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Entenda o caso das vacinas Covaxin

▶️ Negociação da Covaxin: questionamentos

A compra das vacinas Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech, gerou uma série de questionamentos relacionados ao uso de intermediários envolvidos em escândalos de corrupção, pressão sobre servidor para a liberação de importação e favorecimentos na negociação.

O Ministério da Saúde já empenhou R$1,6 bilhão para a compra desta vacina”

▶️ Intermediários suspeitos

Ao contrário de todas as outras vacinas negociadas, o laboratório fabricante não foi diretamente contatado para a contratação. Houve uma empresa intermediária.

Como se não fosse estranho o suficiente, essa intermediária é a empresa brasileira Precisa Medicamentos, que tem entre seus sócios a empresa Global Saúde, investigada por não entregar medicamentos contratados pelo governo federal.

▶️ Uma terceira empresa envolvida

Além do laboratório Bharat Biotech e da intermediária Precisa Medicamentos, uma terceira empresa com sede em Cingapura, Madison Biotech, foi apontada como destino dos pagamentos. Esta empresa não havia sido mencionada no contrato de aquisição de vacinas assinado pelo Ministério da Saúde.

▶️ Enquanto ignorava ofertas da Pfizer e do Butantan, o governo Bolsonaro priorizou a Covaxin:

▪️ Ainda em fase de testes, sem aprovação de agências internacionais
▪️ Pelo maior preço entre todas as vacinas negociadas
▪️ Com problemas de higiene na fábrica indiana segundo a Anvisa, que não concedeu certificado necessário à importação

Mesmo nessas condições e com outras alternativas melhores, a Covaxin foi a vacina negociada mais rapidamente: apenas 97 dias entre conversas e contrato assinado.

▶️ Pressão atípica sobre servidor do Ministério da Saúde

Um servidor concursado do Ministério da Saúde relatou pressão atípica de superiores, com ligações fora de horário de trabalho incluindo fins de semana, para seguir com o envio de documentação da Covaxin, mesmo que incompleta. O servidor relata não ter havido pressão semelhante em outras negociações de vacinas no Ministério.

▶️ Denúncia ao presidente

O servidor se encontrou com o presidente Bolsonaro no dia 20 de março para denunciar possíveis irregularidades na negociação da Covaxin. Segundo ele, Bolsonaro teria prometido informar a Polícia Federal sobre o caso. Porém, à imprensa, o chefe da Polícia Federal disse não se lembrar se havia recebido pedidos de investigação por parte do presidente.

▶️ O governo foi alertado

O embaixador brasileiro na Índia alertou dois meses antes do governo confirmar a compra das vacinas Covaxin que o processo de autorização do medicamento estava ocorrendo de modo pouco transparente. Nas suas palavras, havia um “processo alegadamente opaco de autorização para uso emergencial”. Segundo ele, cientistas indianos alertaram que a pesquisa estava ocorrendo de modo “irresponsável e irrealista”.

▶️ Os brasileiros querem entender:

▪️ Por que essa foi a única vacina negociada com uma empresa intermediária?
▪️ Por que uma empresa investigada na Justiça foi envolvida na negociação?
▪️ Qual o motivo de uma terceira empresa ser o destino dos pagamentos?
▪️ Por que priorizar esta vacina e ignorar as outras propostas mais factíveis?
▪️ Qual a razão de um servidor ser pressionado a garantir a importação?
▪️ Se Bolsonaro foi informado das irregularidade, que ações tomou?
▪️ O que fez o governo ao ser alertado pelo embaixador brasileiro na Índia?

O NOVO acompanha com atenção os desdobramentos e espera que os fatos sejam esclarecidos com seriedade.

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