisfazer interesse pessoal.

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Impeachment do prefeito do Recife, João Campos, avança com apoio da oposição e pressão popular

Elaborado pelo núcleo jurídico do gabinete de Eduardo Moura, em parceria com a assessoria do vereador Felipe Alecrim e do Partido Novo, o pedido já conta com a adesão de onze vereadores do bloco de oposição.

Faltam apenas duas assinaturas para que o processo seja formalmente admitido na Câmara Municipal do Recife.

Moura destaca que a mobilização da sociedade foi decisiva para forçar o recuo da nomeação irregular e cobra continuidade da pressão:

“As pessoas precisam cobrar os demais vereadores para que assinem esse pedido de impeachment. Não podemos ter um criminoso como prefeito da cidade do Recife”.

O NOVO segue na linha de frente contra o clientelismo, o favorecimento e a impunidade na gestão pública. Enquanto alguns preferem conluios e nomeações no apagar das luzes, nós defendemos a ética, o mérito e o respeito à lei. O Recife merece uma administração honesta e o NOVO está lutando para que a justiça prevaleça.

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