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Luiz Gama
Há 190 anos, nascia o jornalista, poeta e advogado liberal, Luiz Gama, considerado um dos mais importantes nomes do movimento abolicionista no Brasil.
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Nascido livre em 1830, Gama era filho de uma africana liberta da Costa da Mina com um nobre português que vivia em Salvador. Sua liberdade, porém, foi interrompida aos 10 anos de idade, quando seu próprio pai decidiu vendê-lo como escravo a um comerciante para quitar uma dívida. ⠀
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Aos 17 anos, aprendeu a ler e escrever com um estudante que ficava hospedado na fazenda onde era escravo, no Rio de Janeiro. Assim, descobriu que sua condição de escravo era ilegal e, no ano seguinte, conseguiu os documentos que comprovavam seu direito à liberdade, fugindo para São Paulo. ⠀
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Lá tentou ingressar na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Por ser negro, foi impedido de se matricular, mas conseguiu permissão para acompanhar as aulas como ouvinte. Para Gama, essa experiência foi mais do que suficiente para dedicar sua vida à luta pela liberdade dos escravos.
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Naquela época, era possível advogar sem ser formado em direito. Esses profissionais eram chamados de rábulas. Com seu vasto conhecimento jurídico e retórica impecável, Gama defendeu os escravos que chegaram ao Brasil após a Lei Eusébio de Queirós entrar em vigor (1850), defendeu os que eram impedidos de pagar pela carta de alforria, e com outras contribuições, conseguiu libertar mais de 500 escravos.
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Luiz Gama também usou outros meios para disseminar as ideias abolicionistas e criticar o sistema escravocrata. Em 1864, fundou o jornal Diabo Coxo, que tratava de assuntos cotidianos voltado à política e questões sociais através de caricaturas. Dessa forma, os analfabetos também conseguiam entender as notícias. Cinco anos mais tarde, fundou o jornal Radical Paulistano, com o também abolicionista e liberal Rui Barbosa.
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Apesar de suas enormes contribuições literárias e sua relevância na luta pela abolição da escravatura, a biografia de Luiz Gama não recebeu o mesmo destaque quanto outros contemporâneos na história brasileira.
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O NOVO se posiciona radicalmente contra qualquer forma de racismo e defende um Brasil onde todos tenham mais oportunidades.