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Entenda como o descaso do governo Bolsonaro com a vacinação condenou milhares de brasileiros

▶️ No último ano, o Brasil foi vítima da condução desastrosa para a compra de vacinas contra a covid-19 por parte do governo federal e do Ministério da Saúde.

O presidente Bolsonaro não pode ser isentado de culpa pelas ações e omissões do Ministério. Como dizia o então ministro da Saúde à época:

“É simples assim: um manda e o outro obedece.” – Eduardo Pazuello

▶️ Propostas da Pfizer

Em carta da Pfizer às autoridades brasileiras, a empresa declarou que uma de suas intenções era tornar o Brasil uma vitrine da vacinação na América Latina. O laboratório se comprometeu a fazer o possível para reduzir o tempo de entrega e auxiliar na logística.

Apesar disso, teve 53 e-mails ignorados e 9 propostas recusadas. Entre negociação e contrato assinado, o governo federal levou 330 dias para contratar as vacinas da Pfizer.

▶️ Pfizer: a cronologia do descaso

Propostas ignoradas ou recusadas:

14/8/2020 | 30 milhões/70 milhões de doses

18/8/2020 | 30 milhões/70 milhões de doses

26/8/2020 | 30 milhões/70 milhões de doses

11/11/2020 | 70 milhões de doses

24/11/2020 | 70 milhões de doses

15/2/2021 | 100 milhões de doses.

▶️ Propostas do Butantan

Em julho de 2020, o Butantan apresentou ao governo federal uma proposta para produção de 60 milhões de doses até dezembro do mesmo ano e mais 100 milhões em 2021.

Em agosto, o instituto reforçou a proposta anterior, que não havia sido respondida.

Em outubro, foram oferecidas 45 milhões de doses até o final de 2020 e 40 milhões até maio de 2021. A última proposta foi recebida com interesse pelo Ministério da Saúde.

▶️ Intervenção direta de Bolsonaro

Apesar da sinalização do Ministério, o governo voltou atrás e cancelou o acordo por ordem expressa do presidente Bolsonaro.

Bolsonaro declarou:

“Já mandei cancelar, o presidente sou eu, não abro mão da minha autoridade.”

Três meses depois, em janeiro de 2021 e sob pressão da imprensa, o governo federal recuou na desistência e fechou o primeiro contrato com o Butantan.

▶️ Vacinas do Butantan: o atraso custou caro

Em fevereiro de 2021, o governo Bolsonaro contratou mais doses do Butantan a serem entregues ao longo do ano. Porém, por causa da demora em todo o processo, o instituto passou a enfrentar dificuldades para adquirir insumos básicos para a produção das vacinas, especialmente quando a demanda mundial por insumos se aqueceu.

Mais brasileiros poderiam ter sido vacinados não fosse o descaso do executivo federal.

▶️ Covax Facility

A Covax Facility é uma aliança global liderada por organizações internacionais para que os países em desenvolvimento comprem vacinas. A adesão do Brasil à aliança foi anunciada de última hora, em 24 de setembro de 2020, 6 dias após o fim do prazo dado pela OMS.

Apesar do atraso, foi oferecida ao País a alternativa de solicitar doses suficientes para vacinar 10% ou 50% da população. Infelizmente, o governo Bolsonaro contratou a menor cota, de 10%.

▶️ O governo não pretendia vacinar toda a população

Documentos oficiais do Ministério da Saúde, tornados públicos recentemente, mostram que a escolha pela menor cota da Covax Facility foi embasada com a argumentação de que só seria necessário vacinar os “grupos de risco”.

O governo Bolsonaro não apostava na imunização em massa. Apesar de ter sido possível negociar mais vacinas da Covax Facility, estaríamos no fim da fila.

▪️ Milhares de vidas brasileiras foram perdidas devido ao descaso do governo Bolsonaro.

As investigações devem continuar para que os culpados pelo desastre na gestão da pandemia sejam responsabilizados.

Por esses e outros tantos crimes de responsabilidade cometidos, o NOVO defende a abertura do processo de Impeachment de Bolsonaro.

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