O deputado estadual Leo Siqueira(NOVO-SP), conhecido por suas críticas contundentes à gestão fiscal do governo Lula, revelou ter sido abordado para participar de uma campanha suja com Influencers para questionar a validade da liquidação do Banco Master pelo BC.
A proposta fazia parte de um esquema milionário, batizado internamente pelos agentes, ao que tudo indica ligados ao ex-presidente do Banco, Daniel Vorcaro, de “projeto DV” – clara referência às iniciais de Vorcaro.
A estratégia, revelada pela jornalista Malu Gaspar em sua cobertura detalhada do caso no jornal O Globo, envolvia contratos que chegavam a R$ 2 milhões para influenciadores com mais de 1 milhão de seguidores, em troca de oito posts mensais ao longo de três meses.
Para perfis menores (menos de 500 mil seguidores), as ofertas giravam em torno de R$ 250 mil pelo mesmo período e volume de conteúdos.
Os acordos incluíam cláusulas rígidas de sigilo dos contratantes para preservar a ilusão de um movimento espontâneo nas redes sociais contra o Banco Central. Isso tudo com o objetivo de pressionar pela reversão da liquidação do Master.
– “Agentes” entram em contato com Leo Siqueira
– Confira a situação de Daniel Vorcaro
– O NOVO segue firme na luta pela punição exemplar dos corruptos
Documentos, prints de conversas e comprovantes de transferências bancárias mostram que a contratação era intermediada pela Agência MiThi, gerida por Thiago Miranda, ex-CEO e sócio minoritário (10%) do Grupo Leo Dias.
Interlocutores como o publicitário André Salvador (ligado à UNLTD Brasil, focada em perfis de direita) e Junior Favoreto (do Portal Group Br) faziam as sondagens iniciais.
O contato com o deputado do NOVO ocorreu em 21 de dezembro, via mensagem no Instagram. André Salvador escreveu: “Oi, Leo, tudo bem? Me chamo André e trabalho com o Thiago Miranda da Agência Mithi”.
Naturalmente, percebendo se tratar de um esquema suspeito, Leo não prosseguiu nas negociações após o contato inicial. Ele relatou:
“Quando me dei conta de que a única figura do mercado que poderia estar em busca de uma gestão de crise naquela data era o Daniel Vorcaro, eu imediatamente cortei contato”.
“Só tive a confirmação de que se tratava do Banco Master com a divulgação das propostas na imprensa, que eram idênticas e envolviam os mesmos interlocutores”, completou.
Vorcaro foi detido no fim de novembro na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, no Aeroporto Internacional de Guarulhos. As autoridades suspeitam que ele fugiria para Malta.
Apesar disso, a Justiça Federal de Brasília colocou ele nas ruas 11 dias depois com monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Nos dias em que Influencers foram procurados para defender o Banco Master em troca de milhões de reais, Vorcaro cumpria medidas cautelares do judiciário. Isso incluía a proibição de contato com os outros indivíduos sob investigação.
A campanha visava pressionar por questionamentos à decisão do Banco Central, especialmente após despacho do TCU que determinou inspeção da liquidação, o que poderia levar à reversão do ato do BC.
O Banco de Vorcaro enfrenta investigação da Polícia Federal por suspeitas de fraudes na venda de carteiras de crédito ao BRB (Banco Regional de Brasília), com prejuízos enormes, de cerca de R$ 12 bilhões.
Enquanto o Banco Central protege o sistema financeiro e evita danos bilionários ao erário e aos cidadãos, uma rede de Influencers ligados ao ex-dono do Banco Master tenta fabricar uma narrativa de perseguição e irregularidade.
Esse episódio reforça o que o NOVO sempre denuncia: a tentativa de compra de influência para manipular a opinião pública e blindar criminosos de colarinho branco.
Leo Siqueira, fiel aos princípios de transparência e integridade, recusou qualquer envolvimento e expôs a manobra.
De um lado, quem se rende por dinheiro; do outro, vozes como a de Leo Siqueira que têm valores inegociáveis. O NOVO permanece firme na defesa da autonomia do BC, da ética na política e da punição exemplar de agentes públicos e privados corruptos.