A velha política mostra suas prioridades. Enquanto a maioria dos brasileiros luta para pagar o básico, o Congresso aprovou um projeto que cria um suposto “plano de carreira” para servidores da Câmara e do Senado, permitindo supersalários de até R$ 77 mil. O NOVO foi o único partido em que toda a bancada votou contra esse absurdo.
O parlamento deu o sinal verde para a matéria nesta terça-feira (03). Agora ela segue para a sanção de Lula, que para agradar seus aliados na elite do funcionalismo, obviamente vai aprovar o projeto também.
O texto teve uma tramitação acelerada, que impediu qualquer debate decente.
Toda a bancada do NOVO, os deputados Gilson Marques (NOVO-SC), Adriana Ventura (NOVO-SP), Luiz Lima (NOVO-RJ), Marcel van Hattem (NOVO-RS), Ricardo Salles (NOVO-SP), e o senador Eduardo Girão (NOVO-CE), votaram contra o projeto.
Desde que o NOVO foi eleito para o Congresso, sempre nos posicionamos contra os supersalários, propondo várias medidas para isso, que mostraremos a seguir.
Adriana lavou a alma do brasileiro honesto ao comentar a proposta na Tribuna:
“Isso é vergonhoso! Eu não posso votar a favor de um projeto desses, sendo que o Brasil é o país com a maior distorção entre os salários da elite do funcionalismo e a renda do brasileiro médio”.
“E pra piorar, cadê a análise de impacto? Precisamos saber disso antes de votar. Se não, a Câmara vira simplesmente um carimbador de aumentos pro funcionalismo. Parece que só sabemos aumentar cargos e salários aqui”, cravou.
— O NOVO lidera combate aos supersalários: muito antes dos R$ 77 mil
— Descolamento da realidade: supersalários de até R$ 77 mil
— Votação relâmpago e falta de transparência
— Brasil é 1º lugar no ranking de salários para a elite do funcionalismo
— O NOVO segue lutando por mais respeito ao bolso do brasileiro
A atuação do Partido Novo contra privilégios no serviço público não é recente. Essa pauta é parte essencial do nosso legado.
No fim de 2024, Adriana Ventura apresentou o PL 5037/2024, que busca proibir os supersalários, limitar remunerações ao teto constitucional de R$ 46 mil, instituir avaliação de desempenho, processo seletivo para comissionados e demissão por baixo rendimento.
Além disso, em junho do ano passado, a bancada do NOVO protocolou uma emenda à MP 1303/2025 com o objetivo de impedir pagamentos acima do teto.
Durante todo o mandato de 2018 a 2022, a bancada do NOVO foi protagonista na luta pela reforma administrativa, que mesmo com erros incluídos pelo Centrão e a esquerda, seria um avanço enorme para o país.
A Câmara finalmente aprovou a PEC da reforma em 2021, mas a proposta acabou travada no Senado e não teve qualquer chance de avançar no governo Lula.
Confira: “O NOVO na Luta pelo Brasil em 2025: 10 Votos Fundamentais”!
O projeto amplia para os servidores da Câmara a chamada Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico (GDAE).
Na prática, a nova gratificação funciona como se o servidor tivesse um “mês de 40 dias”, gerando um adicional artificial na remuneração. Com isso, os vencimentos mais altos da Casa podem chegar a R$ 77 mil mensais.
Os maiores beneficiados são os ocupantes dos chamados Cargos de Natureza Especial (CNES), funções estratégicas que podem ser preenchidas tanto por servidores concursados quanto por indicados políticos.
Além disso, a gratificação foi enquadrada como verba indenizatória, o que significa isenção de Imposto de Renda, ampliando ainda mais o privilégio.
A forma como o projeto foi aprovado gerou ainda mais revolta. O texto foi votado simbolicamente antes das 15h na Câmara, menos de duas horas após sua divulgação.
Nesse modelo de votação, não há registro individual dos votos, impedindo que o cidadão saiba como cada parlamentar se posicionou.
Adriana também apontou como o mecanismo da GDAE cria distorções graves:
“A gente está fazendo um aumento de penduricalhos. Este plenário está chancelando o ‘trabalha 3 (dias), descansa 1’. Isso daqui está sendo chancelado também como verba indenizatória. Ou seja, não incide IR”.
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O avanço dos supersalários coloca o Brasil em posição ainda pior da que já tinha no cenário internacional.
Mesmo antes desse projeto, o país superava com folga nações como Argentina, Estados Unidos, México, Reino Unido, Chile, França, Itália, Colômbia e Portugal. É o que aponta uma pesquisa do Movimento Pessoas à Frente divulgada no fim de 2025.
A diferença é ainda mais gritante quando comparada à Argentina: os gastos brasileiros com supersalários chegam a ser 21 vezes maiores do que os do país vizinho.
A aprovação do novo penduricalho reforça a distância entre Brasília e a realidade do cidadão comum. Em vez de enfrentar privilégios e promover uma reforma administrativa séria, o Congresso priorizou ampliar benefícios para a própria elite do funcionalismo.
O NOVO segue na contramão do sistema: trabalhamos para representar o cidadão comum, que além de estar muito longe de receber R$ 77 mil simplesmente nunca deveria ter que pagar essas remunerações absurdas. É por isso que o NOVO, desde sua criação, defende e trabalha pelo fim dos supersalários e por uma reforma administrativa justa. Seguimos lutando pelo brasileiro honesto.
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