Combate a grupos criminosos, como MST, defesa do agronegócio e resolução dos problemas gerados pela esquerda no Brasil: essas são as principais pautas de Christian Lohbauer, candidato a deputado federal por São Paulo. Como ele diz: “A reforma agrária proposta por esses socialistas, esse grupo criminoso que é o MST, não é reforma agrária, é construção de dependência, de pobreza e de miséria no campo. A reforma agrária brasileira já acontece legalmente e de forma eficaz por meio do INCRA e por associações de produtores em todo o país”
Christian Lohbauer é professor e mestre em ciência política, empreendedor e gerente de associações do agro, e um dos fundadores do Partido Novo, atuando arduamente desde 2011 pela criação e crescimento da legenda, oficialmente reconhecida em 2015.
Após anos dando aulas, empreendendo e ajudando produtores rurais, Christian percebeu que não seria possível construir um Brasil desenvolvido sem um partido coerente de direita liberal forte no país.
Por isso, ele decidiu trabalhar para a criação do Partido Novo, que cresce a passos largos, sendo a sigla que mais cresceu nas últimas eleições, em 2024, um dos poucos que aumenta em número de filiados e reconhecidamente a legenda que mais faz oposição ao governo Lula no Congresso.
Confira mais sobre uma das verdadeiras lendas do NOVO na entrevista abaixo!
— Christian Lohbauer, candidato a deputado federal por SP: desenvolvimento do NOVO
— Christian Lohbauer, candidato a deputado federal por SP: reforma agrária e agronegócio
— Christian Lohbauer, candidato a deputado federal por SP: propostas no Congresso
— Christian Lohbauer, candidato a deputado federal por SP: missão e legado
— 1ª – Você é doutor em Ciência Política pela USP, com passagem por instituições na Alemanha e experiência em relações internacionais na FIESP e no setor privado. O que o motivou, há mais de uma década, a sair da posição de analista e professor para fundar um partido político junto com outros cidadãos sem experiência prévia na política tradicional?
O que me motivou foi uma constatação, que eu tenho até hoje, de que não existe partido político no Brasil que defenda um programa liberal conservador e que tenha o mínimo de consistência. O sistema partidário político está falido, o sistema eleitoral é muito ruim, e a tendência é nunca melhorar. Então a gente decidiu lá em 2011 constituir uma legenda que fosse genuína, de gente nova, que pudesse apresentar ao país e à sociedade uma agenda consistente, liberal e conservadora. E ainda estamos tentando. Eu não vejo outra saída. Eu tenho total convicção de que não há outra saída que não seja desenvolver uma instituição partidária que seja forte o suficiente para ganhar adeptos e ocupar o poder.
— 2ª – Olhando para trás, qual foi o momento mais desafiador na construção do Partido Novo desde 2011 até hoje? E o que mais te orgulha nessa jornada?
O momento mais desafiador certamente foi quando em 2020/21 o Partido perdeu o seu posicionamento e tomou a decisão absurda, irracional, irresponsável de assumir o protagonismo no impeachment do presidente Bolsonaro. Ali o Partido andou cinco casas para trás e por pouco não acabou. E qual é a maior conquista? É a maior conquista nossa continuar existindo. Porque todas as forças, todas as forças institucionais, todo o sistema como ele funciona, leva o Partido Novo a desaparecer. Ele empurra o NOVO para o abismo, porque quando você consegue consolidar o Partido, inventam a cláusula de barreira, depois aumenta a cláusula de barreira, quer dizer, são regras que são feitas sempre prejudicando o Partido Novo. E a gente ainda continua participando e lutando para ocupar os espaços públicos, mas a maré é sempre contrária a nós.
Confira: “Filiação Partido Novo: 9 Motivos para Fazer Parte desse Time pelo Brasil”!
— 3ª – A reforma agrária brasileira custa hoje, em média, R$ 217 mil por família assentada, sem contar o custo de implantação e operação dos projetos, e ao longo das últimas décadas já assentou cerca de 1,1 milhão de famílias em aproximadamente 80 milhões de hectares. Só que a produtividade de boa parte desses assentamentos é até 4x menor do que a do agronegócio tradicional, a titulação definitiva anda lenta, e uma parte expressiva dessas terras acaba capturada pelo MST ou outras organizações que usam o assentamento como base política, não produtiva. Como deputado federal, qual é a sua proposta de reforma agrária por meio de medidas de direita?
Como deputado federal e durante toda a minha vida nos últimos 25 anos, eu estudei essa matéria, e é basicamente o seguinte: existe o Instituto Nacional de Reforma de Colonização e Reforma Agrária, o INCRA. O INCRA é a instituição responsável, oficial, pelo que se concebe como assentamento, distribuição de terras e reforma agrária. A reforma agrária que é proposta por esses socialistas, esse grupo criminoso que é o MST, que é um grupo criminoso sim, não é reforma agrária, é construção de dependência, de pobreza e de miséria no campo.
É isso que eles fazem, são profissionais nisso e continuam fazendo isso. A verdadeira reforma agrária no Brasil, na verdade, já começou a acontecer. E começou a acontecer não com o INCRA. Ela começou a dar naturalmente com o mercado, por exemplo, com o que aconteceu com as pequenas propriedades em Santa Catarina, que se organizaram na produção de frangos para a grande indústria. Esse é um movimento natural, inteligente, de integração da pequena propriedade, que ganha competitividade e integra-se a cadeias internacionais de valor, e faz com que muita gente tenha acesso à terra e consiga ganhar dinheiro.
Isso já é possível, já se faz no Brasil. É que a ideologia dessa gente aí não permite que isso aconteça. Tá certo? Então, o que a gente tem que focar é em ter eliminar esses movimentos que se apresentam como sociais, esses são movimentos criminosos de manutenção de pobreza. Temos que focar em alguma instituição que não pode mais ser o INCRA, porque o INCRA já está todo contaminado de ideologia, e temos que deixar o processo de ocupação da terra ser feito integrado nas grandes cadeias de produção, de valor e de exportação. Como é feito com a proteína, como já é feito com as cooperativas, como já é feito com as os arrendamentos de cana, como já é feito com uma série de outras outros setores que já deram certo e colocaram o Brasil na posição que está.
Confira: “O Que É o MST: 6 Fatos Que a Mídia Não Mostra sobre o Movimento Terrorista”!
— 4ª – O agronegócio comum é, proporcionalmente, 2x a 4x mais produtivo do que a agricultura familiar além de contribuir imensamente mais em total produzido. Se o agronegócio tradicional sumisse por 30 dias, o efeito seria imediato e devastador. Fora que o agronegócio tradicional representa 25% do PIB e 50% das exportações. Isso é o que apontam os números do IBGE, CONAB e EMBRAPA. Tendo isso em vista, o que você propõe para potencializar a produtividade do nosso agro, que muitas vezes é travado por ideias de extremistas de esquerda?
O que tem que ser feito é deixar o mercado agrícola trabalhar. Não existe essa essa intervenção permanente de Estado para querer distribuir terra e ganhar produtividade no que se concebe como agricultura familiar. Isso é uma ilusão, não existe! Não existe essa ideia que a esquerda defende sistematicamente de uma vaquinha, um porquinho, uma galinha, uma família feliz e um pézinho de laranja. Isso não existe em lugar nenhum do mundo.
O que existe é a integração de pequenas propriedades. E esse negócio de agricultura familiar também, podem jogar no lixo. Não existe! Porque a família Maggi, ou o Eraí Maggi, o maior produtor de terra do Brasil, maior possuidor de terra no Brasil, é uma família também! Nos Estados Unidos, quase toda a agricultura americana é familiar. Então, isso é um conceito ideológico, não faz o menor sentido.
Não existe esse negócio de pequena agricultura e grande agricultura. O que existe é agricultura integrada na produtividade e nas cadeias produtivas e a agricultura abandonada, sem condição de ter acesso aos recursos de tecnologia e financiamento. Essa é a única diferença. Então, o que tem que se fazer é garantir acesso a financiamento, tecnologia e integração às cadeias. Tá certo? Coisa que os esquerdistas e os petistas querem ficar longe, porque eles sabem que isso é o fim, é a ruína desse conceito absurdo que é esse conceito de agricultura familiar.
— 5ª – Seu livro “Fala, professor! Política para a nova geração”, publicado neste ano, aborda a crise política e busca aproximar jovens do tema. Qual mensagem principal você quer passar para a nova geração sobre engajamento político?
O meu livro trata da história política brasileira, da perspectiva, sobre os últimos 40 anos. A inserção internacional do Brasil, o desenvolvimento da economia brasileira nesse período, o processo de democratização, o processo de mudança do sistema partidário, do sistema eleitoral. É isso que eu fiz, escrevi com conceitos básicos da política e da teoria política pro cara mais jovem que não tem acesso muito à história nem aos conceitos poder ter uma noção da bibliografia principal, dos fatos principais que aconteceram nos últimos 40 anos.
E o que eu gostaria que acontecesse é que isso fosse debatido nas escolas, que tivesse um debate sobre essas questões que eu coloquei aí de forma muito superficial. O envolvimento na política tem que ser interessante, tem que ser estimulante, tem que ser, vamos dizer, sexy? E não é. A juventude não tem interesse porque é um assunto chato, cheio de pessoas corruptas, muitos vagabundos, muita mentira, muita malandragem. Ninguém quer se aproximar de um assunto desses. Então, a minha tentativa é trazer um pouco da perspectiva histórica para despertar nos jovens algum interesse pelas instâncias de poder.
— 6ª – Após ser eleito em 2026, qual seria sua primeira iniciativa ou projeto na Câmara para avançar a agenda da direita no Brasil?
A minha primeira ação vai ser ver olhar o que que é a agenda do Presidente da República vai ser para os primeiros 100 dias. Se for o presidente Zema, eu vou colar na agenda dele e ter ser um representante da agenda dele que compõe: uma imediata mudança nas regras do STF, na indicação dos juízes; uma ação imediata para redução dos juros absurdos com a austeridade fiscal; e uma ação imediata para entrar com um processo intenso de combate ao crime, que significa, entre outras coisas, enquadrar as organizações criminosas como organizações terroristas e começar um combate duro, com as forças do Estado, contra a criminalidade em todas as suas instâncias.
Se ele não for o presidente, eu vou seguir com duas frentes. A primeira, defender todos os interesses do desenvolvimento e da implementação de medidas para viabilizar o agronegócio brasileiro em todas as suas instâncias: sanitária, fiscal, seguro, infraestrutura, tudo que for aquilo que puder fazer com que deixe o agricultor e a agroindústria trabalhar.
E a segunda vai ser uma atuação incisiva no Ministério da Educação para começar um processo de depuração da da burocracia que está toda contaminada, que que destrói a formação educacional das novas gerações com informações erradas sobre vários aspectos da sociedade brasileira, em particular na produção agrícola, de alimentos e de energia sustentável.
Confira: “Quais Partidos Mais Fazem Oposição ao Governo Lula? Veja a Lista”!
— 7ª – Pensando no longo prazo, qual legado você espera deixar, tanto como fundador do NOVO quanto como formador de novas lideranças políticas?
O que eu gostaria que acontecesse é que, primeiro, que o meu esforço individual e com os meus amigos, que começou há 15 anos, não fossem em vão, que o Partido Novo continuasse um partido que cresce, que se consolida e que se fortalece. Eu gostaria de ser lembrado como uma das pessoas que ajudou para que isso acontecesse. E gostaria de ser lembrado como uma pessoa que tentou passar um pouco de conhecimento para todo mundo que pudesse ter interesse por aquilo que eu conheço. Com isso eu já vou ficar feliz porque acho que já é muita coisa para uma pessoa conseguir fazer.
Clique aqui e filie-se ao NOVO: defendemos o brasileiro honesto contra o sistema!