Editorial: Reformas liberais de Milei começam a dar resultado 

18 de maio de 2024

Após décadas repetindo erros, a Argentina finalmente parece ter alcançado  um ponto de inflexão. Seis meses após o início do governo de Javier Milei, as políticas adotadas pelo seu governo começam a dar seus primeiros resultados. Quem esperava (ou torcia) por um agravamento da interminável crise econômica argentina está tendo que reconhecer os méritos da atual administração. Nem o mais otimista dos libertários poderia imaginar que as reformas liberais teriam efeito tão rápido. 

Um dos destaques deste início de gestão é o resultado da inflação. Para promover a continuidade do kirchnerismo no poder, o agora ex-presidente Alberto Fernández deu um verdadeiro show de populismo nas vésperas das eleições no ano passado. Em parceria com seu ministro da economia e então candidato situacionista Sergio Massa, renovaram a receita inflacionista que tem devastado a economia portenha nas últimas décadas. A emissão de moeda e o descontrole fiscal turbinaram  a inflação, que já era crônica , elevando-a a 25,5% ao mês em dezembro de 2023. 

Com Milei, testemunha-se o oposto da gastança kirchnerista. A motosserra que o libertário bradou durante a campanha ainda está guardada, mas a tesoura nos gastos públicos tem sido efetiva. Milei cumpriu com a promessa e reduziu despesas em diversas áreas e níveis do governo. A inflação, em desaceleração  desde janeiro, atingiu 8,8% em abril deste ano. O dragão inflacionário, que consome o poder de compra dos mais pobres, está sendo controlado, com tendência de queda. 

Milei entregou o primeiro superávit fiscal trimestral nas contas argentinas nos últimos 16 anos, e mostra , na prática, o que os liberais não cansam de repetir: cuidar das contas públicas faz bem. A taxa de juros acompanhou a queda da inflação: de 50% para 40%. Com isso, a Argentina deixou de ter os maiores juros do mundo. 

Outra medida correta de Milei foi trazer a taxa de câmbio de volta à realidade. O problema crônico com a inflação fez com que muitos argentinos passassem a proteger seu dinheiro comprando dólares. Por consequência, o Peso Argentino desvalorizou-se, aumentando ainda mais a inflação. O negacionismo econômico dos governos passados fez com que adotassem medidas de restrição na compra de dólares, que resultaram num “câmbio oficial”, com valores  falsos, e um câmbio paralelo, com os valores verdadeiros. Sensato, Milei abandonou a prática  esquerdista de lutar contra a realidade. O dólar voltou a se aproximar ao seu preço real em relação ao Peso Argentino, e as restrições devem cair em breve. Investidores gostam de governos que lidam com a realidade, e não com fantasias. Pela primeira vez desde 2013, a Argentina figura entre os 25 principais destinos de investimento estrangeiro no mundo, segundo o Índice de Confiança para Investimento Direto, desenvolvido pela consultoria Kearney.

A nova gestão do governo argentino causa arrepios nos inflacionistas. A disfuncionalidade de uma economia não ocorre ao acaso. A Argentina chegou onde está após décadas de medidas desastrosas, mas que beneficiavam alguns grupos e setores específicos. Quem sempre levou vantagem com os gastos descontrolados, com a inflação alta e com as medidas populistas agora vai às ruas e protesta contra o fim dos próprios privilégios. Ainda assim, a popularidade de Milei segue elevada, o que mostra que a maioria da população, que é quem se beneficia de um país estável, entende que as reformas são necessárias. 

O caminho para a recuperação do país ainda é longo. A Argentina enfrenta problemas sérios de pobreza e baixa produtividade. Mas a grande vantagem da liberdade é que ela não falha: colocando as instituições em ordem e deixando o livre-mercado funcionar, a prosperidade sempre vem. 

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