Instituições liberais e a Independência dos Estados Unidos

16 de agosto de 2020

Os Estados Unidos não se tornaram um símbolo de prosperidade e riqueza por acaso. Entenda como a liberdade e o desenvolvimento das Instituições possibilitaram a prosperidade da maior potência econômica do mundo:

A história americana como conhecemos começou no século XVI, com as grandes navegações. Espanha e Portugal — os impérios mais poderosos da época — conquistaram terras férteis, densamente povoadas pelas populações nativas e ricas em ouro e prata na América Latina.

Já o Império Britânico, que ainda não havia passado pela Revolução Industrial, teve de se contentar com as “sobras” da colonização do Novo Mundo, e assim iniciou a colonização da América do Norte, um território com poucos recursos naturais.

A tentativa de replicar o modelo de colonização espanhol e português, com conquistas pela força e exploração, fracassou. Diferentemente dos povos nativos latino americanos, os nativos da América do Norte não possuíam um controle político centralizado, o que dificultou a tomada de controle pelos colonizadores.

Junto a falta de recursos naturais, especialmente minas de ouro e prata de fácil acesso — como existiam na América Latina – a colônia da América do Norte se tornou deficitária para a Coroa Inglesa.

Segundo o economista Acemoglu, “a única opção para uma colônia economicamente viável seria criar instituições que proporcionassem aos colonos incentivos para empreender, investir e trabalhar com dedicação”.

E assim foi feito. Com grande influência da Revolução Gloriosa, na Inglaterra, dos pensamentos iluminista liberais, como o de John Locke, que abriu o caminho para o desenvolvimento de instituições que respeitavam a vida, a liberdade e a propriedade. Afinal, sem a garantia de direitos de propriedade privada há insegurança jurídica, desestimulando a atividade empreendedora.

As ideias de divisão dos poderes de Montesquieu também influenciaram na formação de instituições descentralizadas politicamente.

Com isso, em 1720, os habitantes das Treze Colônias – o grupo de colônias na costa atlântica da América do Norte – já possuíam mais direitos e liberdade do que a maior parte dos europeus ou latino americanos da época. Cada colônia possuía um governador e uma assembleia de representantes.

A facilidade em se obter terras, a garantia de que os contratos firmados seriam cumpridos, a proteção das propriedades e a possibilidade de eleição e substituição de seus representantes tornaram as Instituições presentes das Treze Colônias um centro de oportunidades, e atraíram o interesse de milhares de migrantes.

Conforme as Treze Colônias se desenvolviam cresceu a insatisfação com o domínio britânico. Em 1773, cada vez mais insatisfeitos com o aumento de impostos, os colonos invadiram o porto de Boston e jogaram cargas de chá inglês ao mar.

O Império inglês reagiu ordenando o fechamento do porto e iniciou-se uma série de batalhas. Em 4 de julho de 1776, foi declarada a independência unilateral das Treze Colônias da Coroa Inglesa e em 1783, a Inglaterra assinou um acordo de paz e reconheceu os Estados Unidos como um país independente.

Onze anos após a independência, as Treze Colônias ratificaram a Constituição Americana, e se uniram na forma de um Estado federado. Foi instituída uma República Presidencialista, e a garantia de direitos individuais, a limitação do poder do Estado e um governo que deveria governar para os cidadãos. A Constituição americana é a mesma desde então. Já no Brasil, a Constituição de 1988 foi a nossa 7ª.

O exemplo americano nos mostra como instituições sólidas, fundadas nos direitos individuais geram um ambiente de negócios propício à inovação, ao comércio e à busca da prosperidade, resultando em uma sociedade próspera.

Infelizmente, até hoje parte das instituições brasileiras não seguiram o exemplo americano de séculos atrás, limitando liberdades e dificultando a vida de quem quer empreender e trabalhar. Conte com o NOVO para mudar essa realidade e seguir o exemplo dos países que deram certo.

Receba nossas

novidades por

email!







    Visão geral de privacidade

    Este site usa cookies para melhorar sua experiência enquanto você navega pelo site. Destes, os cookies categorizados conforme necessário são armazenados no seu navegador, pois são essenciais para o funcionamento das funcionalidades básicas do site. Também usamos cookies de terceiros que nos ajudam a analisar e entender como você usa este site. Esses cookies serão armazenados no seu navegador apenas com o seu consentimento. Você também tem a opção de desativar esses cookies. Mas a desativação de alguns desses cookies pode afetar sua experiência de navegação.