O exemplo da educação na Coreia do Sul

4 de julho de 2020

Não é novidade que o Brasil vive uma crise no setor educacional. Estamos entre os países com pior colocação no ranking internacional de educação, o PISA. Enquanto isso, a Coreia do Sul, um país que foi completamente arrasado após a Segunda Guerra e a Guerra das Coreias, se reconstruiu e agora se destaca como um dos países de melhor educação do mundo. Qual foi o segredo para a Coreia do Sul desenvolver tanto sua educação?
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Até 35 anos atrás, os sul-coreanos eram mais pobres do que os brasileiros. Hoje, eles são mais de 3 vezes mais ricos. Grande parte desse salto é explicado pelo imenso desenvolvimento educacional que foi iniciado décadas antes.
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Diferente do Brasil, a prioridade de investimentos dos sul-coreanos é na educação básica. No Brasil, gastamos 3,7 vezes mais com um aluno do ensino superior do que com um aluno do ensino básico. A média nos países desenvolvidos é de 1,7 vezes. Na Coreia, apenas 1,5 vezes, mostrando a diferença de foco na hora de investir recursos em educação.
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Outra diferença está no orçamento das escolas de ensino médio. 20% do orçamento das escolas públicas são pagas pelos pais dos alunos. Nas universidades, são cobradas anuidades, inclusive nas públicas. No entanto, alunos de baixa renda são subsidiados pelo governo.
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A Coreia do Sul começou a investir mais recursos no ensino médio e superior após alcançar a universalização do ensino primário. Em nosso país, um terço da população não termina o ensino fundamental, segundo o IBGE.
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Enquanto os professores brasileiros de maior formação e salários mais altos estão no ensino superior, os coreanos investiram na capacitação técnica de seus professores, planos de carreira e altos salários na educação básica.
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A valorização dos professores atrai bons profissionais e eleva o nível do ensino ofertado. Um dos resultados alcançados por lá foi um índice de evasão praticamente inexistente e jovens chegando na universidade e no mercado de trabalho com uma boa base educacional . Já no Brasil, com uma escola ruim, que não garante oportunidades, a evasão é alta: 52% dos jovens entre 19 e 25 anos deixam de estudar.

Grupos externos formados pelas secretarias de educação avaliam as escolas coreanas e os resultados são divulgados publicamente. A partir daí, as melhores escolas são recompensadas com um bônus e as com desempenho abaixo do esperado recebem aconselhamento para melhorar. Os melhores professores também são reconhecidos e recompensados.

Hoje, a Coreia do Sul é um dos países com melhores índices de desenvolvimento humano e a educação é referência em todo o mundo. O foco na educação básica, a valorização dos professores, das instituições de ensino e um projeto com visão de longo prazo, foram os principais pilares para o país alcançar os resultados que tem hoje. A educação opera milagres.

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